Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor

Sem financiamento, nada feito

Eu nunca achei mesmo que o brasileiro tivesse o hábito de pensar no amanhã. Não à toa produtos financeiros mais sofisticados que a simples poupança, como fundos de investimento e de previdência privada, raramente têm suas regras bem compreendidas pela população, mesmo a das classes mais abastadas.

Recentemente, foi divulgado um estudo do instituto LatinPanel que revela que 74% das pessoas não poupam absolutamente nada no Brasil. Naaaaaada. E dos 26% restantes, apenas metade consegue guardar até 10% do que recebe mensalmente. Ok, é verdade que o custo de vida é alto para o baixo salário que a grande maioria recebe. Mas mais de 70% da população não ter o hábito de economizar nada é, sim, na minha opinião, impressionante e tem também um quê cultural.

Polêmicas à parte, isso só reforça o quanto é essencial que qualquer empresário ofereça financiamento à sua clientela para ao menos manter o ritmo das vendas pré-crise. Por mais que esteja difícil obter crédito no mercado, é preciso encontrar uma saída: seja usar capital de giro próprio, reduzir margens ou camelar de banco em banco em busca de menores taxas.

Não tem jeito. Se não oferecer a opção de pagamento parcelado, não vende. O consumidor não tem de onde tirar dinheiro. Ele tem mesmo que contar com o salário do mês para pagar tudo que comprou – a prazo, a perder de vista.

A editora Silvana Mautone fez pós-graduação em finanças e escreve também sobre negócios, governança corporativa e responsabilidade social.

Palavras-Chave: , , , ,

No ar, mais uma rede social

Esses dias vi que a Air France e a KLM lançaram a rede social para todos os passageiros. E dei uma olhada para ver como funciona. Eu achei bem bacana. Batizada de Bluenity, ela funciona como uma ferramenta para compartilhar dicas sobre hotéis, restaurantes e compras em qualquer parte do mundo. E ainda permite que os viajantes das duas companhias troquem informações sobre os itinerários de viagem e podem receber atualizações sobre os itinerários de outros passageiros. Por exemplo, se é a sua primeira vez que vai para Paris e você não arrumou companhia, pode encontrá-la na rede e acertar detalhes ou, simplesmente, combinar para fazer um passeio, dividir um táxi ou combinar a ida a um restaurante. É uma espécie de Orkut!

A rede também tem um espaço de compartilhamento das dicas de outros viajantes e de funcionários da Air France e da KLM que viajam o mundo. Além disso, é possível fazer reservas on-line diretamente pela rede social. Isso prova a grande influência das redes sociais. Já que um número grande de pessoas confia, cada vez mais, nas experiências dos outros para conseguir informações. Para se inscrever no Bluenity, é gratuito e está disponível em inglês, francês e holandês. Não deixa de ser uma boa idéia para quem tem negócios relacionados a turismo. O que acham?

A repórter Viviane Maia escreve sobre tecnologia, internet, blogs e softwares em geral.

Palavras-Chave: , , , ,

Empresas usam rede social, tipo Orkut, como ferramenta de RH

Acabo de ler duas reportagens sobre redes sociais, cada uma com um enfoque diferente. A primeira, de Viviane Maia, da revista Pequenas Empresas (edição de novembro/08) mostra que as empresas estão usando as redes como ferramenta de marketing, para se relacionar com clientes, lançar produtos, apaziguar reclamações. Ela juntou dezenas de dicas de especialistas sobre o que fazer e o que não fazer.

A segunda reportagem fala do uso das redes sociais como ferramenta de RH. No texto “Orkut Corporativo”, (pág. 48 da revista B2B de setembro/08), Thiago Borges mostra que empresas como Coca-Cola e Oi têm ferramentas para a criação de blogs e páginas pessoais, tipo Orkut, penduradas em suas intranets. A rede social da Oi, inclusive, chama-se Oikut. Ali os funcionários fazem seu perfil, postam fotos, vídeos e blogam textos. Contam coisas do trabalho e também de suas vidas, hobbies, passeios etc. Mas o que pensar disso? Bobagem? Uma distração que pode minar a produtividade dos funcionários?

Esses pensamentos ocorrem, claro, a qualquer administrador. Mas Thiago apresenta dados estatísticos: segundo ele, um estudo conduzido pela consultoria IDC, feito com 2.400 funcionários de 17 países, mostrou que 16% são jovens hiperativos que usam celular com câmera, telefonia sobre IP e redes sociais. E em cinco anos, eles serão 36% da força de trabalho. Esses jovens não separam a vida pessoal da profissional. Uma rede social interna, teoricamente, poderia ajudá-los na produtividade - não o contrário. Arrisco dizer que talvez ajudasse até a retê-los na empresa, pois é sabido que eles não ficam muito tempo em emprego algum. E aí? Você acha que a moda pega? Será que logo logo muitas empresas terão seus Orkuts internos?

Roberta Rossetto é jornalista e tem um MBA em gestão. Dirigiu a revista Pequenas Empresas e trabalhou como executiva de comunicações, marketing e RH.

Palavras-Chave: , , , , , , , , , , ,

Passageiro Inflável

Quem assistiu ao filme Náufrago, com Tom Hanks, deve se lembrar do Wilson, a bola que se transformava no companheiro imaginário do personagem que vivia na ilha deserta. Não por coincidência, este é também o nome do boneco inflável que tem circulado no banco do passageiro de alguns carros em grandes cidades como São Paulo. A intenção dos motoristas solitários é usar o boneco corpulento, narigudo, de bigode e de óculos escuros para intimidar os assaltantes no trânsito. O idealizador do Wilson é o empresário Juca Amaral, dono de uma fábrica de bonecos infláveis usados em postos de combustíveis. Ele teve a idéia de criar o passageiro inflável há dois anos, quando viu estatísticas da polícia informando que a presença de um acompanhante no carro reduz em até 90% as chances de assalto. O boneco custa R$ 350. O preço inclui uma sacola de transporte, um plugue e um motor de 12 volts para enchê-lo – pode ser ligado no acendedor de cigarros do automóvel. Por enquanto, Amaral vendeu 70 bonecos Wilson, mas a expectativa é que as vendas aumentem significativamente a partir do ano que vem. Ele acaba de fechar contrato com as Lojas Americanas, que comercializará o passageiro inflável.

Wagner Roque é editor-assistente. Especializou-se em matérias sobre oportunidades de negócios.

Palavras-Chave: , , , ,

Resultados do chat

A Pequenas Empresas & Grandes Negócios fez um chat ontem para tirar dúvidas sobre como administrar bem o seu negócio. 67 pessoas acessaram para perguntar e ver o que o economista – e colunista da revista – Eduardo Bom Ângelo sugeria aos demais empreendedores.

Destaco aqui algumas perguntas e suas respectivas respostas:

Thiago Flores perguntou: Em relação aos call centers, o ideal é que ele seja sempre terceirizado? Como escolher a melhor empresa para esse serviço, que acho essencial?

Essa é uma boa pergunta. Eu trabalhei em uma empresa que contratou 120 pessoas e levou o serviço de call center para a empresa porque nós tínhamos informações muito específicas para os clientes. Se você trabalha com informações básicas, eu sou a favor de terceirizar. Na hora de selecionar a empresa, é melhor procurar uma que já prestes serviços para uma empresa como a sua.

Fernanda Dias questionou se uma empresa não informatizada estaria fora do mercado. O consultor, mesmo sem saber qual o tipo de nogócio a que ela se referia afirmou que “Tecnologia, hoje, é importante para a gestão de qualquer negócio”, segundo ele é difícil que uma empresa que não investe nesse setor se mantenha no mercado.

Paula Cabral quis saber se mudar o nome de sua loja poderia ser uma alternativa para alavancar as vendas, Bom Ângelo não concordou com a idéia: “Em uma lista das seis mudanças mais importantes, para mim, o nome ficaria em nono.“

Veja aqui o chat na íntegra

Juliana Belda estuda jornalismo e é estagiária da revista e do site Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Palavras-Chave: , , ,

Cuidado com a pizza!

Domingo à noite é dia de pizza em casa, pelo menos, para boa parte dos paulistanos. E eu me incluo nessa lista. Pizzaria é o que não falta nesta cidade. O díficil é conciliar preço, sabor, e entrega com qualidade. Quando digo qualidade não estou levando em conta a sofisticação dos ingredientes ou o atendimento, mas, sim, o estado como a pizza chega à mesa. Isso porque não foram poucas as vezes que a metade calabreza ganhou sabor de quatro queijos, graças ao vôo razante feito pelo motoboy entre a pizzaria e o prédio. Ninguém contesta que o serviço de delivery é uma mão na roda, que facilita a vida, mas que também deixa a desejar, isso deixa.

Estima-se que 2.500 restaurantes da cidade de São Paulo ofereçam o serviço e boa parte coleciona mais reclamações do que elogios. Assim, se você está disposto a agregar o delivery ao seu negócio, preste atenção: não dê mais valor à velocidade da entrega do que à qualidade do serviço. Cuide das embalagens para que a comida chegue quente, saborosa e com o visual esperado; equipe o motoboy com caixas com divisórias que permitam separar o quente do frio, o sólido do líquido, o salgado do doce; e, por fim, treine o entregador para que ele faça o transporte de maneira correta, sem altas emoções pelo caminho. O resultado, com certeza, não irá desapontar.

 

A editora Katia Simões escreve sobre varejo, marketing e empreendedorismo, mas já foi editora de moda, beleza e comportamento.

Palavras-Chave: , , , ,

Projeto permite que trabalhador escolha o banco da conta-salário

Um projeto de lei em discussão no Senado quer garantir ao trabalhador o direito de escolher em qual banco vai receber o seu salário. Os autores do projeto, senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Romeu Tuma (PTB-SP), afirmam que o fato de o empregador determinar o banco e a agência da conta-salário configura “uma restrição à liberdade individual”. O texto aguarda votação na Comissão de Assuntos Sociais. Se aprovado, segue para votação na Câmara dos Deputados. Você acha que uma medida como essa prejudica os empresários?

Adriana Fonseca é repórter e escreve sobre macroeconomia, oportunidades de negócios, exportação e legislação.

Palavras-Chave: , , , ,

Como administrar bem a sua empresa

Na próxima segunda-feira, 10, o economista - e nosso colunista do Divã do Empreendedor - Eduardo Bom Ângelo responderá às dúvidas sobre como administrar bem a sua empresa.

Bom Ângelo é titular da cadeira de Empreendedorismo do Ibmec de São Paulo e autor do livro Empreendedor Corporativo.

Não deixe de participar, acesse o link do chat no site da Pequenas Empresas & Grandes Negócios às 15h e tire as suas dúvidas!

Participe por aqui

Juliana Belda estuda jornalismo e é estagiária da revista e do site Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Palavras-Chave: , , , , ,

Cade, cadê você???

Não fiquei só surpresa com a fusão do Itaú e do Unibanco anunciada na última segunda-feira, 3 de novembro. Fiquei também preocupada. Seria consolidação bancária se grandes instituições estivessem comprando as pequenas. Mas o que dizer da união de conglomerados como Itaú-Unibanco e Santander-ABN? O que temo é uma concorrência cada vez menor que se traduza em menos oferta de crédito, menos taxas de juros  diferenciadas, menos opções de pacotes de tarifas de serviços. Não vejo como a pessoa jurídica nem a física se beneficiam desse tipo de negócio. Cade, cadê você? Em tempo: o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, órgão ligado ao Ministério da Justiça, analisará se autoriza ou não a fusão ainda neste mês. Mas confesso que não tenho esperanças de um voto contrário…

A editora Silvana Mautone fez pós-graduação em finanças e escreve também sobre negócios, governança corporativa e responsabilidade social.

Obama e tecnologia

Ontem, fiquei presa em frente à televisão para ver a apuração das eleições americanas. Queria ver quem ganharia - lógico - mas também fiquei surpresa às novas tecnologias que foram apresentadas na TV americana. A CNN, por exemplo, mostrou a repórter Jessica Yellin diretamente de Chicago para comentar sobre a festa programada para a vitória do democrata Barack Obama, eleito o novo presidente dos EUA. Mas ao invés de mostrar a imagem de Jessica em um telão ou em uma tela dividida como é comum em coberturas do gênero, a CNN “colocou” a repórter ao vivo em pleno estúdio, por meio de um recurso holográfico. Foi surreal. No melhor estilo ficção científica. O efeito é parecido com o da princesa Lea, de Star Wars. Para quem não viu, vale ver.

Aliás, tecnologia foi o forte dessas eleições. Principalmente, quando o assunto é Obama. Ele apostou forte nas redes sociais para dizer as estratégias de campanha. E aí, usou o YouTube, MySpace, Facebook e todos os portais colaborativos. Na noite de domingo, o então candidato democrata colocou um vídeo no YouTube com várias promessas para tecnologia. No discurso, Obama prometeu duplicar fundos federais para pesquisa básica e implementar uma taxa de crédito permanente para pesquisa e desenvolvimento. Ele também discutiu planos para leis antitruste mais severas e propostas como abrir fóruns para comentários públicos, sugestões e perguntas e respostas gerais sobre legislações pendentes; melhorar padrões de velocidade de banda larga; aumentar investimentos em energia renovável e colocar dados governamentais on-line em formatos acessíveis universalmente. Acho que está mais do que na hora dos políticos brasileiros começarem a pensar mais em tecnologia e principalmente em como oferecê-la aos cidadãos.

A repórter Viviane Maia escreve sobre tecnologia, internet, blogs e softwares em geral.

Palavras-Chave: