Diversão para alguns, mal-estar para muitos
Ontem, fui a um bar especializado em espetos para despedir-me de um amigo que vai estudar fora do país. Já tinha ido diversas vezes ao mesmo lugar, que é amplo, arejado e sem grandes agitos. Um moço tocava alguns clássicos do pop brasileiro no estilo banquinho-e-violão. Mas, assim que nos sentamos à mesa, antes mesmo de chegar a nossa primeira cerveja, o músico perdeu o microfone para ninguém menos que uma drag queen.
Foram alguns instantes de confusão até percebermos que a drag havia sido contratada pela turma da mesa ao lado, que comemorava um aniversário. E, em altíssimo e bom som, devidamente amplificado, ela fez brincadeiras não só com o aniversariante, mas também com a maioria dos seus amigos (e não eram poucos). Depois dos dois minutos iniciais, passou a graça – pelo menos para nós e, provavelmente, para os demais fregueses, que não conheciam o tal aniversariante e precisavam gritar com a pessoa ao lado para se fazerem ouvir.
Nada contra as drag queens. Mas a questão é que nós, clientes, fomos surpreendidos – para o mal – por algo que não estava no roteiro. Quem escolhe um estabelecimento o faz pelo pacote: localização, produto/serviço, ambiente, preço, música etc. Ontem, não queríamos som alto, não queríamos prestar atenção nas piadas com pessoas que não conhecíamos. Vá lá, a intervenção não durou a noite toda – uns 15 ou 20 minutos. Mas foi o suficiente para gerar enfado, irritação, cara feia. Quem não conhecia a casa deve ter pensado que esse tipo de “show” acontece sempre. Talvez não volte ou não indique o lugar a um amigo. E isso nenhum empresário quer, certo? Na minha opinião, o dono ou o gerente deveriam ter restrito o espetáculo à mesa que o contratou, sem microfone.
No fim das contas, a ótima companhia valeu a noite, e eu, que já conhecia o bar, acho que esse acontecimento foi uma exceção. Estou disposta a voltar, mas nada garante que o resto dos clientes tenha ido embora pensando da mesma forma.











July 12th, 2010 at 1:31 pm
Acredito que a autora do texto nao foi feliz na colocação. Foi de cunho preconceituoso e demonstrou nenhum humor. Quando ela diz que durou 20 minutos e isto foi o suficiente para estragar a noite então a companhia não era tão agradável como ela apresenta.
July 12th, 2010 at 2:40 pm
Creio haver certa intolerancia nas palavras acima. A vida tem que admitir surpresas, atalhos ou até choques. O convivio em sociedade é isso, são mil coisas ao nosso redor e se não estivermos preparados pra tirar o melhor, relaxar e aprender, sempre andaremos pelos cantos resmungando e amaldiçoando o mundo.
July 12th, 2010 at 3:04 pm
Acredito que o problema não foi com a drag queen, mas sim com o incômodo causado por ela. Poderia ser um homem-bala, uma mulher barbada ou um palhaço de circo que, estivessem falando em tom alto e incomodando os outros freqüentadores, causariam o mesmo impacto relatado no texto.
July 12th, 2010 at 3:05 pm
Oi, pessoal,
de fato, uma surpresa pode ser muito boa - mas a questão é que o inesperado, que não tem a ver com o que a casa costuma oferecer, também pode ser ruim. Até que ponto vale o risco de desagradar o cliente? O que eu quis dizer foi que, quando vamos a um show de humor, por exemplo, ou a uma balada, sabemos que vamos encontrar som alto. Mas e quando queremos conversar e topamos com a mesma coisa? Vale a pena arriscar e deixar o freguês descontente? Não sei, mas acho que vale o debate.
Abraços!
July 12th, 2010 at 4:52 pm
Ola,
Ja fiz um “presente” desses a um amigo durante seu aniversario, tambem em um bar. A ação se restringiu apenas a nossas mesas a unica intervenção total foi o famoso “happy birthday to you a lá marilym” mas nada de som exagerado nem mesmo microfone, só uma dublagem. Não posso deixar de comentar que já na entrada a drag que nesse caso é conhecida foi aplaudida pelos demais, bem como em sua saída. O lance no caso citado me parece mesmo o exagero na apresentação, transformando o bar no “buffet”do aniversariante…rs
abraços.
July 12th, 2010 at 5:52 pm
oi, é interessante a imagem das pessoas né, as vezes vendo isso, imaginamos o porque daquele cliente nunca mais ter voltado, e assim vemos que é simples, foi aquela ” oportunidade ” que demos a um outro cliente de EXAGERAR na hospitalidade, no bom relacionamento que tem em nossa “casa”.
o ditado diz ” vivendo e aprendendo”, mas prefiro ” vivendo, apanhando e aprendendo”.
abraço
July 12th, 2010 at 7:25 pm
BEM, MAS QUANDO SE SAI A NOITE, INDEPENDENTE DO LUGAR, NÃO SE PODE DIZER COM TODA A CERTEZA O QUE IRÁ ENCONTRAR.
MESMO QUE SEJA APENAS UM BARZINHO COMUM !
15 OU 20 MINUTOS DE ALGO VOLTADO AO HUMOR E DESCONTRAÇÃO NÃO PODEM SERVIR PARA ESTRAGAR A NOITE DE ALGUÉM.
COM CERTEZA, HOUVE UMA CONVERSA ANTES COM O RESPONSÁVEL PELO BAR, SOBRE ESTE SHOW, PARA NÃO HAVER CONSTRANGIMENTOS E ABORRECIMENTOS.
QUEM SABE ALGUNS CLIENTES GOSTARAM DO SHOW E PODEM PEDIR PARA SE TORNAR UMA NOVA ATRAÇÃO DO BAR ???
July 12th, 2010 at 7:33 pm
Os comentários de que 20 minutos foram suficentes para gerar enfado e “mal-estar para muitos” denota certa intolerância.
Afinal, não durou muito tempo o seu “desconforto” né?
Poderia ter saído do bar, já que a primeira cerveja não havia nem chegado!!!
July 12th, 2010 at 8:16 pm
Me perdoe, mas 20-30m de apresentação não tem o condão de acabar com a noite de ninguém. Em uma noite de descontração, cabe saber relevar situações um pouco desconfortáveis, desde é claro, que não ofenda o razoável. Tenho certeza que os 20m de conversa perdida por conta do show devem ter sido repostos ao longo da noite. Sejamos razoáveis!
July 13th, 2010 at 9:12 am
SEM DUVIDA NENHUMA DEVE TER SIDO UMA SITUAÇAO MUITO DESAGRADAVEL MESMO. ELES QUE FIZESSEM ESTA APRESENTAÇAO EM UM AMBIENTE PROPÍCIO,COM AS PESSOAS CERTAS,ISSO SE CHAMA FALTA DE ÉTICA,FALTA DE DISCERNIMENTO.TAMBEM TERIA FICADO DESCONTENTE , E AS DEMAIS PESSOAS A QUEM APRESENTEI O ACONTECIDO TAMBEM.
July 13th, 2010 at 10:31 am
Nada contra as drags, mas convenhamos. Se de drags para quem tem afinidades com esse, “digamos show”, que ao meu ver no minimo gosto duvidoso.
July 13th, 2010 at 1:54 pm
Acho que a autora exagerou em seu argumento, colocando um tom de impaciencia, pois como disse nosso amigo em um comentário, ela poderia sair do bar, pois nem a primeira cerveja tinha chegado e com certeza alguém deve ter gostado, pois ela não citou que ninguém saiu, um lugar desagradável as pessoas não ficam.
July 15th, 2010 at 11:03 am
Acho que quando se pensa em um lugar para sair, deve-se ser sempre oferecido, o que a casa tem. Acho que foi errado deles da parte do bar, deixar o som alto para uma pequeno grupo, atrapalhando o dialogo dos de mais. Quem não conhecia o bar, provavelmente levou esta impressão de barulho e festa do bar, e não um lugar mais calmo com música baixa.