Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor

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Otimize seu tempo e trabalhe menos

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Sempre que pergunto aos empreendedores quantas horas trabalham por dia, a resposta se repete: são mais de doze horas diárias. Grande parte deles, seja por amor pelo que faz ou pela sobrecarga de funções, não consegue relaxar nem aos finais de semana. Muitos já não se lembram quando tiraram as últimas férias. (more…)

Você é um líder de verdade?

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Livros que ensinam empreendedores a ser bons líderes lotam as prateleiras das livrarias e o tema, embora desperte grande interesse, envolve polêmica. Alguns escritores acreditam que é possível desenvolver características e liderar com eficiência. Outros dizem que o líder de verdade já nasce predestinado porque a capacidade de comandar equipes faz parte da personalidade e esta dificilmente muda. David Javitch, articulista da revista americana Entrepreneur, afirma que independente do ponto de vista, líderes de sucesso têm em comum as seguintes habilidades: (more…)

Hunch, o site que decide para você

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Anda tendo problemas para tomar decisões? A nova rede social Hunch promete lhe dizer o que fazer. Inaugurada no final de março deste ano por Caterina Fake, uma das fundadoras do site de fotos online Flirck, a rede ajuda pessoas a agir nos momentos de indecisão.

Para utilizar o serviço, basta preencher um cadastro no site. Em seguida, é preciso digitar uma palavra no campo de busca e escolher a questão. A variedade de temas abordados é grande e vai desde dúvidas banais como “para onde devo ir nas férias?” até “o que fazer para a minha empresa crescer?”. Quanto mais você utiliza, mais o sistema reconhece suas preferências e mais refinadas são as respostas.

Resolvi entrar no jogo e descobrir se, na prática, a ajuda é válida. Escrevi no ícone de pesquisa a palavra business e logo me deparei com a pergunta: que tipo de negócio devo abrir? Após passar pelo questionário, veio o resultado. Por sinal, bem previsível. Imaginei que o site-guru me aconselharia a abrir algo inovador, mas, ao contrário disso, fui recomendada a montar um restaurante no interior do país.

Apesar das ressalvas, acho a ideia genial. As redes sociais vieram para ficar e as pessoas adoram ferramentas interativas. Os aplicativos são um dos responsáveis pelo sucesso do Facebook. No caso do Hunch, o que mais me chamou atenção foi o potencial publicitário. A partir das respostas, pode-se observar tendências, comportamentos, descobrir preferências de milhares de indivíduos e, assim, vender muito mais.

E você, leitor, participa de alguma rede social? Já conhecia o Hunch? Dê a sua opinião!

A sabedoria do desapego

Vários autores, como Jack Welch  ou Ricardo Semler, já comentaram sobre a importância de ter coragem de revolucionar, de virar a própria mesa, de despir-se das verdades até então assumidas para poder sair de uma crise ou de um problema. Na essência, esses textos tratam de conseguir enxergar o cenário, jogar o velho armamento fora, desafiar-se a esquecer as antigas práticas e começar do zero. 

Desapego é libertar-se de uma rota antiga, porque as condições mudaram, porque novo caminho foi criado, melhor ou mais rápido. Porque novas tecnologias mudaram o modo de locomoção. Quando todas as condições mudaram, continuar seguindo um velho mapa só pode levar ao fracasso.

Imaginem uma empresa que, por ter um parque instalado de máquinas de escrever, tivesse se mantido firme na decisão de não aderir aos computadores, simplesmente porque o investimento já havia sido feito e a empresa cresceu e prosperou com esse modo de processamento?  Essa pergunta nos dias de hoje obviamente é ridícula, mas quantas empresas não perderam a trajetória da história por decisões tomadas sem o desapego necessário?

Parece óbvio quando observamos condições alheias ao nosso envolvimento, entretanto, desapegar-se dos acertos anteriores e começar tudo novamente é muito mais difícil do que parece. Quanto maior o acerto vivido, maior a dificuldade de mudar.

Quantas vezes não vimos ou mesmo vivemos disputas ferozes que nos conduziram a falsas vitórias, porque jogamos o jogo errado. Esquecemos o objetivo - atender as necessidades do cliente ou dos funcionários ou dos acionistas – e iniciamos, mesmo que inconscientemente, uma batalha pelo apego às ideias que realmente um dia foram valiosas?
 
O que nos distancia da verdade, não são as mentiras, mas as nossas convicções.
 
Quantas vezes acreditamos ser mais fácil fazer ajustes e adaptações aos processos atuais, reclamar da falta de entendimento do outro, dar respostas simples e rápidas aos grandes problemas ao invés de identificar realmente o quadro todo e perseguir objetivos reais, significativos e vitais? Quantas vezes fomos cruéis em criticar o novo ou o diferente e corremos na defesa de paradigmas conhecidos ao invés de parar para verificar a viabilidade de um novo ângulo de visão?

Cuidado! O sucesso passado costuma ser o maior inimigo do sucesso futuro.

Há um texto sobre a Sabedoria do Desapego, onde Krishna comenta que tanto é bom agir como é bom abster-se, porque aquele que nada deseja e nada recusa, inatingido pelos opostos, não é afetado nem por esperança nem por medo e assim chega à meta. Sábio é aquele que pela força da verdade renuncia a si mesmo, fica a serviço de todos e realiza todas as ações sem ser escravizado por nenhuma delas.

Somente somos capazes de grandes feitos quando, iluminados pela determinação, superamos nosso ego e conseguimos distinguir o momento de sacrificar conceitos do momento em que vale manter o modelo anterior porque ainda é mesmo melhor. 

Não é a espécie mais forte que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor corresponde às mudanças. (Charles Darwin)

Sandra Boteguim  é Diretora Gerente Sênior da área de Produtos Pessoa Jurídica do Banco Itaú,  área que também é responsável pelos especialistas e consultores dedicados ao Projeto Extreme Makeover Tecnológico e Financeiro 4.

Dez dicas para não tornar o almoço de negócios indigesto

Seja para fechar acordos ou estreitar laços, o almoço de negócios é prática comum entre empreendedores, embora nem todos saibam como se portar durante a ocasião.  Abusar do consumo de álcool, deixar o convidado pagar a conta, falar sem descanso e escolher restaurantes de comidas exóticas são apenas algumas das gafes que podem colocar tudo a perder. Por isso, se você acha que etiqueta empresarial é sinônimo de frescura, é melhor rever seus conceitos. Com bom senso e atitudes simples é possível causar boa impressão. Abaixo estão dez dicas para que você se saia bem e tire de letra o encontro.

1) O convite
O ideal é propor o almoço com, no mínimo, três dias de antecedência. Quando o convite é feito em cima da hora, as chances de não ser aceito aumentam.  Ao invés de convidar por e-mail ou por terceiros, telefone. É mais simpático. Ao ligar, diga qual será o motivo do encontro. Pergunte também se o convidado tem preferência por algum tipo de culinária ou alguma restrição alimentar.

2) O restaurante
Fuja de restaurantes exóticos ou que não conhece. Prefira um ambiente tranquilo e que não seja barulhento. A localização também é importante e deve ser de fácil acesso.

3) Chegue no horário
Saia com antecedência do escritório. Leve algo para ler, caso tenha que esperar pelo convidado. Se isso acontecer, não demonstre imapaciência. Lembre-se que seu papel é deixar o convidado confortável.

4) Mulheres
Elas devem tomar cuidado redobrado.  Ao cumprimentar o outro, beijo e abraço estão vetados. O aconselhável é dar um aperto de mão. O visual deve ser sóbrio. Nada de decotes generosos, saias muito curtas e maquiagem carregada.

5) Celular
Se você é do tipo que mantém o telefone 24 horas ligado, faça um esforço e desligue-o. Não há nada mais desagradável do que falar no celular enquanto o convidado olha com cara de paisagem. Se está esperando uma ligação importante, avise antes para a outra pessoa. Deixe o aparelho no vibracall e  jamais coloque-o em cima da mesa.

6) Boas maneiras
Se não sabe enrolar spaghetti com a colher, não importa o quanto seja fã da massa, peça outro prato. Assim não correrá o risco de passar por constrangimentos como, por exemplo, derramar molho na roupa ou ter que cortar a pasta com o garfo ou dentes. Fique atento às boas maneiras. Não fale de boca de cheia.  A ordem de uso dos talheres é de fora para dentro e o guardanapo deve ficar no colo. Se houver algo errado com os pratos, reclame discretamente para o maitre. Ao reconhecer um amigo, não vá até a mesa dele para conversar. Faça um aceno ou aproxime-se quando estiver de saída.

7) Bebidas
Evite álcool. Geralmente, ele deixa as pessoas mais desinibidas e o risco de falar bobagem aumenta. Entretanto, se o convidado quiser, por exemplo, beber um vinho, fica feio não acompanhá-lo. Nesse caso, tome até duas taças, intercaladas com a ingestão de água.

8) Negócios
Não fale  de negócios enquanto almoçam. O ideal é tratar sobre o assunto na hora de pedir a sobremesa ou o cafezinho. Durante o almoço, o papo deve ser leve. Alterne a conversa e permita que o acompanhante fale. Pergunte o que ele está lendo ou o que gosta de fazer. Não faça perguntas sobre a vida pessoal.

9) Conta
Quem convidou paga a conta . A regra serve também para as mulheres. Caso o acompanhante peça para dividr, recuse educadamente. É deselegante fazer comentários a respeito do valor cobrado.

10) Duração
Para não cansar o convidado, o encontro não deve ultrapassar duas horas. O anfitrião indica o término.

E você leitor, acha bobagem se preocupar com etiqueta empresarial? Já passou por alguma saia justa durante um almoço de negócios? Dê a sua opinião!

É possível terminar uma sociedade numa boa?

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Devido aos riscos envolvidos em qualquer empreendimento, a maioria das pessoas que abre um negócio prefere dividir a responsabilidade com um sócio. Algumas dessas parcerias são afinadas, lucrativas e seguem adiante. Porém, assim como um casamento, as chances da sociedade dar errado existem e as razões para o fim são inúmeras.

A entrada de dinheiro pode ser uma delas. Se, por exemplo, um dos sócios quiser reinvestir na empresa o lucro obtido e o outro preferir gastá-lo individualmente, é sinal que algo não anda bem. Quando uma das partes deseja tornar-se grande e a outra não, também fica difícil manter a sociedade. Mesmo as pequenas discussões podem desgastar a relação e fazer com que cada um pense em  seguir o próprio caminho.

Seja qual for o motivo, terminar uma sociedade é delicado e requer cautela. Entretanto, se houver planejamento, é possível colocar um ponto final sem maiores danos. Não acredita? Eu também duvidava, mas ao ler no blog The Toilet Paper dicas sobre o tema, percebi que o fim pode ser civilizado. Os conselhos estão logo abaixo:

1) Jogue limpo
A melhor maneira de romper uma sociedade é ser honesto com você mesmo e com o parceiro. Não esconda os motivos que te levam a querer o fim. Se você expressa suas razões com clareza, ao invés de colocar a culpa no outro para justificar a decisão, o processo se torna menos traumático.

2) Encare a ruptura com naturalidade
Segundo especialistas, quase todas as sociedades se desfazem em determinado ponto, inclusive por bons motivos. Tenha em mente que a união pode ser passageira. E o fim natural.

3) Organize
As condições da parceria devem ficar claras logo no início. Aproveite essa fase de “lua-de-mel”, período em que geralmente ambas as partes estão em sintonia, para definir funções e expectativas. O ideal é que as cláusulas do contrato sejam discutidas a exaustão.

4) Aceite a decisão do outro
Se a iniciativa não partir de você, procure aceitar sem raiva. Seja prático e lembre-se que ficar brigando só traz prejuízos, inclusive financeiros.

5) Não leve para o lado pessoal
Por mais difícil que seja, tente não levar o fim para o lado pessoal. Se além de sócio a pessoa for um amigo íntimo ou parente, é preciso ter cuidado redobrado para não deteriorar a relação de amizade.

E você, leitor, acha possível por um ponto final, sem traumas,  em uma sociedade? Dê a sua opinião!

O poder da assertividade

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No mundo corporativo, é muito comum a assertividade ser confundida com agressividade. De fato, a linha que separa as duas posturas é tênue e, por isso, nem sempre elas são adotadas corretamente. Alguns executivos acham que ser assertivo é sinônimo de grosseria, petulância e autoritarismo. Eles exageram na dose de autoconfiança (característica que, segundo especialistas, toda pessoa assertiva deve possuir) e não raro partem para o ataque verbal quando são contrariados. Outros preferem adotar uma postura submissa e não defendem ideias porque têm medo de criar atritos.

Porém, apesar da confusão, a assertividade nada mais é do que um comportamento direto, honesto e dinâmico. Pessoas que a adotam são confiantes, produtivas e sabem dizer sim ou não sempre que necessário. Sem drama.

Do ponto de vista empresarial, um líder ou funcionário assertivo pode ajudar:

* A reduzir a improdutividade causada por desentendimentos na comunicação

* A propagar novas ideias e programas

* A eliminar reuniões intermináveis e o adiamento das decisões tomadas por líderes que preferem manter a paz aparente do que se posicionar

Segundo a revista americana INC, atitudes assertivas também contribuem para o estreitamento das relações de trabalho, reduzem o estresse, melhoram a auto-estima e aumentam as chances de sucesso da empresa.

Em um mercado cada vez mais competitivo, não há espaço para a adoção de atitudes extremas. Saber se posicionar corretamente é determinante para o êxito. Por isso, se após uma autoavaliação você constatou que não está no caminho certo, confira as dicas abaixo e aprenda a usar a assertividade a seu favor:

Seja específico
Nunca diga: “Precisamos do trabalho pronto assim que possível”. O correto é falar: “Preciso do trabalho concluido na minha mesa, às 18h, na sexta-feira. Como posso te ajudar para que ele seja feito no prazo?”. Usar o assim que possível não transmite clareza porque pode ser entendido como hoje ou daqui a um mês, dependendo da interpretação e disposição do funcionário.

Saiba dizer não
Nunca responda sim apenas para manter o clima de paz. Saiba discordar e expor seus argumentos, porém sem ofender. Não leve para o lado pessoal opiniões distintas da sua. Quando não concordar com algo dito em uma reunião, por exemplo, fale: “Tenho uma outra sugestão que gostaria de compartilhar com vocês”.

Planeje
Procure anotar metas e pensamentos. Troque-os com pessoas de diferentes áreas da empresa. Ao pedir opinião, esteja preparado para as possíveis críticas.

Não tenha vergonha de esclarecer dúvidas
Se algo não ficou claro, não finja que entendeu. Uma segunda explicação irá poupá-lo de refazer o trabalho e pode ajudar a desenvolver a tarefa com mais confiança.

Mantenha o autocontrole
Em situações difíceis, use a racionalidade para dominar emoções. Não há nada pior do que trabalhar com pessoas que perdem a linha e tornam o ambiente de trabalho pesado.

E você, leitor, como tem sido o seu comportamento? Assertivo, submisso ou agressivo? Dê a sua opinião!

Governo estuda cortar imposto de salário

Nas últimas semanas, o governo brasileiro retomou o antigo debate sobre a desoneração da folha de pagamentos das empresas. Até o final de 2009, o Ministério da Fazenda estuda propor ao Congresso Nacional uma redução no recolhimento para o INSS, que cairia dos 20% atuais para 14%. Caso seja aprovada, a alíquota diminuirá um ponto percentual ao ano. 

Segundo o ministro Guido Mantega, o intuito da medida é tentar reanimar o crescimento do PIB, além de incentivar a formalização trabalhista. Ele afirma também que a diminuição do custo do emprego deve colaborar para o aumento da capacidade produtiva e competitividade das empresas.

Embora a redução na contribuição seja vista com bons olhos pela maioria dos consultores tributários ( eles alegam que, no Brasil, a carga de impostos sobre folha de salários é bastante elevada), cada ponto percentual de corte representa uma queda de cerca de R$ 4 bilhões nas receitas da Previdência. A subtração de 6 pontos geraria uma perda na arrecadação de R$ 24 bilhões. Não se sabe se o governo irá, de fato, abrir mão dessa receita.

Entretanto, os defensores da desoneração dizem que, a médio-prazo, o rombo pode ser minimizado pelo aumento da formalização dos trabalhadores que atualmente não têm carteira assinada e, por isso, não contribuem para Previdência.

E você, caro leitor, acredita que a medida pode ser positiva para a economia do país?  Dê a sua opinião!

O segredo de um bom nome

Chegar ao nome da empresa é certamente uma das principais preocupações de empreendedores que desejam tornar suas marcas conhecidas. Segundo Jay Jurisich, diretor criativo da Igor, uma agência dos EUA que ajuda empresários a escolher o nome e o logotipo do negócio, um bom nome fala por si só e pode ter muito a dizer sobre a marca e seus valores. Por outro lado, se a escolha for errada, é preciso investir em publicidade para que o produto caia no gosto dos consumidores. No guia Igor Naming, Jurisich mostra, em quatro tópicos, porque alguns nomes são tão poderosos e outros tão desestimulantes. Confira:

Funcionais e descritivos como, por exemplo, Limpol, são aqueles que descrevem o que é o produto ou a marca. Ao escolher um nome funcional deve-se tomar cuidado para não perder a criatividade.

Nomes inventados, como Google, são interessantes por serem únicos. Evite nomes com raízes gregas e em latim. Além de soar mais formal, você vai precisar de uma boa verba extra para dizer a que veio.

Nomes evocativos (Apple, Yahoo) são tidos pelos especialistas em marketing como os mais bem-sucedidos por serem fáceis de memorizar. Na maioria das vezes, evocam o posicionamento da empresa.

Os experienciais (Explorer, MinuteMaid) conectam o consumidor a uma experiência real e assim cria-se de imediato a identidade com a marca. Tendem a ser “batidos”,  o que dificulta o registro.

Na hora da escolha, acredito que o principal é  usar o bom senso. Fuja de gírias e nomes engraçados. Também é bom evitar aqueles com pronúncia e grafia difíceis. E você, caro leitor, o que acha importante levar em conta antes de decidir o nome da empresa? Dê a sua opinião!

Produção às escondidas

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Gosto muito do suplemento do New York Times que a Folha de S. Paulo publica semanalmente. As reportagens (em geral sobre economia, negócios, arte e inovação) trazem sempre novidades, além dos textos serem leves e bem escritos. Prato cheio para quem aprecia o bom jornalismo.

No caderno do dia 11 de maio, saiu uma matéria interessante sobre dois empreendedores paquistaneses que estão ganhando dinheiro com o mercado erótico.

Assim como a maioria dos países muçulmanos, o Paquistão é conhecido por seus costumes rígidos e conservadores. Bares são ilegais e, não raro, mulheres adúlteras são apedrejadas nas ruas. Em uma sociedade dominada pelos preceitos islâmicos, onde qualquer desrespeito aos valores familiares pode custar caro, os irmãos Adnan e Rizwan Qaader decidiram desafiar as leis e montaram uma fábrica de artigos para sex shops.

O empreendimento tem ido bem. A AQTH fatura em torno de US$ 1 milhão por ano e produz 2 mil produtos de fetiche e bondage (submissão física). Como o mercado interno para esse tipo de produto é praticamente inexistente, as mercadorias são exportadas para os Estados Unidos e Europa.

O mais curioso é que eles tocam o negócio às escondidas. As mulheres e a mãe dos proprietários não sabem com o que eles trabalham e as dezenas de funcionárias responsáveis por produzir os artigos feitos à mão (corpetes, chicotes e bolinhas de pompoarismo) não têm a menor idéia da finalidade dos objetos. Para não despertar suspeitas, a fábrica funciona em um porão. Se descobertos, é cadeia na certa.

Nem de longe a realidade dos empreendedores brasileiros se parece com a paquistanesa, mas a vontade de prosperar dos irmãos Qaader certamente serve de exemplo.

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