Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor

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Você acredita em duendes?

Sempre fiz reportagens sobre o mercado financeiro e ainda hoje cosidero inalcançáveis as avaliações que os analistas fazem das empresas. Estimar o resultado futuro de um negócio e trazer esse valor aos dias de hoje, com base em uma taxa mágica: não parece coisa de outro mundo? Descobri nesta semana que não estou só nesta Terra.  Durante seminário promovido pelo Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da FGV e o Instituto Endeavor,  Marcus Regueira,  da gestora de private equity FIR Capital,  revelou que nem olha  as avaliações nos planos de negócios que recebe. Os modelos financeiros têm sua  beleza. São construídos para ser perfeitos. O problema é que, por trás deles, estamos nós, complexos homo sapiens.  Como o empreendedor em série Daniel Heise, um dos palestrantes,  escreveu em artigo para a edição de julho de Pequenas Empresas & Grandes Negócios, planilhas aceitam quaisquer números. Regueiro está mais preocupado em descobrir se quem vai tocar o negócio sabe o que está fazendo.  Ele está em busca  de empreendedores com visão arrojada e clara.  Afinal, o que faz um negócio dar certo é gente.

O que os sutiãs têm a mostrar

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Já vou avisando aos leitores do sexo masculino: vou falar de sutiãs. Mas (acho que) vai ser útil para vocês também. Não sei por que raios o controle de qualidade dos fabricantes de lingerie não funciona, os aros dos meus sutiãs vivem saindo para fora da costura. Quando isso acontece, é impossível vesti-los (isso só quem sente na pele pode entender). Levei certa vez meu sutiã quebrado a uma das mais badaladas lojas brasileiras do ramo. Pedi que consertassem ou me indicassem uma oficina de costura. Duas vendedoras trocaram olhares maliciosos, me encararam com desdém e disseram que não poderiam fazer nada. Para arrematar, fizeram questão de sugerir que meu (então) querido sutiã estava caindo aos pedaços. Nunca mais botei os pés ali. Na minha última viagem aos Estados Unidos, levei sutiãs com o mesmo problema de uma famosa grife norte-americana de lingerie. Eu não tinha muitas esperanças que encontraria uma solução. Eles tinham sido comprados cinco anos antes e eu havia perdido a nota fiscal (o site da empresa dizia que essa era uma exigência para a troca). Não digo que a gerente da loja ficou felicíssima, mas ela disse “tudo bem”. Como não dispunha de sutiãs do mesmo modelo na cor que eu queria,  ela falou que eu poderia escolher qualquer outro. Saí com um sorriso de orelha a orelha. Nunca imaginei que estaria elogiando o modelo norte-americano. Mas não consigo entender: por que eles são tão melhores do que nós no atendimento ao consumidor?