Papo de Empreendedor

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Como adotar o regime de caixa no Simples Nacional

A partir de 2009 as empresas que acertam as contas com o Fisco pelo Simples Nacional poderão optar pelo regime de caixa. Com isso, o recolhimento dos tributos poderá ser feito só depois de recebido o dinheiro do cliente e não mais no momento da emissão da nota fiscal, como ocorre obrigatoriamente hoje.

Nosso leitor Fernando Fernandes registrou aqui no blog sua dúvidas sobre o novo sistema. Para respondê-las, consultamos o especialista Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Assessoria Contábil. Confira:

- Como a nova norma funcionará na prática? Prestamos o serviço, emitimos nota fiscal e só pagamos quando o cliente depositar o dinheiro em nossa conta corrente?

Isso mesmo. O pagamento só é feito depois de o dinheiro cair na conta, seja, por exemplo, com os depósitos de cheques, transferências bancárias ou recebimento de vendas com cartão de crédito. Para isso, será preciso registrar, para cada venda, o total recebido e a quantia ainda a receber, num formulário a ser divulgado pela Receita Federal. Ao que tudo indica, a apuração será feita no próprio site do Simples Nacional.

- E se o cliente pagar em 3 vezes, por exemplo?

Vale a mesma lógica: recolhe-se os tributos após o recebimento de cada parcela.

- Quais as vantagens e desvantagens do regime de caixa?

O sistema colabora com o fluxo de caixa ao evitar o pagamento de impostos referentes a quantias ainda não recebidas. Mas atenção: em caso de calote, é preciso recolher o imposto até janeiro do segundo ano subseqüente. Ou seja, quem deixar de receber de algum cliente em 2009, tem até fim de dezembro de 2010 para declarar a quantia à Receita e até janeiro de 2011 para fazer o pagamento.
Como desvantagem, o sistema traz a exigência de maior controle dos pagamentos e recebimentos.

- Como é feita a opção pelo regime de caixa?

Quem se interessar pelo sistema deve fazer a opção na apuração do imposto de janeiro a cada ano, no site do Simples Nacional.

Bafômetro no cardápio?

A vida dos empresários da noite, complicada pela lei seca, pode ficar ainda mais difícil. Se depender de um projeto do deputado Nelson Goetten (PR-SC) em tramitação na Câmara, donos de bares, restaurantes e casas noturnas serão obrigados a oferecer um bafômetro aos clientes que quiserem medir o nível de álcool no sangue antes de pegar no volante. Mas não seria ingenuidade achar que alguém sai dirigindo com chope na veia só porque não tem o aparelho à disposição? E tem outra: o bafômetro não sai de graça. Mais um custo para o dono do negócio (como se os impostos fossem poucos). E você? É a favor da medida? Dê sua opinião.

Carin Homonnay Petti

Pesquisa de (des)opinião

Depois de um carro roubado e quase um mês a pé,  finalmente estou motorizada. Na sexta-feira, feliz da vida, fui buscar meu novo carrinho. Na hora de pegar a chave, uma funcionária veio com a inevitável pesquisa de opinião. Ela mesmo se encarregava de anotar as respostas. Na primeira oportunidade, reclamei de não terem enviado na véspera um fax com a nota fiscal da compra (sem o papel, não dá para fazer o seguro). Não é que e menina pede desculpas dizendo que foi para ela mesma que eu havia pedido o documento três vezes por telefone. Fiquei tão sem graça que poupei a concessionária de um montão de outras críticas (poupo você também da ladainha).

Para evitar mais constrangimento, quando a moçoila me pediu para dar uma nota ao serviço, não titubiei: oito. Mentira deslavada. Não mereciam nem metade disso. Não pretendo voltar lá, nem indicar o lugar para ninguém. Claro que o dono da empresa não sabe disso. Se quiser aprimorar seus serviços, minha avaliação só vai atrapalhar na tarefa. Então, fica para pensar: como confiar nos resultados de pesquisas de uma opinião se o cliente não tiver privacidade para respondê-la?

Carin Homonnay Petti

Boa nova no Simples

Finalmente uma boa notícia para as empresas que acertam as contas com o fisco pelo Simples. A partir de 1º de janeiro, será possível calcular o valor do imposto a pagar com base no regime de caixa. Trocando em miúdos: o  recolhimento poderá ser feito só depois que o cliente fizer o pagamento e não na ocasião da emissão da nota fiscal, como ocorre hoje. Com a trégua da receita, muita gente ganhará fôlego para pagar a conta com recursos próprios, às vezes meses depois da entrega da nota. Boa chance de se livrar dos estratosféricos juros dos financiamentos para capital de giro. Em tempo: quem quiser, pode continuar adotando a forma atual, o regime de competência. A escolha será feita junto com o primeiro pagamento de 2009 e não poderá ser mofidicada no decorrer do ano. Quer saber mais sobre a mudança? Clique aqui para ler as informações da Receita Federal.
Carin Homonnay Petti

Você sabe delegar?

Você sabe delegar?

Você anda sem tempo para planejar o futuro da empresa, rever estratégias ou garimpar novos clientes? Então pode estar sofrendo de um mau crônico entre muitos empreendedores: dificuldade na delegação. Com a centralização excessiva, muitas empresas patinam, patinam, e mal saem do lugar. Culpa de empresários que, em vez de se dedicar às estratégias do negócio, dedicam quase todo tempo às picuinhas do dia-a-dia. Um teste elaborado pelo RH Portal ajuda identificar se esse é seu caso. Descobriu que seu desempenho deixa a desejar? Abaixo, algumas dicas para delegar mais e melhor.

  • Delegue tarefas completas

É muito mais prazeroso completar uma tarefa por inteiro do que se incumbir de pedaços de diferentes tarefas. Trocando em miúdos: com a delegação de processos completos, crescem as chances de o trabalho sair bem feito.

  • Esclareça suas expectativas

Ao delegar uma tarefa, deixe clara sua importância e quais são os resultados esperados, as eventuais dificuldades previstas e os prazos envolvidos nas diferentes etapas do trabalho.

  • Capriche no treinamento

Treine os funcionários para que dêem conta das novas tarefas. Depois não se esqueça de dar apoio nos momentos de dificuldade. Só não vale cair na tentação de, para poupar tempo ou evitar erros, fazer o trabalho no lugar deles. É importante reconhecer que tropeços são muitas vezes essenciais para o processo de aprendizado.

  • Seja flexível

Reconheça que seus funcionários podem dar conta de suas tarefas de formas diferentes ou até melhores que as suas..

  • Reconheça o trabalho alheio

Ao elogiar em alto e bom tom o trabalho bem feito, você não só motiva o autor da tarefa como ajuda a criar bons padrões de desempenho entre outros empregados.

Lucrando com a lei seca

Tem muito dono de bar perdendo sono (e dinheiro) com a lei seca. Parte da clientela debandou com medo de, flagrada pelo bafômetro, arcar com multa de quase R$ 1000, perder a carteira de motorista ou até acabar no chilindró. Mas o que é problema para alguns tornou-se oportunidade para outros. Táxis e vans aumentaram o público-alvo. E talvez logo surja mais uma modalidade de transporte, a exemplo do que já ocorre na Grã-Bretanha. Lá funcionam assim: o cliente sai para beber no próprio carro. Na hora de voltar para a casa, aciona o serviço da Scooterman, empresa que envia até o bebum um motorista a bordo de uma scooter dobrável. O cliente lhe entrega o volante e segue para casa no banco de passageiro, com a lambreta no porta-malas. O serviço custa mais que uma corrida de táxi, mas menos o trajeto ida e volta.
Você pode ler mais no site da BBC.

Balada verde

O primeiro clube noturno ecologicamente correto do Reino Unido abrirá as portas no próximo dia 10, no Bar Surya, em Londres. A notícia é do tablóide britânico Daily Mail. A maior atração da casa é a pista de dança, que, embalada pelo bate-pé dos baladeiros, ativa geradores capazes de fornecer 60% da energia elétrica do local. O clube também vai reciclar a água utilizada e servir drinks orgânicos. A entrada vai custar 10 libras (R$ 31,60), mas quem chegar a pé, de bicicleta ou transporte público entra de graça.
Novidade? Nem tanto. Em setembro, Roterdam, na Holanda, também terá seu clube com pista geradora de energia elétrica. Mais um sinal de que iniciativas verdes podem ajudar muitas empresas a ganhar visibilidade e se diferenciar da concorrência.

Dinheiro de graça

Tem dinheiro de graça no mercado. Isso mesmo, de graça. A Finep está disponibilizando R$ 180 milhões a pequenas empresas em seu novo programa de subvenção econômica. Para quem não sabe, por subvenção econômica entende-se a distribuição dos chamados recursos a fundo perdido. O programa está aberto a empresas com produtos ou serviços inovadores de seis áreas: tecnologia da informação e comunicação, biotecnologia, saúde, programas estratégicos, energia e desenvolvimento social. Serão escolhidos projetos de no mínimo R$ 1 milhão de reais. Do total, algo entre 5% e 20%, no caso de negócios menores, deve ser bancado pela própria empresa. Interessou-se? Mais informações e o formulário para a primeira etapa do processo de seleção no site da Finep.

Em busca do venture capital

Você tem uma pequena empresa tecnologicamente inovadora, precisa de recursos para continuar crescendo, mas não quer – ou não pode – bater nas portas dos bancos? Talvez seja o caso de considerar a busca de um aporte de fundos de venture capital. Ainda desconhecidos de muitos empreendedores, eles compram participação de empresas com grande potencial de crescimento e valorização para, alguns anos depois, revendê-las a outros fundos, outras empresas ou até na Bolsa – com boa margem de lucro, se tudo correr como previsto. Em 31 de julho e 1º de agosto representantes desses investidores participarão do Seed Forum, promovido pela Finep, em Belo Horizonte. Lá vão assistir a apresentações de empresários interessados em seus recursos. Se gostarem do que ouvirem, podem dar o início às negociações para um eventual aporte. As inscrições para o processo de seleção de empreendedores que irão se apresentar podem ser feitas pel pelo site www.capitalderisco.gov.br até 1º de junho.
Os empresários escolhidos para o fórum terão cerca de seis encontros para preparar a apresentação com profissionais da Finep e gestores de fundos. O processo costuma valer a pena até para quem não consegue a tão desejada injeção de capital. Explica-se: as sessões são boa oportunidade para esmiuçar o plano de negócio e, se for o caso, rever as estratégias de sua empresa.

Benefícios em alta

Competir com empresas maiores na busca de bons funcionários nunca foi fácil.E prepare-se: a situação está ainda mais difícil. Estudo divulgado neste mês pela consultoria Hay Group, realizado com 113 grandes companhias, mostra que os peixões do mercado estão apostando cada vez mais alto na concessão de benefícios. Alguns exemplos: entre 2004 e 2007, cresceu de 89% para 93% a quantidade de empresas que oferece planos de previdência privada aos empregados. No mesmo período, aumentou de 31% para 45% a parcela que concede mensalmente o auxílio alimentação, com a distribuição de cestas básicas ou vales para compras. A parcela que custeia parte da educação de dependentes dos funcionários subiu de 8% para 11%. Além disso, atualmente, 68% das empresas bancam parte dos cursos de idiomas, graduação ou MBAs de seu time (não há dados anteriores para comparação).
No universo pesquisado, 80% complementam os benefícios concedidos pelo INSS em caso de afastamento por doença. Dessa forma, não há redução na renda do empregado afastado. Três anos antes, somente 73% faziam o mesmo. Outro dado: 88% oferecem celulares a seus funcionários com cargo de gerência para cima, em comparação com 73% em 2004. Conclusão: talvez esteja na hora de você também caprichar mais para os benefícios para não perder funcionários para a concorrência.