Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor

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Dinheiro de graça

Tem dinheiro de graça no mercado. Isso mesmo, de graça. A Finep está disponibilizando R$ 180 milhões a pequenas empresas em seu novo programa de subvenção econômica. Para quem não sabe, por subvenção econômica entende-se a distribuição dos chamados recursos a fundo perdido. O programa está aberto a empresas com produtos ou serviços inovadores de seis áreas: tecnologia da informação e comunicação, biotecnologia, saúde, programas estratégicos, energia e desenvolvimento social. Serão escolhidos projetos de no mínimo R$ 1 milhão de reais. Do total, algo entre 5% e 20%, no caso de negócios menores, deve ser bancado pela própria empresa. Interessou-se? Mais informações e o formulário para a primeira etapa do processo de seleção no site da Finep.

Em busca do venture capital

Você tem uma pequena empresa tecnologicamente inovadora, precisa de recursos para continuar crescendo, mas não quer – ou não pode – bater nas portas dos bancos? Talvez seja o caso de considerar a busca de um aporte de fundos de venture capital. Ainda desconhecidos de muitos empreendedores, eles compram participação de empresas com grande potencial de crescimento e valorização para, alguns anos depois, revendê-las a outros fundos, outras empresas ou até na Bolsa – com boa margem de lucro, se tudo correr como previsto. Em 31 de julho e 1º de agosto representantes desses investidores participarão do Seed Forum, promovido pela Finep, em Belo Horizonte. Lá vão assistir a apresentações de empresários interessados em seus recursos. Se gostarem do que ouvirem, podem dar o início às negociações para um eventual aporte. As inscrições para o processo de seleção de empreendedores que irão se apresentar podem ser feitas pel pelo site www.capitalderisco.gov.br até 1º de junho.
Os empresários escolhidos para o fórum terão cerca de seis encontros para preparar a apresentação com profissionais da Finep e gestores de fundos. O processo costuma valer a pena até para quem não consegue a tão desejada injeção de capital. Explica-se: as sessões são boa oportunidade para esmiuçar o plano de negócio e, se for o caso, rever as estratégias de sua empresa.

Benefícios em alta

Competir com empresas maiores na busca de bons funcionários nunca foi fácil.E prepare-se: a situação está ainda mais difícil. Estudo divulgado neste mês pela consultoria Hay Group, realizado com 113 grandes companhias, mostra que os peixões do mercado estão apostando cada vez mais alto na concessão de benefícios. Alguns exemplos: entre 2004 e 2007, cresceu de 89% para 93% a quantidade de empresas que oferece planos de previdência privada aos empregados. No mesmo período, aumentou de 31% para 45% a parcela que concede mensalmente o auxílio alimentação, com a distribuição de cestas básicas ou vales para compras. A parcela que custeia parte da educação de dependentes dos funcionários subiu de 8% para 11%. Além disso, atualmente, 68% das empresas bancam parte dos cursos de idiomas, graduação ou MBAs de seu time (não há dados anteriores para comparação).
No universo pesquisado, 80% complementam os benefícios concedidos pelo INSS em caso de afastamento por doença. Dessa forma, não há redução na renda do empregado afastado. Três anos antes, somente 73% faziam o mesmo. Outro dado: 88% oferecem celulares a seus funcionários com cargo de gerência para cima, em comparação com 73% em 2004. Conclusão: talvez esteja na hora de você também caprichar mais para os benefícios para não perder funcionários para a concorrência.

Para sua pesquisa não acabar em pizza

Ontem à noite fui comer uma pizza depois de sair da redação. Na hora de pagar a conta, reparei nos cartões numa caixinha no canto da mesa. Eram questionários para avaliação do restaurante em quesitos como atendimento, qualidade da comida, ambiente e por aí vai. À primeira vista, ponto para o dono da pizzaria.Ele sabe como é importante ouvir a clientela para corrigir eventuais falhas ou mesmo dar novos rumos ao negócio. Com o sistema, ele poderia, por exemplo, ter ficado sabendo que o pão que acompanharia a entrada de coração de alcachofra só chegou quando toda porção já havia descido goela abaixo. Mas não soube. Nem disso nem de nada mais que eu pudesse dizer sobre o negócio. Por dois motivos. O primeiro, admito, foi pura preguiça. Para que perder tempo com pesquisas de opinião se não ganho nada com isso? A segunda razão é menos mesquinha. Eu não me sentiria à vontade de entregar na mão do tão simpático garçom a crítica aos serviços dele. Imagino que meu caso não seja único. Então, fica a pergunta: como incentivar a clientela a responder suas perguntas? Oferecer algum brinde ou cupom para sorteios em troca do formulário preenchido pode ajudar na tarefa. Melhor ainda se os papéis forem depositados numa urna para evitar constrangimento na hora de apontar falhas.

Apostila para os doentes

Entende-se que a área de Recursos Humanos das empresas serve, entre outras coisas, para cuidar do bem estar dos funcionários. Mas nem sempre é assim. Uma amiga me contou recentemente que a companhia onde trabalha, um escritório de pequeno porte, distribuiu entre os funcionários uma apostila de seis páginas para impor regras aos doentes. Veja só: quem não puder ir trabalhar, deve ligar para a empresa até as 9h30 no máximo e falar com o chefe imediato ou com alguém do RH, para explicar a natureza da doença. Os recados não podem ser transmitidos a colegas. Assim, se o doente ligar e seu chefe ainda não tiver chegado, deve deixar um recado em sua caixa postal. Ah, recados deixados por familiares também não valem. E caso o mal-estar dure mais de um dia relatórios telefônicos sobre o desenvolvimento da doença são obrigatórios. Ao regressar ao trabalho, o empregado terá que preencher um formulário explicando detalhadamente a doença e submeter-se a uma entrevista com seu chefe direto sobre o tema. Não preciso nem dizer que os funcionários estão falando mal desse RH para todos os seus conhecidos. Me parece senso comum que funcionários impossibilitados de trabalhar avisem seus superiores de suas ausências. Será mesmo necessário fazer uma apostila para isso? Acho que a medida causou mais insatisfação do que qualquer outra coisa.

Sumiço virtual

Passei parte do fim de semana na internet à procura de um lugar no Pantanal do Mato Grosso para as férias. A idéia era fazer a reserva numa pousada recomendada por alguns amigos. Recorri ao velho e bom Google, mas nem sinal do lugar. Tentei a sorte no Yahoo e, mais uma vez, nada feito.Nas andanças pela rede, acabei topando com outras opções e desisti da original. O caso está longe de ser único. Só 4% das 50 empresas brasileiras que mais investem em publicidade criam mecanismos eficientes para buscadores da internet, segundo pesquisa da Fox Networks ( ligada à Fox International Channels). Segundo o estudo, divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo, as empresas erram a mão na utilização das palavras-chaves do chamado código fonte do site, um dos principais chamarizes dos buscadores. Se esse é o cenário entre os grandes anunciantes, a situação tem de tudo para ser ainda pior entre os pequenos negócios. Talvez seja a hora de ter uma boa conversa com o responsável por seu site para pôr fim ao sumiço virtual.

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