Papo de Empreendedor

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Aumente a experiência sensorial na rede

Voltei ontem de uma coletiva realizada pela consultoria especializada em varejo GS & MD Gouvêa de Souza com uma pulga atrás da orelha. Durante a apresentação do estudo “Neoconsumidor. Decifra-me ou te devoro”, descobri que 66% dos internautas não compram pela internet porque gostam de tocar e sentir o produto antes de fechar negócio. Tudo bem, isso não é novidade. Mas não dá para deixar de pensar no que esse número quer dizer: apesar de todo o crescimento e desenvolvimento do e-commerce, as empresas ainda estão longe de oferecer uma experiência sensorial convincente na rede. E, por causa disso, milhares de consumidores deixam de passar seus cartões de créditos nas lojas virtuais.

Claro que existem exceções, como o site da Patisserie Nachtischkultur, uma confeitaria alemã que conseguiu despertar meus sentidos durante minhas andanças pela internet. Sobre um fundo branco, mais de 200 pequenos doces enfileirados se apresentam ao visitante, lembrando uma daquelas vitrines de confeitaria que enchem os olhos e convidam quem está na calçada a entrar. Basta escolher uma das sobremesas, clicar e esperar que se destaque do grupo e fique sozinha na tela, em tamanho real. Entre lá e experimente.

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E você,  o que está fazendo para que o site da sua empresa conquiste os clientes?

Será o fim dos shopping centers?

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Os shopping centers americanos estão com os dias contados. É o que afirma o jornal The Wall Street Journal, em matéria que conta como a atual recessão está acelerando o declínio de um dos maiores ícones dos Estados Unidos. Os templos de consumo, segurança e ar-condicionado estão sofrendo com a queda nas vendas e as altas taxas de desemprego: de março de 2008 a março deste ano, os shoppings registraram uma queda de 6,5% nas vendas das lojas abertas há mais de um ano, de acordo com a empresa de análise imobiliária Green Street Advisors Inc. Nos Estados Unidos, os shoppings vendem, em média, US$ 381 por metro quadrado - aqueles que vendem US$ 250 ou menos correm o risco de quebrar. Seguindo esse critério, a Green Street criou uma lista de 84 “shoppings mortos” e afirma que, se as vendas no varejo continuarem a cair, esse número pode chegar a 100 até o fim do ano.

Mas a crise não é a única culpada. Segundo o Wall Street Journal, nos últimos três anos muitas lojas de departamento que funcionavam dentro dos shoppings fecharam. E os consumidores procuram fazer compras, cada vez mais, em megastores como a Wal-Mart. Incorporadores americanos têm apostado em centros comercias a céu aberto, modelo muito comum na Europa. Desde 2006, apenas um shopping abriu nos Estados Unidos, o The Mall at Turtle Creek, na cidade de Jonesboro, em Arkansas. E você, acha que será o fim dos shopping centers?

O céu não é o limite

Jantar em Amiens, na França

Já pensou em marcar a próxima reunião de negócios no céu? Calma, não precisa pensar em nenhum encontro fúnebre. Estou falando do “dinner in the sky”, um jantar a 50 metros de altura, com a cidade a seus pés. O restaurante se resume a uma mesa para 22 pessoas, que são afiveladas por cintos de segurança de três pontas em cadeiras parecidas com a de um avião. A estrutura é suspensa por um guindaste e, lá no alto, o jantar preparado por um chef é servido por garçons que ficam no centro da mesa. Se o cliente quiser, e pagar mais por isso, pode ter o jantar animado por uma pequena banda de música, posicionada ao lado da mesa por outro guindaste.

A ideia é da empresa belga Events in the Sky, que hoje também organiza almoços de negócios, happy hours, casamentos, shows… tudo no céu. E depois de rodar o mundo, deve chegar por aqui em abril. Algumas empresas, como a Coca-Cola e a marca de água S.Pellegrino, já aprovaram a experiência como estratégia de marketing de relacionamento.

Tudo bem, o jantar tem lá seus inconvenientes: os convidados não podem ter medo de altura e, para alguém ir ao banheiro, a mesa inteira precisa ser baixada até a plataforma que fica no solo. Mas para comer lá em cima, suspenso entre as estrelas e o movimento da cidade, qualquer esforço valer a pena, não?


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