Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor

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Nota cara

No final da semana passada, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo colocou seus fiscais nas ruas. A tarefa era notificar estabelecimentos comerciais que não registraram no site da Nota Fiscal Paulista os cupons fiscais emitidos com CPF ou CNPJ do consumidor. Para quem não cumpriu a exigência da Secretaria, a multa é cara: R$ 1.488 por nota não registrada no sistema. Na megaoperação iniciada no dia 19/06, a Fazenda deve visitar 1.029 estabelecimentos em 139 cidades paulistas e as multas aplicadas podem superar os R$ 18 milhões. Se o seu negócio está na lista dos que devem emitir Nota Fiscal Paulista, fique atento para não deixar nenhum cupom sem registro. Vale, inclusive, verificar se o seu contador está cadastrando os documentos fiscais corretamente para não ser pego de surpresa.

Apoio técnico e financeiro

O Sebrae Nacional está com as inscrições abertas até o dia 30 de maio para a seleção de empresas que necessitem de apoio técnico e financeiro. O objetivo da entidade é levar tecnologias de baixo custo para o campo, promover o desenvolvimento de iniciativas de comércio justo e solidário e apoiar incubadoras das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Ao todo, serão concedidos R$ 14,6 milhões aos empreendimentos selecionados – sendo R$ 3 milhões em recursos não reembolsáveis, mais conhecidos como recursos a fundo perdido. O edital para a participação está disponível no site do Sebrae e os resultados serão divulgados entre junho e setembro de 2008.

Lição mais rápida

Esta semana, a Agência Sebrae de Notícias trouxe uma boa nova para os interessados em cursos de empreendedorismo: o Empretec, seminário com metodologia das Nações Unidas ministrado no Brasil pelo Sebrae, foi reformulado e ganhou uma versão de seis dias. A mudança surgiu graças aos pedidos dos participantes do curso, que perceberam que a carga horária de nove dias dificultava a participação dos empresários. Segundo o Sebrae, a nova duração não prejudica os resultados do curso e ainda deve estimular mais empreendedores a participar. Num mercado em que a qualificação é cada vez mais necessária e o tempo dos donos de micro e pequenas empresas é cada vez mais disputado, a notícia é muito boa. O novo modelo será lançado durante o Encontro Internacional de Empreendedores, de 18 a 20 de novembro, em São Paulo.

Marcas valiosas

Apesar de intangível, as marcas são os ativos mais importantes de muitas companhias. O conceito por trás de uma boa marca leva consumidores não apenas a escolherem seus produtos e serviços prediletos, mas também os torna fiéis às empresas. Que o digam os acionistas do Google, considerada a marca mais poderosa e valiosa do mundo pelo ranking Brandz, da consultoria britânica Millward Brown. O jornal Financial Times publicou ontem (21/04) o estudo, revelando a conquista do portal de buscas: a marca Google tem valor estimado de US$ 86 bilhões, 30% a mais do que no ano passado. A receita do sucesso parece ser uma mistura de inovação, qualidade – não adianta fazer bem feito o marketing e esquecer dos seus produtos e serviços – e investimento não só no negócio propriamente dito, mas também na criação e na consolidação da marca. Entre os 100 primeiros nomes da lista da Millward Brown, nenhum é brasileiro. Acesse aqui um resumo do estudo, em inglês, e a tabela com as 100 maiores marcas.

Para todos verem

As ameaças econômicas, sociais e ambientais trazidas pelo aquecimento global lançaram uma nova moda no mundo corporativo: as neutralizações de carbono. A última novidade é da multinacional norte-americana Fiji Water – que engarrafa água mineral em Fiji, no leste asiático, para vender nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Austrália. A empresa criou o site Fiji Green, onde promete divulgar o inventário de emissões de gases do efeito estufa (o mais famoso deles é o dióxido de carbono, CO2) de toda a sua cadeia produtiva: desde a fabricação da matéria-prima para as embalagens, transporte, produção e atividades administrativas. Segundo a Fiji Water, suas emissões atuais chegam a 85.396 toneladas por ano e a idéia é usar as informações do inventário para alocar recursos voltados a diminuir a colaboração da empresa para o aquecimento global.
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A iniciativa da multinacional parece positiva neste primeiro momento, pois fornece para toda a comunidade um indicador de seu impacto ambiental e deve permitir inclusive que os consumidores cobrem a empresa por resultados. A notícia pode significar um primeiro passo contra o marketing vazio de vários projetos de neutralização de carbono:
muita gente continua fazendo tudo como sempre fez e planta algumas árvores para, teoricamente, compensar suas emissões de gases do efeito estufa. Plantar árvores é bom, não há dúvidas. O problema é que ainda não se adotou no Brasil um padrão para contabilizar quantos gases como o CO2 são lançados na atmosfera em cada atividade e, muito menos, quanto cada árvore consegue absorver, de que espécies devem ser e quanto tempo cada planta leva para armazenar a quantidade de gases emitidos. Em suma: não adianta plantar árvore e não diminuir as emissões.
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Se você tem curiosidade em saber quanto o seu negócio – ou o seu produto favorito, no caso dos consumidores – colabora para o aumento da temperatura no planeta, o ideal é utilizar padrões reconhecidos internacionalmente, como o Greenhouse Gas Protocol (do inglês, Protocolo de Gases do Efeito Estufa) – o mesmo utilizado pela Fiji Water para contabilizar suas emissões.

O que é sustentabilidade afinal?

A China já tem mais de 2,6 milhões de quilômetros quadrados de terras em processo de desertificação, o que representa o dobro das terras cultiváveis do país. Imagens de satélite mostram que o processo de desertificação está aumentando em pelo menos cinco províncias e regiões autônomas chinesas (fonte: BBC)

Passei a manhã de hoje no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo. O motivo da visita era participar de um debate – organizado pelo próprio Itaú, em parceria com o Instituto Ethos e com a consultoria britânica SustainAbility – sobre finanças sustentáveis. Depois de quase três horas ouvindo executivos destas instituições e seus convidados contar, orgulhosos, como a sustentabilidade adiciona valor aos negócios e é levada cada vez mais em conta pelos investidores, deixei o evento com a sensação de desamparo. Não bastaram as discussões sobre o aquecimento global ganharem corpo no ano passado e revelarem um caráter de calamidade eminente para a sociedade. No âmbito empresarial, continuamos tratando a questão da sustentabilidade apenas como uma nova oportunidade de negócios – ou até mesmo uma necessidade para não perdermos espaço no mercado. No entanto, ambientalistas e cientistas ligados ao tema já espalham aos quatro ventos a necessidade de mudarmos a forma como entendemos o que é desenvolvimento e progresso para atendermos às urgências sociais e ambientais atuais. Que o simples acúmulo de riquezas financeiras não é o caminho para o equilíbrio do planeta está bem claro. O difícil é encontrar o caminho para mudarmos este paradigma e, para isso, é preciso abrir as discussões neste sentido. Porque sustentabilidade já é uma questão de sobrevivência, no sentido mais literal da palavra.

Segurança alimentar

O fotógrafo Fabiano Accorsi e eu devidamente paramentados para visitar o frigorífico da Macedo Agroindustrial, em Santa Catarina
A segurança dos consumidores de produtos alimentícios é uma das preocupações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que tem extensa legislação sobre as normas a serem seguidas pelos estabelecimentos do setor. Vira e mexe a imprensa acompanha autuações do órgão em restaurantes, bares, lanchonetes, padarias e até em indústrias e mostra os riscos à saúde de quem consumir os alimentos manipulados sem os devidos cuidados. Pois este mês o fotógrafo Fabiano Accorsi e eu visitamos a avícola Macedo Agroindustrial, na cidade de São José (SC), para uma matéria da edição de março de Pequenas Empresas & Grandes Negócios e tivemos uma boa surpresa. Os cuidados com a higiene de funcionários e visitantes que entram na chamada “área limpa” do frigorífico são grandes: uma roupa higienizada diariamente e que deixa apenas os olhos expostos é entregue para cada pessoa, que deve lavar as mãos com água quente e sabão – além de desinfetá-las com álcool em gel – antes de entrar. Tem até uma espécie de pequeno lava-rápido para as branquíssimas galochas receberem um tratamento antes de pisarem o chão da área limpa! A Macedo é um bom exemplo para empreendedores do setor de alimentos e bebidas. E as cautelas valem a pena: a empresa é uma das líderes em seu mercado de atuação e exporta 50% da produção para 20 países.

Brinde ao sucesso

Os participantes do Extreme 2007 comemoram ao lado dos patrocinadores do projeto. A partir da esquerda: Felipe Belinki (A3 laboratório fotográfico), Cleber Voelzke (Microsoft), Ricardo Mervinskas e Celso Cardoso (Easy Going agência de turismo), Nicia Martinelli (A3), Sandra Botequin (Itaú), Jorge Almeida (Itautec), Alan Toshio e Priscila Takaguishi (Colégio Atual)


As três empresas escolhidas para a transformação do Extreme Makeover Tecnológico e Financeiro 3 também celebraram a conquista com a gente. A partir da esquerda: Cleber Voelzke (Microsoft), Gustavo Navarro (Consmega materiais para construção), José Maria Oliveira e Ângela Oliveira (3 Irmãs Cortinas), Sandra Botequin (Itaú), Marcos Faé e Valter Leskauskiene (Planalto Organização Contábil) e Jorge Almeida (Itautec).
A gente sabe que empreendedor vive a mil por hora, sempre com uma meta diferente para atingir, um problema para resolver ou uma inovação para desenvolver. Difícil é ver um empresário que tira férias religiosamente ou pára por uns minutos para comemorar as conquistas. Pois foi justamente isso que nós aqui da redação fizemos hoje: reunimos as três empresas participantes do Extreme Makeover Tecnológico e Financeiro de 2007, mais as três vencedoras do projeto este ano e nossos parceiros patrocinadores das transformações – Banco Itaú, Itautec e Microsoft – para um almoço comemorativo. Celebramos o início da terceira edição do Extreme Makeover e o sucesso do projeto no ano passado. Deste lado do balcão, trabalhamos a cada mês com o objetivo de fazer uma revista melhor para nossos leitores empreendedores. Queremos que cada uma das matérias seja útil, ajude a melhorar a gestão das empresas ou até inspire mais alguém a entrar no mundo dos negócios. E hoje, ao deixarmos a produção das reportagens um pouquinho de lado, foi compensador ouvir dos veteranos do projeto que suas empresas realmente tiveram ganhos importantes após a transformação do ano passado. Um brinde ao sucesso, e que ele se repita em 2008!

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