Papo de Empreendedor

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Qual é o seu perfil de gestão?

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Uma recente pesquisa desenvolvida pela empresa especializada em recursos humanos Thomas Brasil avaliou empresários de diversos países buscando encontrar um perfil de gestão comum a cada nação. O estudo usou as seguintes características para determinar a cultura empresarial de cada local, veja quais delas você também possui e avalie se você se encaixa no perfil do gestor brasileiro:

Dominância: estes indivíduos comandam as reuniões e ditam seu ritmo. Decidem com rapidez, mas são negociadores duros, visam poder, resultados e lucros . São pragmáticos e não sabem lidar bem com falhas.  O brasileiro, de forma geral, está dentro deste perfil com alta intensidade.

Influência: pessoas com alto índice de influência tendem a dominar as conversas e ser o centro das atenções. Usam charme, contato visual e contato físico para se relacionar. Preferem persuadir ou conversar ao invés de confrontar agressivamente ou fazer exigências. Lidam melhor com conceitos e superficialidades do que com fatos e dados concretos. Executivos brasileiros também possuem esta característica, mas de forma menos predominante.

Estabilidade: este tipo de gestor analisa com cuidado procedimentos e demora para aceitar ideias, forçar sua decisão pode deixá-lo inseguro. Ele valoriza relacionamentos organizados e estruturados, pois procura consistência. Só se sente segugo quando percebe que seu interlocutor sabe do que está falando. Falar, convencer e persuadir não são suficientes para ele. Este quesito é raro nos executivos  do Brasil.

Conformidade: Estas pessoas questionam detalhes e gostam de ver tudo por escrito. São rígidas em suas decisões e extremamente detalhistas e lógicas. Este perfil também não é comum entre os brasileiros, no entanto, mais presente que o anterior.

E aí? Você pode ser considerado um típico gestor brasileiro?


Do que você tem medo?

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Todo empreendedor possui espírito aventureiro, uns mais, outros menos, é fato. Mas, a característica ainda predomina entre aqueles que arriscam um bom dinheiro em um novo negócio, arriscam o emprego (ou a verba indenizatória da demissão) em uma franquia, arriscam uma carreira de engenheiro, professor, dentista ou terapeuta para ser empresário. Enfim, arriscam, seja lá o quê.

No entanto, assuma, ousado empreendedor: arriscar dá medo.  E não tenha medo de parecer um covarde, você não está sozinho. Diversos pequenos empresários contaram a uma revista americana quais eram seus maiores medos, veja se são os mesmos que os seus:

Medo número 1: fracasso

O maior medo dos empreendedores não poderia ser outro, ainda mais  diante do alto índice de mortalidade de empresas. Nos Estados Unidos, 95% dos empreendimentos não passam dos cinco anos de existência, segundo a publicação. Aqui no Brasil,  62% dos estabelecimentos fecham as portas no mesmo período, segundo o Sebrae-SP. Assustador.

Sabendo das estatísticas é impossível não deitar e,  durante aquele período que deveria anteceder aconchegadamente o sono,  a lista de “e  se” não tomar seus pensamentos: e se eu não fizer o melhor negócio? E se eu não tiver vocação para ser empreendedor? E se eu for à falência? Até aí, foi-se o sono.

Medo número 2: incertezas econômicas

Quem não usou e abusou do crescimento econômico do Brasil até mais de meados do ano passado e, em setembro, teve que arcar com as graves consequências  da crise?  A brusca diminuição da oferta de crédito e a diminuição do consumo (nem tão brusca assim no mercado brasileiro) certamente traumatizou muita gente, sobretudo nos Estados Unidos, como mostrou o levantamento da revista.

Medo número 3: ser seu próprio patrão

Muita gente sonha em não ter chefe, mas não ter chefe também implica em não ter quem o oriente e  cuide de prazos e responda pelos erros e problemas.  Além disso, diferente de outros empregos, o trabalho em seu pequeno negócio, especialmente no início, provavelmente não vai ter escritório fixo, benefícios e salário. Essa instabilidade e falta de rotina faz pessoas estreantes no mundo do empreendedorismo sentirem imensas saudades  das cobranças do antigo patrão.

Medo número 4:  consumo excessivo do seu tempo

A ideia de não ter mais tempo para ficar com a família, fazer academia, brincar com o cachorro ou simplesmente assistir a algumas horas de televisão aterroriza quem está abrindo seu próprio negócio.

Medo número 5:  ficar por fora

Não ter demanda é um dos grandes pesadelos dos empreendedores. Imagine que, depois de passar por todas as apreensões citadas acima, o produto ou serviço oferecido não seja do interesse de ninguém. Existe terror maior?

E você? Tem medo do quê?


Nem sempre preço baixo vende mais

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Derrubar a qualidade do produto para manter preços competitivos é uma estratégia adotada por muitas empresas, eu arriscaria dizer que pela maioria, até por uma questão de sobrevivência neste país.

Foi isso que aconteceu com o pão de queijo Forno de Minas, que após ser vendido para duas empresas americanas, a princípio a Pilsbury Company e depois a General Mills, teve sua receita alterada. No entanto,  o preço menor comprometeu a qualidade do alimento e uma das marcas mais famosas da iguaria mineira viu seu mercado reduzir cerca de 50%.

Então, o pão de queijo Forno de Minas voltou para onde ele jamais deveria ter saído: para Belo Horizonte, local em que vive e ainda empreende a família Mendonça, criadora da marca e da receita. Ora, se nem paulistas, que estão logo abaixo no mapa,  conseguem fazer um pão de queijo tão gostoso quanto os mineiros, era de se imaginar que norte-americanos não conseguiriam.

Agora, a família garante que nem que fique mais caro, o pão de queijo vai voltar a sua receita original: com ovos pasteurizados, para ficarem mais amarelados, com polvilho doce, leite integral líquido e queijo! Queijo o suficiente para dar sabor de pão de queijo.

O produto reformulado deve chegar ao mercado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ainda neste mês. Nos outros estados não há previsão.

Ficamos na expectativa de um lanche da tarde mais saboroso, mas a lição já saiu do forno.

Desde setembro você se sente mais estressado?

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Já não bastavam o excesso de responsabilidades, a ambiguidade de funções, o ambiente hostil e outras insatisfações que costumam causar tanto estresse no ambiente de trabalho, a crise financeira estourou.

Segundo a diretora do programa de tecnologia industrial e professora do Departamento de Saúde Organizacional da George Mason University, Lois Tetrick, a insegurança gerada em períodos de instabilidade  é um provocador agudo de estresse.  Mas não só: a redução no poder de compra e o aumento dos preços, também consequências da famigerada crise, são outros fatores que influenciam no estado de espírito dos trabalhadores.

Inferi do pensamento da especialista que o aumento de trabalho em função de uma maior pressão por lucro e da necessidade de mostrar um bom desempenho, devido ao assombro das demissões, atrelados ao menor valor do salário causam muito estresse. A combinação trabalho a mais e menor recompensa só poderia resultar nisso.

Diferente do que pensa a maioria, Tetrick lembra que esses mesmos problemas afligem todos os níveis hierárquicos, inclusive diretores e presidentes, que não são demitidos, mas demitem. E que podem, sim, aumentar o seu lucro, mas antes precisam pagar todo o salário que devem. Certamente, em tempos de crise, muitos deles também estão sofrendo da estressante combinação que citei acima. O prejuízo não está sendo repassado unicamente aos funcionários.

Patrões às vezes se tornam monstros em períodos de dificuldades econômicas. Entretanto, é preciso ressaltar um aspecto levantado por Tetrick: é importante que sempre se faça a diferenciação entre motivação do lucro e a gânancia.

Isso pode evitar muito estresse.

Como atrair e reter talentos

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A crise financeira mundial demitiu muita gente e, possivelmente, também não deixou de reduzir o seu quadro de funcionários sem piedade. No entanto, é justamente no momento em que só se fala em demissões ou, nos cenários mais otimistas, em diminuição de contratações, que valorizar o que se tem é ainda mais importante. Reter e estimular talentos pode ajudar o seu negócio a suprir a redução de mão-de-obra e reverter o quadro de dificuldades trazidas pelo contexto. Para isso, veja algumas dicas do diretor do Centro Avançado de Negócios da Universidade de Dallas,  Bob Prosen*:

- Faça da sua empresa um lugar onde as pessoas queiram trabalhar. Oferecer um bom equipamento de trabalho, com a melhor tecnologia possível, e trabalhar paralelamente por uma causa social e/ou verde podem ser bons atrativos para seu empreendimento.

- Encontrar profissionais talentosos é uma coisa, mantê-los é outra. Segundo estudo feito  pela empresa AchieveGlobal em setembro do ano passado, 23% dos trabalhadores dos Estados Unidos acreditam que deixarão seus empregos dentro de um ano. As estatísticas são mais relavantes quando tratam de pessoas jovens. Para evitar o chamado “turnover”, a sugestão é estreitar o relacionamento profissional rapidamente. Isso pode ser feito por meio de um programa de mentores, em que funcionários sêniors acompanhem de perto os mais novos.

- Outra medida é desafiar seus empregados com novas atividades e procurar lhes dar oportunidades de crescimento, sempre - é claro - preocupando-se com o equilíbrio entre a vida dentro e fora do ambiente de trabalho.

- Não dê pouca importância para os benefícios. Se sua empresa puder fornecer auxílio previdênciário e plano de saúde, já ganha vantagens competitivas em relação às demais pequenas, que têm cortado esse tipo de gasto.

Crescimento e sucesso começam com pessoas, lembra Prosen, “atrair e reter talentos deve ser a prioridade número 1 dos empresários”, ressalta.

* Texto adaptado de reportagem da revista Entrepreneur

Burlando a sedução da tecnologia

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Ainda que seja possível encontrar românticos que se queixam da falta de calor e intimidade das mensagens eletrônicas, depois do advento do e-mail, é natural que o envio de cartas tenha caído.  Esse meio de comunicação tão antigo estaria, enfim, destinado a acabar? É possível nadar contra a maré da tecnologia, sobretudo da internet, e manter a multiplicidade e o valor do que não está online?

Difícil conjecturar sobre o assunto neste momento. No entanto, o correio francês pode estar perto de dar a resposta.

Em 2008, após ver o e-mail derrubar o volume de correspondências enviadas na França em 3%,  a empresa trouxe novidades criativas. Uma delas é o serviço de impressão de selos individualizados, com fotos pessoais ou logos de empresas estampados, tudo feito pela internet. Também  é possível que selos comuns sejam impressos, de casa, diretamente sobre envelopes ou etiquetas.

A ideia é modernizar os produtos de acordo com os novos hábitos franceses de compras via web. Dessa forma, ainda que aliado do inimigo, o correio francês adquire boas armas para evitar a aniquilação de seu motivo de existência, as cartas.

Dramático. Mas ainda mais dramático deve ter sido ver  o péssimo resultado de sua campanha, pois , só no primeiro trimestre de 2009, a emissão de cartas por meio da companhia francesa caiu 4,4% em relação ao período equivalente de 2008,  com o agravamento da crise.

A nova estratégia foi apelar ao que a internet não pode oferecer: sabor e aroma.  A partir da segunda-feira dessa semana, todas as agências do correio francês passaram a vender um selo com as características do chocolate. Além de perfumar a carta com o cheiro do doce, a pessoa que for colar a imagem no envelope pelo método tradicional - lambendo - sentirá o seu sabor.

A coleção, com 10 imagens diferentes, conta a história da iguaria e será vendida pelo mesmo preço dos selos comuns: 5,60 euros (cerca de R$ 15). A tecnologia seduz? O chocolate também.

Autônomos informais poderão pagar impostos

dinheiro

A Receita Federal regulamentou nesta terça-feira (28) a figura do Microempreendedor Individual (MEI). Com isso, a partir de 1º de julho, cabeleireiros, ambulantes, eletricistas, encanadores e outros autônomos informais que tiverem receita de até R$ 36.000 ao ano poderão pagar impostos e contribuir para a Previdência.

A notícia não parece boa, afinal nenhum brasileiro quer dar ainda mais dinheiro ao erário, no entanto, com a nova regulamentação, essas pessoas terão direitos trabalhistas e previdenciários que antes não tinham, como aposentadoria por idade, licença maternidade e auxílio-doença.

O custo mensal desses benefícios para o MEI será de 11% do salário mínimo (R$ 51,15) para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), R$ 1 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos governos estaduais e R$ 5 de Imposto sobre Serviços (ISS) às prefeituras, com pequenas alterações de acordo com o ramo de atividade.

Você acha que, para o autônomo, o custo-benefício da medida compensa?

Você realmente usa as tecnologias disponíveis a favor do seu negócio?


A day at MIT with Near-Field Communication from MIT Mobile Experience Lab on Vimeo.

Em alguns anos, faremos tudo pelo celular, como mostra esse vídeo. A simples calculadora usada, hoje,  só na hora de rachar a conta no restaurante, também calculará a quantidade de calorias que gastaremos malhando, ou o quanto de gás carbônico deixaremos de emitir ao usar o metrô em vez do carro, a escada normal em vez da rolante.

Para quê pen drive, e-mail, impressora, se enviaremos nossos trabalhos acadêmicos e documentos com um toque entre celulares? E mais: para quê dinheiro e cartões? Se tudo: metrô, ônibus, almoço, roupas poderão ser pagos com o celular, e sem aquelas complicações de envio de sms para operadora, e envio de sms para confirmação. Tudo muito simples.

Mas, no vídeo, o que nos interessa mesmo é a hora do cappuccino: quando os estudantes passam em frente a cafeteria, ela logo os capta e lhes envia um cupom de desconto - sem hesitar eles entram e consomem.

Imagine quantas promoções você poderá fazer aos seus clientes quando esse futuro, que nem me parece tão longe assim, chegar.  Alguns países como a Finlândia já usam sistema parecido.

Mas se você está pensando que ainda estamos, sim, muito longe da Finlândia, pense quantas tecnologias já estão acessíveis no Brasil e não são aproveitadas? Sua loja tem Twitter? Se tivesse, você já poderia estar fazendo promoções especiais para seus seguidores.

Indo um pouquinho mais longe, por que não usar o Google Latitude para saber onde seus clientes estão e lhes enviar um sms promocional?

Inovar já não é mais tão difícil com tantas possibilidades. Mala direta já era!

Mais sobre o Google Latitude

Nós já temos Twitter!

De biquíni, mesmo em tempos de crise

biquini

Para nenhuma inglesa deixar de curtir este verão por culpa da crise, uma loja, a 99p Store,  está comercializando biquínis por 99 centavos de libra (cerca de R$ 3,24).

São oito modelos diferentes, em várias cores, distribuídos em 76 de suas lojas no Reino Unido.

Segundo a empresa, o preço de suas roupas de banho está quatro vezes menor que o de suas concorrentes e quinze vezes mais barato do que o praticado na principais lojas.

De acordo com Hussein Lalani, diretor comercial da 99p Store, a ideia surgiu na tentativa de ajudar as pessoas que saem de férias a guardarem um dinheirinho em tempos tão difíceis. Por isso, eles foram até o extremo oriente buscar alguma confecção que conseguisse produzir as peças pelo preço que eles queriam oferecer.

Por um pedacinho de pano tão pequeno, não deveria ser tão difícil de encontrar, não? Vamos ver se a moda pega no Brasil, onde os biquínis são ainda menores!

Marketing de peso

grande

Chegada a época em que os  europeus estão mais preocupados em perder peso - a proximidade do verão - e por isso passam a caminhar para o trabalho ou descer alguns pontos antes do seu destino final, uma rede de academias, de olho nesse público, investiu em um marketing diferente: colocou balanças nos bancos do pontos de ônibus de Amsterdã.

Basta sentar-se distraidamente para esperar o transporte, que um display bem grande, atrelado a um outdoor da Fitness First, exibe seu peso para toda rua.

Se a intenção é estimular o exercício físico, a atitude no mínimo fará as pessoas esperarem em pé ou irem caminhando para o trabalho, mas duvido que muitas não sairão correndo à procura da tal academia. Azar das companhias de ônibus!


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