Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor

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Estamos no Twitter

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O que você está fazendo? Responder e acompanhar a resposta dessa simples pergunta já é vício de cerca de 6 milhões de pessoas em todo mundo - as adeptas do Twitter.

Criado em 2006, o Twitter funciona como um sms: os textos só podem ter até 140 toques. A diferença - e o motivo do sucesso -  é que a mensagem é pública, disponível para todos as pessoas que quiserem recebê-la, os chamados seguidores. Cada pessoa segue quem escreve conteúdo do seu intereresse. O presidente Barack Obama, por exemplo, tem 591 mil seguidores. Mas ele não foi o único famoso a aderir à ferramenta: Paulo CoelhoBritney Spears e até mesmo Dalai Lama twittam. Estilo de vida para muitos, seu uso já tem verbo próprio.

E não poderia deixar de ser assunto, a revista Época, na semana passada, uma dedicou uma capa para ele, assim como o site da Time, do El País, entre tantos outros. Notícia super comentada dessa semana, aliás, foi sobre fim do relacionamento de Jennifer Aniston, loura linda, trocada pelo tal Twitter! Coisa boa ele deve ser, não?

A redação da Pequenas Empresas & Grandes Negócios não iría ficar de fora dessa tendência. Agora temos um twitter, atualizado a cada nova notícia online feita por nós.  Sigam-nos e queremos seguí-los também, empreendedores. Apareçam por lá e se apresentem, queremos saber o que vocês andam fazendo.

A crise nos deixa imorais?

mentiroso

Você já reparou se, para não perder o emprego em meio a tantas demissões, o comportamento do seu empregado anda diferente? Será que ele não está mais condescendente e solícito, anda mentindo, ou até mesmo flertando com você e com os demais sócios e diretores?

Pode ser que sim. Uma pesquisa divulgada pela revista Time revelou que 28% de 1200 trabalhadores americanos entrevistados cometeriam atos imorais para se manterem empregados diante do atual contexto econômico. Sendo que 13% deles mentiriam; 2% tomariam como mérito próprio o trabalho de outra pessoa ou flertariam com seus chefes e 4% fingiriam concordar com os interesses de seus superiores.

Segundo a chefe de RH da empresa que encomendou a pesquisa, as pessoas planejam o Natal, as férias, os casamentos e feriados, mas não pensam a longo prazo sobre sua carreira e por isso acabam apelando para essas atitudes quando se veem encurraladas.

Certamente, uma política de transparência pode evitar esse tipo de comportamento na sua empresa, afinal é o medo e a incerteza que desencadeiam tal “falsidade corporativa”. Mas, de qualquer forma, mantenha os olhos abertos.

Mulheres ocupam mais cargos elevados

feminismo

Nesta semana, a Fundação Seade e o Dieese publicaram estudo mostrando que o rendimento médio das mulheres por hora equivale a apenas 76,4% do que os homens ganham. Embora ainda haja essa diferença de salários, o mercado de trabalho vem se tornando cada vez mais feminino,  hoje, 56,4% das mulheres trabalham ou procuram emprego.

Segundo estudo feito pela Catho, empresa de recrutamento e seleção de currículos,  nos últimos 12 anos, o crescimento de mulheres presidentes e CEOs de empresas cresceu 10,39%. Atualmente, elas representam 21,43% dos cargos mais elevados.

Isso mostra um futuro provavelmente promissor para mais uma das desigualdades que nos assolam: mais mulheres ocupando o maiores cargos das empresas podem fazer a diferença na hora de igualar os salários entre os gêneros, não?

O menu é restrito, mas o atendimento surpreende

topless

No Grand View Topless Coffee Shop, uma cafeteria com 15 mesas e capacidade para aproximadamente 58 pessoas na pequena cidade de Vassalboro, em Maine, nordeste dos Estados Unidos, há apenas duas opções no cardápio: café por U$ 3  e donuts por U$ 2. No entanto, por mais difícil que pareça, os clientes do local tem gastado muito mais que cinco dólares, tudo porque não resistem a dar uma boa gorjeta aos 15 garçons e garçonetes escolhidos dentre 150 candidatos as vagas.

Os selecionados foram aqueles que pareceram mais amáveis e sem preconceitos, porém não é só nisso em que se destacaram e acabaram agradando tanto os consumidores. Outro quesito importante fez a diferença: eles deveriam se sentir confortáveis de topless, “uniforme” da casa.

A ideia, apesar de criticada pela população local, não causou transtornos aos funcionários, que dizem até mesmo gostar de seus trajes - ou da falta deles - por ser um jeito diferente de trabalhar. Além disso, há regras. Logo na entrada do bar explica-se que o local é permitido somente para pessoas com mais de 18 anos, mais adiante outros avisos:  não toque, não tire fotos e pague em dinheiro.

Em tempos de crise, a tática de Donald Crabtree, dono da cafeteria, deu certo: conseguiu chamar atenção não só da região, mas do mundo inteiro, mesmo com um empreendimento em uma cidade com cerca de 4.335 habitantes.  Além disso, conseguiu economizar na folha de pagamento, pois fez um acordo com seus empregados para não pagar mensalmente quantia regular. Em um estabelecimento em que uma xícara de café pode gerar U$ 100 de gorjeta, quem reclama?

O que você também pode fazer numa tarde chuvosa

chuva

Bem agora no finzinho do expediente, minha chefe, a diretora de redação Sandra Boccia,  contou-me uma passagem muito interessante:

Estavam ela e sua irmã a caminho de um parque na Vila Mariana, quando despencou aquela chuvarada que São Paulo já está acostumada a ver nos dias de verão. Sem guarda-chuvas, elas entraram na primeira porta que viram. O local era uma pizzaria. Rapidamente, as irmãs foram recebidas naquela salinha de espera e acolhidas com toalhas, tal qual você faria com uma amigo ou familiar na sua casa. Como se não bastasse, ofereceram-lhes algo para comer ou beber e, diante da recusa, pois não tinham levado dinheiro, receberam mesmo assim café com biscotinhos.

Tratamento de casa de vó, que a gente nunca esquece.

A chuva só parou depois do segundo cafezinho por conta da casa. E eu não poderia evitar a aspa: “aquele lugar ficou no meu coração”.  O resultado desse marketing, feito ou não com intenção, certamente vai gerar muito mais receita do que os gastos com as 4 xícaras de café e algumas bolachas.

Agora, aspas minhas: convenhamos, gentileza nunca é demais.

Peça ajuda aos universitários

meu bebê passou na usp

Em meio às muitas histórias de trote violento que a mídia se dedica com tanto afinco, devo lhes dizer que tive uma semana interinha de trote quando passei na faculdade, E ADOREI. Hoje, o trote na maioria das faculdades e universidades é muito diferente: não é vexatório, integra, e faz do bixo uma pessoa especial. Sim, ainda pintamos o rosto, o umbigo, a orelha nas voltinhas mais difíceis de limpar, mas a guache é a base de água e a “arte” é opcional, calouro que vai viajar, que tem alergia ou que simplesmente não quer, não é pintado. Sim, ainda fazemos pedágio, mas oferecemos água e protetor solar e o dinheiro arrecadado é para bancar o churrasco e a cerveja de todos, e muito desse dinheiro nem vem mesmo das moedinhas conseguidas nos faróis, vem de captação de recursos de camisetas vendidas e de patrocínio, pleiteado com antecedência pelos veteranos. Sim, nós veteranos fazemos reuniões durante as férias para fazer da recepção algo muito divertido. Pelo menos é assim na ECA e em toda USP.

Mas o que isso tem a ver com o mundo dos negócios? Saiba, empreendedor, que o mercado universitário é excelente (afinal, infelizmente, no Brasil ainda predominam classes A e B no ensino superior), e não há melhor hora para se investir nele, senão nas semanas de resultados, matrículas e recepções, em que está todo mundo feliz, em que os papais estão de carteira aberta para os filhos vitoriosos e, em que, de quebra, todo mundo está com os olhos voltados para o tal momento. Recepção de calouros, como lhes mostrei, não é só trote violento e atrelar sua marca à ela pode ser uma boa jogada.

Então, por que não patrocinar parte das camisetas vendidas na matrícula, você, que tem uma loja de roupa, em troca do seu logo estampado? Por que não fazer degustações de alimentos e bebidas que você produz ou vende? Por que não se aliar aos veteranos já em novembro/dezembro e conseguir um espaço para a sua marca? Garanto que eles vão te aceitar, os recursos sempre são escassos.  E vai ser bom para todo mundo!

Já dei a dica, hein!

Não suma do mapa

 

Nem Wally se esconde mais: a Google lançou nessa semana o Google Latitude, uma ferramenta do Google Maps que permite saber a localização de seus amigos em tempo real, bem como mostrar sua própria georeferência para quem você quiser que o encontre. Basta cadastrar seu laptop ou celular  no site e escolher com quem você quer compartilhar o local em que está.

Isso significa que muito em breve seu barzinho ou café, por exemplo, também estará usufruindo desse novo aplicativo e pode bombar de uma hora para outra se aqueles três indivíduos da mesa dos fundos estiverem integrados nessa rede. É a tecnologia trabalhando para o seu marketing sem que você tenha que mexer um dedo.  Mas é sempre bom mexê-los, não? Que tal começar cadastrando seu estabelecimento no Google Maps? 

Lembrando que por enquanto o Google Latitude funciona apenas em aparelhos BlackBerry em cores, Windows Mobile 5.0 e acima e  Smartphones Nokia, mas, em breve, funcionará em aparelhos com tecnologia Android, como o T-Mobile G1,  iPhone e iPod touch e telefones celulares habilitados para Java (J2ME), como os aparelhos Sony Ericsson.

O espírito do tempo

A primeira matéria que escrevi para a Pequenas Empresas & Grandes Negócios foi “O modelo slow de produção”, publicada na edição de janeiro. A matéria conta a história de pequenas empresas italianas que têm como prioridade a qualidade dos produtos e de toda as etapas da produção e não mais o crescimento contínuo e a alta produtividade. Pois bem. Semana passada recebi um email da coordenadora de projetos do Slow Food Brasil falando que alguns empresários escreveram para o site depois de ter lido a matéria. Tinham se identificado com as empresas italianas e com o conceito de produção e queriam saber se já existia um movimento formado por empresários brasileiros que seguissem o “modelo slow”. A coordenadora ainda me pediu mais informações sobre o jeito slow de produzir dessas empresas, já que tinha sido convidada para dar uma palestra sobre o assunto em um encontro de agronegócios do SEBRAE. Fiquei feliz com o contato, feliz em saber que conseguimos, com a matéria, captar o l’air du temps: um desejo coletivo de desacelerar e de ter cada vez mais qualidade.

A autora desse post é a jornalista Elisa Correa.

Santa Ifigênia quer imagem melhor

Não, não pensem que esse post vai falar sobre um suposto ataque de vaidade da canonizada Ifigênia. Ainda que para uns seja mais fácil de acreditar nessa proposta, é claro que estou falando do local que vende os eletrônicos mais baratos de São Paulo, na maioria das vezes a custo de contrabando e sonegação fiscal.

Pois é, mas talvez a causa dos preços baixos comece a mudar em breve. Graças a um programa de incentivos do Governo Federal para estimular a produção de bens de informática no país, produtos legais poderão ter mesmo valor dos demais. E, certamente, depois que os consumidores se derem conta disso, os ilegais vão vender cada vez menos, até - quem sabe - sumirem de vez da Santa Ifigênia.

Se há algum lojista com medo desse possível futuro, pode ser uma boa acertar as contas com o fisco e ajudar a dar um trato na imagem da região. Com a venda de eletrônicos cada vez mais pulverizada em hipermercados e redes varejistas (que, além de também oferecerem bons preços, dão várias opções de crédito), começa a não valer mais a pena deslocar-se até o centro para comprar produtos baratos, porém de garantia duvidosa. É bom lembrar que, na edição de novembro de 2008 da revista, nossa matéria de capa mostrou que o Brasil tem uma classe média emergente que quer baixo custo, sim, mas com QUALIDADE.  Não está na hora de mudar essa reputação?

Enquanto uns choram, outros se divertem e outros ganham dinheiro

Em 2009, 11 dos 12 feriados nacionais cairão em dias úteis, isso sem contar os estaduais e municipais. No ano passado apenas quatro deles não caíram em finais de semana. O excesso de folgas já preocupa a indústria, que estima uma redução de até 5% do PIB brasileiro devido à queda de produção.

No entanto, isso não é motivo de choro para todos os setores da economia: restaurantes, bares, hotéis, pousadas, comércios de cidades turísticas podem ter um bom ano graças aos feriados, mesmo com projeções tão pessimistas trazidas pela crise.

Então, ao contrário da maioria: programe-se para trabalhar mais esse ano!

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