Papo de Empreendedor

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Qual você compraria?

A edição de outubro da revista começou quente. Logo de saída, tínhamos duas pautas candidatas à capa.

Uma das reportagens fala sobre as lições de quem se deu bem no varejo eletrônico. Conversamos com cinco empresários que fazem sucesso no comércio virtual e conseguem vender bem graças a boas práticas e muita criatividade. Assim, levantamos dicas para quem deseja se aventurar nesse ramo.

Já a segunda reportagem retrata as pequenas empresas que estão se unindo com concorrentes para fazer compras, ações de maketing, treinamento e até exportações conjuntas. A idéia da matéria é mostrar de que forma você, empreendedor também, pode aproveitar essa onda.

Bom, estamos quase terminando a edição. Só que bateu uma curiosidade: diz aí, qual capa você compraria?

Google e seu navegador

Faz uma semana que o Google lançou o navegador, o Google Chrome, ainda em estágio de demonstração (na linguagem da tecnologia é chamado de beta). Fiquei bem curiosa e, no fim de semana, com mais calma, resolvi baixá-lo para ver do que se tratava.

A primeira impressão que eu tive foi que é muito rápido. O programa, em si, abre em poucos segundos após o usuário clicar em seu ícone de inicialização. Outra coisa interessante é que como ele trabalha com várias abas (a chamada arquitetura de multiprocessos), o que reduz a necessidade de fechar o navegador quando um site ou aplicativo on-line trava. Cada aba, com o Google Chrome, é independente de qualquer outra aberta pelo usuário. Esta medida também oferece uma camada adicional de segurança, já que isola cada site e programa em um ambiente limitado.

O que eu gostei também foi o Omnibox, uma barra integrada no topo do navegador, na qual você pode digitar um endereço de site ou um termo de busca - ou ambos - e o Chrome te leva direto sem mais perguntas. E o melhor: o aplicativo aprende o que você gosta. Uma vez que você visitou o site, o Chrome lembrará que ele possui sua própria caixa de busca e dará a opção de usá-la diretamente do Omnibox. A função ainda automatiza buscas por palavras-chave. Mas, como se trata de apenas uma versão beta, ele traz alguns errinhos. Um que eu fiquei bem brava foi aparecer a seguinte mensagem quando eu entrava em alguns sites até comuns: “este aplicativo falhou porque o arquivo xpcom.dll não foi encontrado.” Isso é meio chatinho. Agora, diz aí: você pretende largar o Internet Explorer ou o Firefox para usar esse novo browser?

Wi-fi subiu no telhado

Que as redes wi-fi oferecem diversas vantagens sobre as convencionais, ninguém duvida. São fáceis de instalar, não são muito caras e proporcionam maior liberdade aos usuários. E, você fica livre dos cabos. Porém, as ameaças de segurança associadas a redes wireless não são poucas. A empresa da área de rede sem fio, Fiberlink, fez um estudo que mostra que as pessoas podem fazer de tudo para conseguir usar a conexão de empresas totalmente de graça.

Para entrar em uma rede wi-fi, é necessário apenas estar nas proximidades, a alguns metros do ponto de acesso. Ou seja, é possível invadir uma rede sem fio do estacionamento do prédio da empresa ou sentado comodamente em um banco de rua ou comércio vizinho. Por isso, vale a pena reforçar na segurança. Especialistas de tecnologia afirmam que o primeiro passo é colocar senhas para acessar à internet sem fio. Muitos equipamentos vêm pré-configurados de fábrica com uma conta e uma determinada chave de acesso ou senha.O importante é trocar as senhas predeterminadas dos pontos de acesso à rede.

Com esse trabalho simples, evita que qualquer atacante alcance o controle do ponto de acesso e o configure ao seu gosto. Outro passo importante é utilizar algum sistema de criptografia para proteger o conteúdo de suas comunicações. Outro fator é importante é limitar o número de equipamentos que possam se conectar com ele simultaneamente. Assim, se o número de conexões permitidas está no máximo, dificilmente um atacante poderá se conectar a esse ponto.Agora que sua rede está protegida, confira as respostas clássicas e engraçadas das pessoas que adoram se aventurar em busca do wi-fi alheio:

“Roubei o Wi-fi de uma empresa vizinha”

“Precisei subir no telhado da casa da minha mãe. Foi tão divertido! Até vi uma vizinha nua”

“Dirigi 24 quilômetros, para conseguir uma conexão completa”

“Dirigi até o café mais próximo e comprei um bolinho só para poder usar o wireless do local”

“Fui a um café, usei a conexão e não comprei sequer um café”

“Pesquisei pontos de acesso em hotéis que não oferecem internet mas têm hotspots pelos quais consegui me conectar de graça”

“Pluguei meu dispositivo atrás de uma caixa registradora”

“Fui escalar uma montanha e trabalhei uma semana dentro de uma barraca”

Som na caixa

Agora, cantoras como Ivete Sangalo, Pitty e as bandas Jota Quest e Skank recebem uma premiação de “celular de ouro” ou “celular de diamante”. É uma versão do tradicional disco de ouro e de diamante, respectivamente, marca a comercialização de 100.000 unidades e de 500.000 unidades do celular com músicas dos cantores. Essa foi a saída encontrada pelas gravadoras para driblar a pirataria e o download das músicas. Eles se uniram às operadoras de telefonia móvel e as fabricantes de celular para reinventar o mercado fonográfico. As operadoras e fabricantes, por sua vez, dão as músicas como brinde e acabam conquistando os clientes. Trata-se da reinvenção de um mercado que estava prestes de afundar. Nada mal, não é?

Supermercado do futuro

Nos filmes dos Jetsons, os personagens faziam compras de forma totalmente high-tech. Era divertido vê-los comprar e nem sequer tirar seus alimentos para passar pelo caixa. Quando via a animação, eu era criança e sonhava para que isso acontecesse logo. Mas, depois de alguns anos, parece que o meu desejo começa a se tornar realidade. Alguns supermercados estão implementando novas tecnologias para transformar a experiência de ir às compras. Na Alemanha, por exemplo, os supermercados estão usando o celular como assistente de compras. Para isso, basta instalar um programa gratuito para que o dispositivo registre o que você coloca no carrinho com a ajuda da câmera fotográfica. Na área dos congelados, todos os pacotes do freezer têm um microchip. Quando retirados, o supermercado calcula quantos restam e já informa para o estoque. Na área de amostras grátis, o cliente pode inserir um cartão para desgustar até 16 marcas. Mas cada cliente só pode tomar seis copinhos a cada visita. Na hora de pagar, como todos os produtos foram escaneados com o celular, basta encerra a compra que ele gera um código de barras na tela. Este código é colocado num leitor e o pagamento é feito com dinheiro ou cartão de crédito. Em breve, será possível fazer o pagamento diretamente pelo celular por ondas de rádio. Nada mal. No Brasil, há um projeto piloto em um supermercado do grupo Pão de Açúcar. Por enquanto, essas novas tecnologias ainda são caras. Mas, como sempre, a tendência é que esses dispositivos fiquem mais acessíveis. Vamos esperar e aí todos poderemos ter a experiência de comprar como a dos Jetsons. Confira aqui o vídeo (em inglês) produzido pela BBC que mostra o supermercado high-tech alemão.

Bem vindo às redes sociais


Estou fazendo uma reportagem para a próxima edição da revista sobre o uso das redes sociais (Orkut, LinkedIn, Twitter e outros) na vida dos empresários. A idéia é saber se dá para trocar conhecimentos, fazer novos contatos de fornecedores e, sobretudo, começar a vender para novos clientes. Criei alguns perfis para testar se realmente vale a pena. Pesquisando sobre o assunto, vi no blog “Business Technology” do Wall Street Journal que Bill Gates agora tem página pessoal no LinkedIn. E foi a própria empresa que convidou Gates para participar do site. Depois de tantas conversas e negociações, ele topou.
Aí pensei em colocar em prática o conceito da rede social. Será que alguém com o perfil de uma empresária brasileira fabricante de software conseguiria adicionar o todo-poderoso da Microsoft? Não obtive sucesso. Recebi um direto não. Fiquei impressionada por ele ter um grupo seleto de cinco contatos na sua lista de amigos. O jornalista do Wall Street Journal assegurou que era o perfil verdadeiro de Gates e ainda informou que ele não vai adicionar mais nenhum.
Tudo bem, Gates não quis me adicionar. Mas, consegui contatos com outros empresários que, na primeira troca de e-mails, percebi que as redes sociais realmente funcionam. Agora, me conte: você já usou esses sites para falar de negócios?

Cuide do visual do site

Para quem tem site de comércio eletrônico, o visual da loja deve ser muito bem cuidado. Ele funciona como uma vitrine em uma loja física. É o chamariz do site. Se tiver um layout clean e sem poluição visual, é ele quem vai fazer com que o consumidor gaste mais tempo em sua loja. Mas, tem sempre uma forma de ir além. A loja holandesa Hema, que vende de tudo - eletrônicos, eletrodomésticos, roupas de bebê - resolveu inovar. Os desenvolvedores do site criaram um mecanismo de animação que faz com que o internauta passeie pela loja inteira. Funciona como aqueles jogos de dominó que caem e vão formando outros desenhos. Você vai acompanhado a bolinha que percorre por todos os produtos e acaba (porque não?) querendo comprar um item que não tinha idéia mas que passou bem na sua frente. Não deixa de ser uma boa idéia para quem quer tornar seu site mais interessante. Clique aqui para ver a animação e você nem precisa saber holandês para visitar o site.

Você identifica seus clientes virtualmente?

Uma pesquisa indica que redes sociais como blogs, sites de comunidades e de criação de conteúdo coletivo, podem ser utilizadas para saber mais sobre seus clientes. É o estudo Paper Blogs e Comunidades On-line: pesquisa 2.0, realizada pelo Ibope Inteligência em abril de 2008. Por isso, nada mais adequado do que utilizar este blog para falar desta ferramenta para ampliar sua rede de relacionamento entre sua marca e seus consumidores. Concordam? Para o diretor de marketing da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM-SP) Emmanuel Publio Dias, as pessoas tendem a confiar mais em opiniões trocadas por internautas, por ser uma opinião mais isenta do interesses em vender alguma marca.

O país apresenta uma das maiores taxas de utilização em blogs e sites de comunidades. São 40 milhões de brasileiros que usam a rede regularmente. Deste total, 64% participam de sites de comunidades e 13% criam ou atualizam blogs, segundo informações do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Não acho que os tradicionais questionários e formulários que indicam o perfil do consumidor devam ser aposentados, mas acredito que explorar novas ferramentas para observar o comportamento e a recepção diante de marcas pode auxilar no crescimento do negócio.

A evasão dos cérebros

Esses dias estava lendo o Epicenter, blog da revista Wired, uma espécie de bíblia para quem gosta de tecnologia e inovação, e um dos assuntos me deixou cabreira. Na nota, os jornalistas repercutiam a saída do CIO do Google, Douglas Merrill, que deixou o gigante de buscas para ser presidente da divisão de música digital da EMI. Além dele, outros nomes de peso estão deixando a empresa considerada mais inovadora de nossos tempos. Entre eles, Sheryl Sandberg, vice-presidente de operações e vendas globais, que foi para a rede social Facebook. Detalhe: a cerca de 10 quilômetros do prédio do Google, o famoso Googleplex, na Califórnia. E não pára por aí. A lista de cérebros de todos os níveis que estão saindo da empresa é gigante. Próximo de comemorar 10 anos de vida, o Google se depara com o desafio de reter seus talentos. Um fator importantíssimo já que o Google recebe títulos de empresa mais inovadora justamente por conta de seus funcionários. Por ter esses “cérebros”, ele consegue inovar rapidamente e o deixa à anos luz de seus concorrentes.

E como se retém talentos? Alguns devem responder: um bom salário. Fiquei com isso na cabeça e era uma questão que fiz a outras empresas de tecnologia. E a resposta que eu tive é que só dinheiro não interessa. É claro que, o dinheiro faz a diferença sim, mas não é somente ele que faz com que os gênios fiquem nessas empresas. Para eles, o que conta (e muito) é o desafio do projeto.

Semana passada fui fazer uma entrevista com algumas empresas no Porto Digital, um dos principais pólos de tecnologia do país, instalado no Recife (PE), e questionei os empresários se eles tinham essa dificuldade. A resposta foi unânime: SIM. E todos são categóricos ao dizer que pouco pode fazer para parar com o êxodo. O que as empresas do Porto Digital fazem é transformar os estudos que ainda estão em fase de discussão na universidade em produtos de mercado. É claro, analisando a viabilidade de todo o projeto. É, sem dúvida, um primeiro estímulo. Mas, na sua opinião, como será que o Google e tantas outras empresas deve contra-atacar para manter sua liderança em inovação e, principalmente, com os melhores cérebros?

Empresário 2.0

Qual é a estratégia que sua empresa usa para conquistar a geração digital? Já pensou em deixar um espaço para seu cliente, aquele aficcionado em internet, palpitar sobre sua empresa? Pois bem, o empresário David Neeleman, proprietário da companhia aérea JetBlue, não só pensou como deixou um espaço aberto para que os internautas decidam o nome da nova empresa de aviação brasileira. No site www.voceescolhe.com.br, o internauta pode sugerir nomes para a nova empresa de Neeleman. Até agora, mais de 47.000 pessoas se cadastraram e sugeriram mais de 65.000 nomes. Além disso, eles podem dar idéias sobre o padrão de serviço de bordo, rotas, destinos e até mesmo o estilo dos uniformes dos profissionais que vão trabalhar na nova empresa. Ao participar, cada internauta estará concorrendo a viagens, sem pagar por toda a vida na nova companhia aérea. Nada mal, não é? E, em troca, quando a nova empresa começar a voar, em janeiro de 2009, o empresário já terá uma base de consumidores para anunciar suas rotas e preços dos destinos. Não é a primeira vez que Neeleman recorre à internet para falar com seus clientes. Em fevereiro do ano passado, ele colocou no YouTube o pronuncionamento que fez para pedir desculpas aos clientes diante da crise operacional durante uma nevasca no aeroporto internacional J. F. Kennedy, em Nova York. Essas ferramentas estão aí e são super fáceis de ser usadas. E o retorno pode ser bem interessante para sua empresa. Mãos à obra e transforme-se num empresário 2.0.


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