Papo de Empreendedor

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Orkut Brasil muda nome para Yogurt

Ao acessar a caixa de e-mails, logo pela manhã, vi que um grande amigo tinha deixado um recado no meu Orkut. Corri lá para acessar a página e me deparei com a mudança do nome do site. Sim, a partir de hoje, no alto da página, onde geralmente fica a marca da rede social, aparece escrito Yogurt ao invés de Orkut. Se você não viu e faz parte desse site de relacionamentos, corra lá pra ver. No primeiro momento, confesso que pensei que o site tivesse sido invadido por hackers e eles mudaram o nome como uma forma de mostrar a sua presença. Mas não. Foi uma opção do Google Brasil para facilitar os usuários a falar e divulgar mais o site por aí. Acreditou? Então, te peguei. Hoje é primeiro de abril. A mudança no nome do Orkut faz parte das alterações temáticas que a empresa costuma fazer em suas páginas. No site de busca, por exemplo, a empresa já colocou imagens de bolos para celebrar seu aniversário, pandeiro e mulatas durante os dias de carnaval e recentemente apagou as luzes da página inicial do Google Israel em apoio a uma campanha ambiental. É uma estratégia simples e prática que pode ser replicada no site de sua empresa. Por exemplo, um site de comércio eletrônico pode fazer uma promoção especial para o dia da mentira, dia das mães e qualquer data comemorativa que apareça. E, por que não, brincar com o logo da empresa nesses dias? A mudança do visual do site pode trazer mais audiência para a sua loja virtual. Para fazer isso, nem precisa ser o Google. Com poucos cliques, você consegue se diferenciar no cyberespaço e atrair mais consumidores ou visitantes para seu site. Que tal começar a agir?

É tudo grátis

Lá vem ele de novo. Depois de fazer muita gente pensar com o livro sobre negócios na era da A Cauda Longa (um best-seller que virou a nossa matéria de capa no mês de outubro de 2006), Chris Anderson, editor-chefe da revista americana Wired, está apostando na forte tendência de oferecer produtos e serviços de graça. Isso mesmo. De graça. Na Wired desse mês, Anderson dá um gostinho da idéia de seu novo livro “Free (Grátis)”, que deve ser lançado no começo de 2009. O jornalista dá exemplos de negócios dos dias de hoje que já trabalham de acordo com os preceitos da economia do gratuito. Ele cita a Gillette, no qual dá o aparelho para vender a lâmina de barbear e as operadoras de celulares, que dão um celular gratuito em troca de um plano de serviços e da fidelidade por um período de tempo. Ele batizou essa categoria como subsídio cruzado. No melhor estilo, uma mão lava a outra.
Agora, há outras categorias. Segundo o jornalista, há um o modelo custo próximo de zero. Por exemplo, a capacidade de processamento, banda de internet e armazenamento cada vez custam menos e a sua empresa pode dar acesso ilimitado de capacidade de armazenamento de e-mail, mas conta um terceiro, provavelmente um anunciante, que pagará a conta. E o seu cliente receberá e-mails marketing e outras promoções desse parceiro. Outra aposta de Anderson é o modelo colaborativo, que está na base da Wikipedia e de todos os blogs do planeta. É uma motivação de ideais, não monetária, mas sim de reputação, atenção e expressão que move essas pessoas a colaborar gratuitamente. No vídeo publicado no site da Wired, ele lista diferentes modelos de negócio nessa nova economia. “Hoje, são cerca de 20 e há provavelmente 2.000”, diz Anderson.
O mais interessante é que o próprio autor do livro está aderindo à economia do “nós não vamos pagar nada”. A Wired está sendo distribuída gratuitamente nos Estados Unidos neste mês, e o livro será de graça em todos os formatos digitais: livro eletrônico, o audiolivro e o livro na web. Haverá uma versão para ser comprada, para quem quiser.

Consumidor participativo

Interatividade é um conceito importante nos dias de hoje. O consumidor quer dar palpite e ser ouvido. E não abre mão de utilizar as ferramentas da web 2.0. Vídeos no YouTube, blog e um site turbinado podem fazer com que a colaboração de seus consumidores aumente cada vez mais. E é uma forma diferente de comunicação que deve e pode ser bem explorada. A empresa americana Go Daddy, especializada em hospedagem de sites, por exemplo, usa e abusa do YouTube para estreitar a comunicação com seus clientes. Além de pedir a opinião dos consumidores sobre os vídeos, ela abre espaço para que os clientes sugiram comerciais que gostariam de ver com a sua marca e ainda dá desconto no preço da hospedagem de sites para quem vê o vídeo no YouTube. No final de todos os filmes, eles colocam uma senha que dá ao cliente cerca de 10% de desconto no preço do serviço. Nada mal. Com isso, eles colocam milhares de internautas na frente da telinha. E, como o mercado de tecnologia é predonimantemente masculino, o pessoal da Go Daddy conta ainda com uma arma poderosa: mulheres bonitonas em todos os vídeos. Acreditem. Tudo isso rende bons frutos para a empresa que conta com mais três milhões de clientes.

Não dá para brincar

Muita gente acha que só porque está no trabalho pode usar e abusar dos recursos da empresa. Aí, liga para um amigo no Japão, troca e-mails do trabalho com os amigos como se fosse uma conversa instantânea e assim vai…É claro que todos sabemos que se usarmos com parcimônia não há porque se preocupar. Mas, o monitoramento de e-mails não é novidade dentro das empresas. Na semana passada, o assunto voltou a ser falado por conta de uma decisão do TRT de Brasília. O Tribunal negou o pedido de uma funcionária que desejava anular a demissão por justa causa. Na sentença o juiz afirmou que o e-mail corporativo é de propriedade da empresa, apenas cedido ao trabalhador para ele executar suas funções. Não é a primeira vez que a Justiça decide a favor dos empregadores, o que demonstra que o e-mail da empresa deve ser usado apenas como uma ferramenta de trabalho. Vale uma conversa com seus funcionários. O ideal é sempre alertar dos possíveis problemas e não simplesmente proibir.

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