Papo de Empreendedor

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Site comete erro, vende produtos a US$ 49,95 e perde US$ 1,6 milhão em seis horas

A história a seguir serve de lição para todos os empreendedores do mundo virtual. O mecanismo de precificação eletrônica do site 6pm.com — pertencente à gigante Zappos — foi atualizado e o programador esqueceu alguns códigos, o que gerou uma nova regra em que os preços máximos de alguns produtos foram fixados em US$ 49,95. A pane durou de meia noite às seis horas da manhã. Quando a empresa descobriu o erro, o site foi tirado do ar para ser consertado.  Mas o estrago já estava feito.

Aaron Magness, diretor de marketing e desenvolvimento da Zappos, informou que a empresa honrará todas as compras realizadas no período, o que representará um prejuízo de US$ 1,6 milhão. “Apesar de termos certeza de que foi um grande negócio para os consumidores, foi um acidente, e nós tivemos grandes prejuízos vendendo produtos muito abaixo dos custos reais”, escreveu o executivo em uma nota postada no blog da companhia.

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Dicas para usar o YouTube. Cinco anos depois

O YouTube, site de compartilhamento de vídeos mais acessado do mundo, fez aniversário semana passada. O primeiro upload foi feito em 23 de abril de 2005 e pode ser visto neste link. Nesses cinco anos de história, o site foi comprado pelo Google, se tornou uma potente ferramenta de marketing e ganhou um código de conduta dos usuários. Em homenagem a data comemorativa,  o site  Mashable — um dos mais influentes do mundo — fez uma lista com algumas dicas fundamentais para pequenas e médias empresas que querem se destacar no Youtube. (more…)

Você contrataria um funcionário sem função específica?

googleBenedict Gomes, tanzaniano que cresceu na Índia e estudou nos Estados Unidos, tem o emprego que provavelmente todos gostariam de ter. Ele é contratado do Google para fazer o que quiser. Isso mesmo. Como um dos oito “distinguished engineers” (engenheiros especiais) da empresa no mundo, não tem função específica.  Pode se dedicar a qualquer projeto que julgar interessante.

O engenheiro formado pela Universidade de Buckley, na Califórnia, esteve hoje (16/4) na conferência do Google com a imprensa, que acontece desde ontem em Buenos Aires. Em sua apresentação, explicou como as buscas na internet têm evoluído nos últimos anos. Aprimorar esse mecanismo tem sido a prioridade de Gomes desde quando começou no Google, dez anos atrás. “Eu amo buscas e acredito que exercemos melhor a nossa função quando fazemos o que gostamos, com paixão. A paixão é minha maior motivação”, disse ele. (more…)

Conheça a primeira campanha promocional do mundo

coca_ok1Ninguém questiona nos dias de hoje a importância de diversificar o destino da verba de marketing de uma empresa. Mas há 83 anos, uma companhia saiu na frente: a Coca-Cola. Enquanto a  maioria das empresas investiam em divulgação em rádios, revistas e jornais, a fabricante de refrigerantes americana surpreendeu os consumidores nos Estados Unidos com uma promoção inusitada.
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Saiba quais são as marcas que devem desaparecer em 2010

Elas são famosas, já tiveram muito prestígio, mas devem desaparecer no próximo ano. Essa é previsão do site 24/7 Wall Street para marcas como Newsweek, Motorola, Palm, Kodak, Blockbuster, entre outras. A lista é baseada em um levantamento que reuniu informações da situação financeira de cada uma das empresas, o atual valor de mercado e a capacidade de se desfazer de ativos. Muitas delas estão em crise porque não tiveram capacidade de se adaptar às mudanças de mercado. (more…)

Saiba quais são os oito mitos do marketing

O especialista em marketing Mark Stevens, autor de 24 livros sobre o assunto e CEO da consultoria MSCO, listou os oito  mitos que envolvem as ações das empresas. Veja o que ele levantou:

Mito 1: Fazer qualquer estratégia de marketing é melhor do que não fazer nada
Segundo Stevens, essa é uma visão simplista. Se não forem pensadas e desenvolvidas com um objetivo, ações de marketing podem representar um grande desperdício de dinheiro.

Mito 2: Propaganda e marketing são a mesma coisa
“Balela”, diz o especialista. Propaganda é comprar espaços em veículos de comunicação para divulgar uma mensagem. Isso pode ser importante para o marketing ou irrelevante, dependa da empresa e dos objetivos.

Mito 3: Uma boa ação de marketing apresenta a empresa e/ou  produto como bonito, criativo e sexy
“Quem disse isso?”, pergunta Stevens. Segundo ele, os profissionais de marketing que dizem e fazem isso não se preocupam com ROI (retorno de investimento). “Eles só querem posar gênios criativos”, diz. Algumas das melhores ações de marketing usam infomerciais de produção barata e depoimentos de pessoas reais.

Mito 4: Boas estratégias de marketing são feitas por executivos muito bem pagos que se dizem especialistas em anúncios
Essa é a grande razão do fracasso das maiorias das campanhas, segundo Stevens. O processo de criação deve ser reverso, definido no ponto de venda, e só então levado aos executivos. “Somente os vendedores conseguem identificar o que é realmente necessário para vender”, diz Stevens.

Mito 5: Vendedores não participam das ações de marketing

O especialista reconhece que existe uma grande diferença entre vender e divulgar. Mas se uma ação de marketing não levar em conta o que pensam os vendedores, o resultado será bem abaixo do esperado.

Mito 6: É possível ter uma ótima equipe de venda apenas com treinamento
É muito difícil transformar uma pessoa ruim de vendas em um bom vendedor. Descubra quem são os bons vendedores e ofereça boa remuneração para mantê-los na equipe, afirma Stevens.

Mito 7: As melhores agências são aquelas com muitos prêmios
Se você quer aumentar as vendas, escolha as agências que acreditam que boa estratégia de marketing é a que custa pouco e tem alto ROI (retorno de investimento), segundo Stevens. Normalmente, as agências que acreditam nisso não ganham muitos prêmios, diz.

Mito 8: A boa ação de marketing é baseada em dois números: o percentual pré-definido da receita da empresa que será investido e o retorno pré-determinado das ações de marketing direto
Cada caso é um caso. Segundo Stevens, regras são para os colégios e resultados para os especialistas. “Não acredite se uma agência afirmar que uma ação de marketing conseguirá no máximo 1% de ROI”, diz. “Se isso acontecer, tente alcançar10%.”

Vídeo na mala
Ainda sobre o mesmo assunto, o jogador de golfe Michael Allen inaugurou mais uma plataforma de divulgação. Ele autorizou a exibição de imagens em uma tela de LCD acoplada em sua bolsa, que também é utilizada para carregar seus tacos. Agora, além da camiseta e do boné, o atleta também comercializa os anúncios exibidos na sacola. Veja como ficou:
golf

O assunto “marketing”  está rendendo uma discussão interessante na nossa rede social. Clique aqui e participe

Divulgação em plataformas diferentes também interessa aos empreendedores. Veja qual eles consideram a melhor na nossa rede

Você lançaria um produto pior e mais barato?

tide

Que a crise financeira pegou os Estados Unidos de jeito não é novidade para ninguém. Mas a reação das empresas surpreende cada vez mais. A Procter & Gamble (P&G), por exemplo, lançou naquele país uma versão “piorada” do detergente para lavar roupas Tide, que foi designada como “Basic”. Segundo a própria empresa, o produto perdeu um pouco a capacidade de limpeza do original, mas custa 20% menos. O Wall Street Journal afirma que esse é um dos sinais mais eloquentes de como o enfraquecimento da economia está pressionando as fabricantes de produtos de consumo.

O Tide é o sabão em pó mais vendido dos EUA, mas vem perdendo espaço. Fechou junho com 44% do mercado, queda de 1 ponto percentual em relação a um ano antes. A versão líquida teve uma queda ainda maior, fechando o mês com 41,4% de participação, 3,25 pontos abaixo do mesmo mês do ano anterior. A decisão de lançar uma versão “piorada” do Tide não foi assimilada facilmente pela empresa, segundo a reportagem do jornal americano. O produto representa US$ 3 bilhões da receita anual da P&G e os executivos temiam que a versão menos eficiente e mais barata canibalizasse o Tide normal. O departamento de marketing da P&G temia manchar a marca, mas foram convencidos pelos novos hábitos dos americanos. Segundo relatório do Information Resources, 52% dos consumidores dos EUA planejam comprar produtos de marcas próprias, que normalmente são mais baratas, no próximo ano.

O novo Tide está a venda, por enquanto, em 200 supermercados dos EUA. A P&G vai observar o desempenho das vendas e avaliar a estratégia antes de decidir o futuro do Tide Basic.

Veja a nova versão:

tide_basic

Aqui no Brasil, muito se falou nos últimos anos do aumento do poder de consumo da classe C. As empresas lançaram produtos focados nessa parcela da população — que segundo estimativas engloba 80 milhões de brasileiros — e sempre ressaltaram os preços mais acessíveis. Mas, que eu saiba, nenhuma ousou lançar um produto mais barato e pior que o original como fez a Procter & Gamble.

E você, o que achou da estratégia da companhia americana? Teria coragem de sacrificar a qualidade do seu produto para vender por menos?

Não faça igual! Veja os piores sites em flash do mundo

Escrevi para a edição de julho da revista a matéria “50 dicas para montar (ou turbinar) o seu site”. Depois de ouvir muitos especialistas, fiquei pensando sobre os sites desenvolvidos em flash — software para animações na internet. Ninguém recomendou com entusiasmo a utilização desse recurso. Segundo os consultores, o ideal é analisar o perfil da empresa e só então decidir se vale a pena contar com desenhos animados na página.

O assunto rendeu a dica 17 da reportagem:

“Você viu o site daquela multinacional cheio de recursos de animação e quer fazer igual? Cuidado, pode ser perigoso. Esse expediente é indicado para sites totalmente institucionais (e, mesmo assim, com cautela). “É preciso ter uma dosagem para não ridicularizar e infantilizar a imagem da empresa”, diz Darcy Barbará Filho, da WT11. Sites desenvolvidos em Flash podem ser uma ótima alternativa para quem trabalha com produtos de apelo visual, segundo Pedro Caldas, sócio-diretor da Full Haus. No entanto, se a sua ideia é ter um site para vendas ou com poucos recursos, o flash deve ser evitado. “Pode ficar pesado em alguns computadores”, alerta.”

Para ilustrar alguns casos que deram errado, a empresa especializada em marketing na internet 10e20 postou em seu blog  uma lista com alguns dos piores sites desenvolvidos em flash no mundo.

Dê uma olhada e não tente fazer igual. Vale a pena conferir:

1 - Alguém consegue acompanhar as letras alongadas e o pisca-pisca desse site?
http://www.fastlanestudios.net/

2 – Tive a impressão que não ia terminar nunca. Quase teve um roteiro para acompanhar. Alguém entendeu o que são os raios que sobem do chão ao céu? Seriam espíritos?

http://www.evangelcathedral.net/

3 – Esse foi descrito no Digg como “o site com a introdução mais intensa da internet”. Seja lá o que quiseram dizer com isso, achei bizarro. Mais estranho ainda quando descobrimos que se trata de uma página do congresso internacional de igrejas!

http://www.iccm-1.org/

4 –Começar a introdução do seu site lá no espaço sideral quando se quer chegar aos Alpes é um pouco exagerado, não?

http://www.alpsbankers.com/

5 – Essa é quase um teste de resistência. Se o consumidor passar da introdução é porque ele quer comprar. Muito.

http://www.draughonbrothers.com/

Apesar dos exemplos que afugentam os consumidores, não pense que introduções em Flash são sempre ruins. Se forem curtas, diretas, bem feitas e tiverem de acordo com a identidade da sua empresa, podem ser eficientes. Mas, como escrevi na matéria, é preciso tomar cuidado.

E você, o que achou desses exemplos?

Já usou ou pensa em usar flash no seu site?

Lições da melhor campanha publicitária da história

melhor-emprego1

Lembra daquele concurso para escolher o zelador de uma ilha paradisíaca na Austrália? Pensou em se candidatar à vaga? Se a sua resposta for positiva, você foi mais um dos que foram seduzidos pela melhor campanha publicitária da história.

Este ano, pela primeira vez nos 50 anos do festival de Cannes, o mais importante e tradicional do mundo, a campanha intitulada “O melhor emprego do mundo” ganhou o grand prix (prêmio máximo) em três categorias — marketing direto, cyber e relações públicas.

Com US$ 1,7 milhão, valor irrisório para o setor, a campanha da secretaria do turismo do estado australiano Queensland conseguiu respeitável repercussão mundial. Pessoas de 200 países diferentes interagiram com o site, que teve 500 mil votos online e 7 milhões de visitantes. Ao mesmo tempo, o Youtube recebeu 34 mil vídeos de candidatos à vaga, que gravavam apresentações e eram submetidos a julgamento popular.

Rohit Bhargava, colaborador da revista Fast Company e vice-presidente de estratégia online da agência Ogilvy, de Nova York, afirma que ao contrário do que parece, a razão do sucesso da campanha não está no produto divulgado, a vaga de zelador da ilha, mas na forma como as redes sociais foram usadas.

Após analisar a estratégia vencedora, Bhargava fez uma lista com seis lições que as pequenas e médias empresas podem aprender com a melhor campanha do mundo. Veja o que diz o especialista:

1 – Faça parecer factível

Muitos publicitários nunca divulgariam algo que não possa ser provado. Mas, será que a secretaria do turismo de Queensland pode provar que se tratava do melhor emprego do mundo? Não, eles não podem. Mas tornaram factível porque estavam divulgando um lugar maravilhoso e que se encaixa na definição de emprego dos sonhos de muita gente

2 – O quanto você gasta é irrelevante

Um dos benefícios das mídias sociais é que a repercussão ocorre em uma escala diferente da publicidade tradicional. O mais importante é ter algo relevante a dizer. Você precisa apenas de uma boa história para repercutir na internet

3 – O mais importante é focar no conteúdo, não na quantidade

7 milhões de visitantes é um número interessante, mas o mais importante da campanha vencedora foram os 34 mil vídeos de pessoas dizendo coisas boas sobre Queensland. Se somarmos os espectadores desses vídeos a longo prazo, o impacto da campanha é impressionante

4 – Crie uma razão para as pessoas interagirem

Outro elemento que deu certo foi o fato das pessoas poderem votar nos vídeos. Isso significou que após a gravação, os candidatos precisavam trabalhar na divulgação

5 – Não subestime o poder de criação dos internautas

Pesquisas indicam que entre 1% e 10% dos usuários das redes sociais criam conteúdo. No entanto, esse índice tem potencial de atingir um número de pessoas enorme. A criação de conteúdo pelos usuários pode ser uma arma secreta da sua próxima campanha

6 – Faça uma campanha duradoura

Uma das funções do escolhido para o cargo de zelador da ilha é atualizar um blog com notícias sobre o dia a dia das atividades. O vencedor postará também vídeos e imagens do local. Ou seja, a campanha ainda tem potencial.

Mancada da Pepsi

Ainda a respeito das campanhas publicitárias, o Wall Street Journal publicou nesta quinta-feira (23) matéria sobre a pisada na bola da PepsiCo na divulgação do Gatorade, a segunda bebida mais vendida da empresa em receita, atrás apenas da Pepsi-Cola.

Segundo a reportagem, a empresa lançou em janeiro uma enorme campanha de reformulação da marca nos Estados Unidos, que simplificou o rótulo da bebida para apenas “G”. Comerciais de TV, anúncios impressos e online perguntavam aos consumidores “o que é G?” , ao mesmo tempo em que o tradicional símbolo do raio encolheu nas embalagens da bebida.

A ideia era fazer a marca ficar “descolada”, mas o resultado foi desastroso. O volume vendido de bebidas da companhia na América do Norte caiu 6%, puxado pelo fraco desempenho do Gatorade, que perdeu uma fatia de 4,5% do mercado de isotônicos e teve queda no volume de 17,5% no primeiro semestre, período em que a campanha teve destaque.

Ontem, Indra Nooyi, a executiva indiana que comanda a empresa e já foi eleita algumas vezes  pela revista Forbes a mulher mais poderosa do mundo, teve que se justificar aos analistas. Em conferência, reconheceu que não deve alcançar a expectativa de vendas da bebida este ano e não soube dizer se aposta em uma recuperação. Além disso, afirmou que a empresa deve lançar outra campanha para a bebida, focada apenas nas pessoas que fazem exercícios.

Veja como foi a mudança no logo da marca:
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E você, costuma usar a internet nas suas campanhas?

Pensa em mudar o logo da sua empresa?

Pagamento em cheque ou cartão? Qual você prefere?

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Enquanto o volume de pagamentos com cartões de crédito e débito cresceu de maneira significativa desde 2005, a utilização de cheques despencou neste período. Mas esse cenário deve mudar. As lojas, principalmente as pequenas e médias, já estão se mobilizando para incentivar a volta dos cheques, segundo reportagem da Folha publicada no último sábado. Isso deve acontecer por conta dos preços cobrados pelas operadoras de cartões no Brasil — Visanet, que detém exclusividade para credenciar a bandeira Visa, e Redecard, que tem a licença Mastercard. A matéria informa que enquanto a inadimplência final nas vendas com cheques está ao redor de 2,5% sobre a receita, as taxas das administradoras de cartões ficam em torno de 5%.  “De cada R$ 100 vendidos com cheque, o lojista recebe R$ 97,50. Nas vendas com cartão, o lojista fica com R$ 95.”

Ainda segundo a reportagem da Folha, enquanto o governo estuda mudar a legislação para estimular mais competição no mercado dominado pelas duas empresas, as varejistas já estão estimulando o uso do cheque com promoções e condições especiais para clientes que utilizam o cheque como forma de pagamento.

E você, prefere receber pagamento em cheque ou cartão?

Tem feito alguma coisa para minimizar o impacto das taxas das operadoras de cartões?

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