Contraste a olhos vistos
Quanto mais se vive, mais se aprende, já dizia minha avó. E mesmo tendo apenas cursado a faculdade da vida em muitos momentos ela tem mesmo razão. Esta semana, fui de mala e cuia para Rio Verde, em Goiás, em busca de informações para uma grande reportagem que estamos preparando aqui na revista. Chegar lá já é uma aventura que dura, entre escalas e conexões, nada menos do que seis horas. Praticamente o mesmo tempo que os portugueses levam para viajar de Lisboa a Natal, no Rio Grande do Norte.
Rio Verde é um dos eldorados do centro-oeste do país, uma das cidades mais prósperas, com um PIB per capta alto e muito dinheiro circulando, fruto do agronegócio (www.rioverdegoias.com.br). Mas, se por um lado o progresso é claro, com a tecnologia de ponta ditando as regras nas lavouras e nas granjas, em alguns pontos a cidade se assemelha aos mais provincianos municípios.
Com bagagem e equipamento de trabalho, fomos surpreendidas, eu e a fotógrafa, com a ausência de um serviço simples: táxi no aeroporto. Isso mesmo. O aeroporto, que mais parece uma precária rodoviária (foto) fica distante do centro e conta boa parte do tempo apenas com a oferta de moto táxi. Cá pra nós, seria impossível cruzarmos longas distâncias na garupa de uma moto. Para quem está acostumada com as mordomias da maior metrópole do país, a surpresa é grande. Passado o primeiro impacto, fica aqui uma sugestão a quem deseja empreender e está em busca de uma oportunidade rentável: que tal oferecer um serviço de táxi de qualidade, com carros bem conservados, taxímetro aferido - esse é outro detalhe, a maioria lá prefere combinar a corrida a usar o tal aparelhinho – e pontualidade? A empreeitada não é nada difícil, já que Rio Verde conta apenas com dois vôos diários e demanda garantida, pois os aviões chegam e decolam lotados. Vale a pena pensar!











