Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor

Arquivos da categoria ‘Franquias’


Cinco razões para comprar uma franquia

O setor de franquias deve crescer 14,5% neste ano, segundo estimativas da Associação Brasileira de Franchising (ABF). É muito mais do que a previsão de crescimento da economia brasileira, que deve ficar estagnada neste ano, conforme previsão de economistas de bancos brasileiros. Não há dúvida de que o mercado de franquias é promissor. Pequenas Empresas fez, inclusive, diversas matérias mostrando as oportunidades do setor. Entre elas, 50 franquias para abrir no interior e Franquias internacionais buscam parceiros no Brasil. Muitas redes estão com planos ambiciosos de expansão no ano que vem, é o caso da Mundo Verde, Pakalolo e Wizard, entre outras. Confira abaixo, cinco razões para comprar uma franquia. (mais…)

Abrir uma franquia: liberdade ou fantasia?

shutterstock_36129196

Há muitas pessoas que depois de qualquer decepção no mundo corporativo imaginam  que abrir seu próprio negócio é a melhor opção para se livrar de todas as amarras e frustrações do mercado de trabalho. Comprar uma franquia, então, parece ainda mais simples. É como tentar se animar em um dia meio cinza com um enorme pote de sorvete, só que você acaba sentindo o peso das calorias no dia seguinte.

(mais…)

Antes de abrir uma franquia, que tal consultar outros franqueados da mesma rede?

Pronto! Você já poupou dinheiro suficiente, escolheu um nicho de mercado e está preparado para ter seu negócio próprio! Digamos que sua ideia é abrir uma franquia. O próximo passo seria consultar a empresa escolhida e descobrir que requisitos cumprir para ser um franqueado. Antes de seguir para esta etapa, uma conversa sincera com donos de unidades da loja que você pretende abrir pode te ajudar a evitar erros e entrar com mais segurança no negócio.

É como quando você está se mudando para uma casa nova e conversa com futuros vizinhos para saber se a vizinhança é tranquila. Ou quando é hora de comprar um carro novo e consulta os amigos para pedir ajuda na escolha da melhor marca com base nas experiências que ouvir.

Mas quais são as perguntas que não podem faltar para um colega franqueado? O site ALLBusiness listou dez questões que são obrigatórias na conversa com outros franqueados. Confira as dicas:

1. Você está feliz com seu franqueador?
Peça para seu colega franqueado detalhar o que o deixa contente ou não com a rede.

2. Quanto tempo demorou para você ter retorno do seu investimento?

Pergunte a si próprio se você tem condições psicológicas e financeiras de passar por este período sem lucros.

3- Em cerca de quanto gira o seu lucro e quais eram suas expectativas sobre ele?
É difícil perguntar para uma pessoa quanto ela ganha, mas pode ser mais difícil ainda descobrir sozinho – com a experiência própria.

4- Seu franqueador fez estimativas corretas do capital de giro que você precisaria?

Pior do que ter surpresas com os ganhos, é se surpreender com as despesas!

5- Seu franqueador te deu algum treinamento? Se sim, foi o suficiente para aprender a gerenciar seu negócio?
Tudo bem que muitas coisas aprendemos na prática, mas quanto mais teoria você tiver antes de mergulhar no seu negócio, melhor!

6-Você teve alguma taxa ou custo que não estava previsto? Se sim, quais foram?
Além do capital de giro, é bom ter certeza de qual deve ser seu capital inicial.

7- A região que você alcança com sua franquia é suficiente para atender seus objetivos?

Se o ponto escolhido pelo seu colega for parecido com o seu e tiver um público similar ao redor dá para ter uma ideia se é um bom local ou não . Repare também a que distância estão os concorrentes mais próximos
8- Existe alguma restrição aos produtos que você vende? Você é obrigado a designar um vendedor com alguma qualificação especial?
Vamos pensar em uma farmácia. Além da licença para os remédios, a figura do farmacêutico sempre deve estar presente. Certifique-se das necessidades que sua franquia terá.

9- O seu franqueador dá o tanto de suporte que ele prometeu que daria?
Principalmente se você for marinheiro de primeira viagem, vai precisar de conselhos constantes. Certifique-se de que seu franqueador estará sempre pronto para atendê-lo.

10- Qual a experiência em negócios, nível de estudos e habilidades que você já tinha antes de abrir sua franquia?

Pergunte também se toda essa experiência foi fundamental na abertura da franquia ou apenas um detalhe. Às vezes, ele também pode te indicar livros e sites que ajudem na preparação para a vida de franqueado.


E você? Conversou com alguém que já atuava no seu nicho de negócios antes de experimentar a vida de empreendedor? Qual outra pergunta você faria para um colega franqueado antes de abrir sua franquia?

Vale a pena comprar uma franquia?

O preço é caro. Além de todos os custos de montagem do negócio, há que se pagar uma taxa de adesão, royalties mensais, taxa mensal de publicidade e, a cada pouco renegociar o contrato, sendo que muitas redes cobram uma nova taxa de franquia no momento dessa renovação. Ainda assim, será que vale a pena?

Bem, se você é um empreendedor que tem experiência em montar um negócio sozinho, talvez não valha a pena. Além de desembolsar fortunas você vai se irritar com o fato de ter de seguir uma série de diretrizes que talvez não sejam as que você seguiria se estivesse em voo solo.

Mas se você nunca montou negócio algum, a franquia começa a valer a pena. Afinal, o índice de mortalidade delas é bem mais baixo do que um negócio tradicional. Segundo o Sebrae, 80% dos negócios fecham antes dos cinco anos de vida. Nas franquias, esse percentual cai para 15%. Isso se deve a uma série de coisas, principalmente:

Treinamento – O fato de você gostar de cozinhar para os amigos não significa que seja capaz de tocar um restaurante.

Assessoria financeira – A menos que você tenha estudado administração, vai precisar de alguém que o ensine a cuidar do caixa, a dimensionar as compras e os estoques, a planejar as contas a pagar e dimensionar o capital de giro. Finanças são o ponto fraco da maioria das empresas que vão à falência.

Assessoria para encontrar um bom ponto comercial – Um ponto ruim põe tudo a perder. Mas como avaliar um local? Como saber se é caro demais? Uma boa rede de franquias ajuda nas respostas.

Branding  –  O nome já consagrado de uma rede é meio caminho andado para o sucesso, pois é claro que uma marca consolidada vale mais do que mil iniciantes.  As boas redes investem não só em novos produtos, mas também no marketing e na publicidade que atrai consumidores.

Eis o caminho das melhores franquias do Brasil

Sempre que me perguntam qual franquia comprar recomendo começar a pesquisa pelo anuário Melhores Franquias do Brasil, editado pela equipe da Pequenas Empresas. Não é para puxar sardinha, não. É que o levantamento é o mais completo do país. As redes são avaliadas em diversos quesitos, como crescimento do faturamento, expansão das lojas e, principalmente, o grau de satisfação dos franqueados. Eles são ouvidos em pesquisa sigilosa e quem melhor do que o franqueado para nos dizer como andam os negócios?

Se uma rede não está no anuário, já desconfio. Sinal de que não disponibiliza seus dados, não tem transparência, não se deixa avaliar. Ok, o sistema de pontuação tem suas falhas, mas é o único disponível no país e tem melhorado ano após ano, graças aos esforços da equipe da  Serasa Experian, empresa responsável por coletar e cruzar os dados.

Pois bem. A temporada para participar do próximo anuário está aberta até sexta, dia 27. Para participar, basta entrar no site www.serasaexperian.com.br/franquias/2009.  Se você é um executivo de rede, apresse-se. Se é um franqueado, confira se a direção da rede está ciente da importância de participar. E se é um candidato a adquirir uma franquia, vá até uma banca de jornal e compre o anuário 2008/2009. O próximo, 2009/2010, só sai em junho.

Wraps cresce em 2008, mas diminui o ritmo de expansão

 

No post de ontem, vimos como foi o ano de 2008 e o que se espera para 2009 na rede de idiomas Yázigi. Hoje, conversei com Marcelo Ferraz, sócio da rede de alimentação Wraps, com 11 restaurantes. Segundo ele, o ano de 2008 foi bom. As lojas já estabelecidas tiveram aumento de 30% no faturamento e 20% no número de clientes. Uma segunda rede surgiu: a Go Fresh, fast food de saladas e grelhados, com duas lojas, uma delas prestes a abrir as portas.

 

“O saldo foi positivo”, diz Marcelo. “Mas decidimos diminuir o ritmo de abertura de novas lojas em 2009 e trabalhar no controle de custos, aumentando a rentabilidade dos pontos já existentes”. O que motivou a decisão não foi o temor de que diminuam os clientes, pois segundo Marcelo os preços do Wraps são competitivos e tiveram pouca variação durante o ano. O que mais pesou na decisão foi o valor dos pontos comerciais, que ele acredita que cairão, e o custo dos financiamentos, que andam encarecidos. É através de crédito, principalmente para compra de máquinas, que se dá a expansão da rede.  

 

“No final do primeiro trimestre teremos uma noção melhor de como será o ano. Então, pode ser que voltemos à expansão em ritmo acelerado, negociando novos pontos. Enquanto isso, vamos colocar ordem na casa, vamos aproveitar para racionalizar os custos, diminuir os desperdícios, procurar novos ingredientes, fazer mais com menos.” É isso aí.

Em 2008, a rede Yázigi cresceu 15%; 2009 requer cautela

 

Perguntei a alguns empresários como tinha sido o ano de 2008 e o que eles esperavam de 2009. Alexandre Gambirásio Silva, comandante da rede de franquias de ensino de idiomas Yázigi, disse que o saldo final de 2008 foi muito positivo, com um crescimento de 15% no faturamento bruto da rede. Novas franquias foram abertas e o número de alunos aumentou. O setor, segundo ele, foi até agora pouco afetado pela crise.

 

“Se houver aumento da taxa de desemprego, então veremos uma retração nos gastos com serviços e varejo em geral. Por enquanto, isso ainda não ocorreu e é a principal variável que temos que observar”, diz ele. “As escolas de idiomas têm seu período mais forte de matrículas no início de cada semestre. Para nós, isso significa que o volume de alunos novos e rematriculados até 31 de março será uma forte sinalização do que deverá ocorrer no ano. Se as matrículas se mantiverem relativamente estáveis, a tendência é que nosso segmento tenha um ano menos impactado pela crise. Portanto, estamos de olho no primeiro trimestre!”

 

Gambirásio diz que começará 2009 com cautela, mas sem pessimismo. “Quando nos deparamos com uma crise o importante é não ficar com excesso de medo e de pensamentos negativos. Afinal, quanto mais se pensa na crise, mas ela potencialmente cresce. Por outro lado, também não se pode desprezar a crise e assumir que passaremos por ela sem arranhões, mesmo que a empresa esteja forte e bem posicionada. Ou seja, o discurso das “marolas” adotado pelo presidente Lula foi demasiado otimista e ingênuo”, diz ele.

 

Segundo Gambirásio, o Yázigi vai adotarar um orçamento mais conservador em 2009, mas manterá a meta de vendas relativamente ousada: a previsão é de abrir ao menos 15 escolas novas em 2009 e comercializar mais 25 a 30 franquias para abertura em 2010, quando a rede completa 60 anos. Maravilha!

 

O lucro nas franquias

Recebi um email do leitor Marcos Almeida com uma dúvida sobre franquias. Ele está pesquisando redes, pois pretende ter seu próprio negócio, e se deparou com uma informação no nosso Guia de Franquias. Ali, pedimos para os candidatos perguntarem às redes sobre a existência ou não de um pró-labore nas projeções feitas em relação ao prazo de retorno/lucratividade. Isso porque muitas redes não levam em conta a remuneração do dono do negócio. O dono ficaria com o lucro.

Mas e se o franqueado precisa pagar suas contas e o arroz-feijão que põe no prato? Nesse caso, ele estará comendo o lucro, o que significa que não verá o tal retorno do investimento feito. Mas isso não inviabiliza o negócio? - questiona o leitor Marcos. E aí vai a resposta: Sim e não. Tem gente que acha que tudo bem viver assim, do lucro, sem jamais conseguir reaver o investido. É o que o mercado de franquias chama de “comprar uma vaga de trabalho”. E tem gente que, ao avaliar os números, considera o investimento ruim e desiste daquela franquia. Tudo depende do que se quer, das expectativas de cada um.

Na contramão

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) em parceria com o Sebrae, serviço de apoio às micro e pequenas empresas, realizará a partir de junho um trabalho bem diferente. Escolherá entre as integrantes de incubadoras dirigidas pelo Sebrae duas empresas com perfil para expandir seus negócios sob o sistema de franchising. A ABF fará não só a formatação da nova franquia, como a lançará no mercado. A iniciativa segue na contramão do mercado, já que a maioria das empresas pensa não uma, mas dezenas de vezes, quais as chances que teria se enveredasse pelo universo da franquia. Os escolhidos têm mais é que comemorar, pois já dão o primeiro passo com muito mais segurança.