Papo de Empreendedor

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O brasileiro é conservador na hora de empreender?

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O brasileiro (ainda) tem um conceito sofrido sobre empreendedorismo. E essa concepção está arraigada na cultura e em nosso histórico de sociedade. Digo isso, baseado no subtexto do intrigante artigo sobre os Mitos do Empreendedorismo, escrito pelo colunista Marcos Hashimoto para a edição de setembro da PEGN. O professor do Insper aproveita uma matéria da The Economist sobre as crenças norte-americanas para comparar as diferenças entre o que pensam as pessoas nos EUA e no Brasil em relação ao tema. Além das visões na maioria das vezes opostas, chama atenção nas entrelinhas a raiz cultural desse desacordo.

Em resumo, os estrangeiros acreditam em um estereótipo bem ao gosto do cinema, um jovem, heróico, inovador, que constroi um império na garagem e atrai o capital de risco apenas por seu arrojo e ideias revolucionárias. Por aqui, de acordo com Hashimoto, o empreendedor é visto como uma figura já experiente, que tem de se associar a pessoas com capacidade para tornar a ideia realidade e, com frequencia, luta contra a falta de recursos. Mitos à parte, se pararmos para refletir sobre essas disparidades, percebemos que nossa educação nas últimas décadas reforçou a falta de iniciativa empresarial.

Em primeiro lugar, toda uma geração — talvez duas — de classe média cresceu sob a crença de que ser funcionário público era o ápice da vida profissional. Ou que para ter futuro garantido fora dos auspícios estatais só mesmo médicos, engenheiros e advogados. Do mesmo modo, estudar e tocar um negócio próprio se mostravam incompatíveis lá pelos anos 1970 e 1980. Ainda mais estudar para ter uma empresa, o que bate de frente contra o cânone da estabilidade. Esse modo de pensar se consolidou apoiado em décadas de planos econômicos, crises, hiperinflação, burocracia e ditadura.

Mesmo quando analisamos as histórias mais conhecidas de empresários de sucesso brasileiros, vemos que o empreendedorismo não foi bem uma escolha, mas uma condição de vida. Toda essa carga de luta e sacrifício vivida mesmo pelos empreendedores natos reforçou a ideia do negócio próprio como uma espécie de plano B. Ou seja, o escape de uma carreira num beco sem saída, uma opção ao desemprego ou ainda a única oportunidade de ficar rico — isso após ficar sem perspectiva de crescimento dentro da “firma”. Pensar em satisfação pessoal ou profissional ainda passa longe da cabeça da média dos trabalhadores.

Essa visão sobre empreendedorismo, felizmente, começa a mudar a partir da geração dos atuais trintões e, sobretudo, com a geração Y, espelhada nos exemplos e oportunidades da era digital. Por isso, se enxergar uma oportunidade e se atirar à ela lhe parece ainda uma opção radical de vida, talvez seja hora de repensar os conceitos. Ainda dá tempo de se adaptar aos novos tempos.

E você, o que pensa sobre o assunto?

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Os custos de ter um funcionário sedentário

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Despesas referentes a problemas de saúde de um funcionário sedentário podem chegar a cerca de 330 dólares por ano, segundo o jornal The Physician and Sportsmedicine, destinado a médicos que tratam do equilíbrio entre saúde e exercícios físicos. Esse valor não inclui custos indiretos, como a compensação por ausência no trabalho, perda de produtividade ou doenças crônicas causadas pelo sedentarismo, como diabetes e alguns tipos de câncer.

A Universidade da Carolina do Leste, nos Estados Unidos, disponibiliza em seu site uma ferramenta que permite estimar essa perda através de um rápido teste, disponível apenas para empresas norte-americanas. De acordo com a instituição, um aumento de apenas 5% nas atividades físicas pode reduzir significativamente os custos com cuidados de saúde e  perda de produtividade. Kristin Wehner, colunista de saúde da revista Entrepreneur, reuniu cinco dicas de como oferecer qualidade de vida aos seus funcionários.

Confira:
1) Dê o exemplo: Na hora de apoiar os cuidados com a saúde dos funcionários, as organizações mais bem sucedidas contam com o exemplo de superiores e dos que estão há mais tempo trabalhando na empresa.

2)  Faça avaliações: Pesquisar sobre os interesses dos funcionários e fazer avaliações dos riscos de saúde pode ajudar a descobrir quais as necessidades da força de trabalho de sua empresa. Você pode começar com medições de peso e pressão sanguínea, por exemplo.

3)  Forneça treinamentos: Dê todo apoio para que os funcionários deixem a rotina sedentária. Investir no desenvolvimento de programas e treinamentos para eles ajuda bastante.

4)  Crie um ambiente de trabalho saudável: Não adianta fixar um papel na parede divulgando que sua empresa apóia a qualidade de vida. Faça crescer uma cultura organizacional que valorize ações como horário de trabalho flexível, licença maternidade e paternidade, e regras para fumantes.

5)  Estimule as atividades físicas: Você não precisa construir uma super academia dentro da empresa, mas pode criar um programa próprio de exercícios. Incentivar o uso das escadas no lugar de elevadores e criar um grupo de ciclistas são algumas sugestões que podem render bons frutos.

E a sua empresa? O que faz para estimular a prática de atividades físicas?

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Saiba quais são os oito mitos do marketing

O especialista em marketing Mark Stevens, autor de 24 livros sobre o assunto e CEO da consultoria MSCO, listou os oito  mitos que envolvem as ações das empresas. Veja o que ele levantou:

Mito 1: Fazer qualquer estratégia de marketing é melhor do que não fazer nada
Segundo Stevens, essa é uma visão simplista. Se não forem pensadas e desenvolvidas com um objetivo, ações de marketing podem representar um grande desperdício de dinheiro.

Mito 2: Propaganda e marketing são a mesma coisa
“Balela”, diz o especialista. Propaganda é comprar espaços em veículos de comunicação para divulgar uma mensagem. Isso pode ser importante para o marketing ou irrelevante, dependa da empresa e dos objetivos.

Mito 3: Uma boa ação de marketing apresenta a empresa e/ou  produto como bonito, criativo e sexy
“Quem disse isso?”, pergunta Stevens. Segundo ele, os profissionais de marketing que dizem e fazem isso não se preocupam com ROI (retorno de investimento). “Eles só querem posar gênios criativos”, diz. Algumas das melhores ações de marketing usam infomerciais de produção barata e depoimentos de pessoas reais.

Mito 4: Boas estratégias de marketing são feitas por executivos muito bem pagos que se dizem especialistas em anúncios
Essa é a grande razão do fracasso das maiorias das campanhas, segundo Stevens. O processo de criação deve ser reverso, definido no ponto de venda, e só então levado aos executivos. “Somente os vendedores conseguem identificar o que é realmente necessário para vender”, diz Stevens.

Mito 5: Vendedores não participam das ações de marketing

O especialista reconhece que existe uma grande diferença entre vender e divulgar. Mas se uma ação de marketing não levar em conta o que pensam os vendedores, o resultado será bem abaixo do esperado.

Mito 6: É possível ter uma ótima equipe de venda apenas com treinamento
É muito difícil transformar uma pessoa ruim de vendas em um bom vendedor. Descubra quem são os bons vendedores e ofereça boa remuneração para mantê-los na equipe, afirma Stevens.

Mito 7: As melhores agências são aquelas com muitos prêmios
Se você quer aumentar as vendas, escolha as agências que acreditam que boa estratégia de marketing é a que custa pouco e tem alto ROI (retorno de investimento), segundo Stevens. Normalmente, as agências que acreditam nisso não ganham muitos prêmios, diz.

Mito 8: A boa ação de marketing é baseada em dois números: o percentual pré-definido da receita da empresa que será investido e o retorno pré-determinado das ações de marketing direto
Cada caso é um caso. Segundo Stevens, regras são para os colégios e resultados para os especialistas. “Não acredite se uma agência afirmar que uma ação de marketing conseguirá no máximo 1% de ROI”, diz. “Se isso acontecer, tente alcançar10%.”

Vídeo na mala
Ainda sobre o mesmo assunto, o jogador de golfe Michael Allen inaugurou mais uma plataforma de divulgação. Ele autorizou a exibição de imagens em uma tela de LCD acoplada em sua bolsa, que também é utilizada para carregar seus tacos. Agora, além da camiseta e do boné, o atleta também comercializa os anúncios exibidos na sacola. Veja como ficou:
golf

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Divulgação em plataformas diferentes também interessa aos empreendedores. Veja qual eles consideram a melhor na nossa rede

Rede social de moda? Esse negócio promete…

bymk2A internet sempre nos surpreende com negócios criativos e inovadores. O último que conheci atende pelo nome de byMK. Trata-se de uma rede social na internet onde as pessoas entram, preenchem um cadastro gratuito e passam a brincar de montar looks de moda. Para montar um look esportivo ou de festa, por exemplo, basta arrastar com o mouse, a partir de um menu de opções, roupas e acessórios de diferentes cores e marcas.

Os números da brincadeira impressionam: Em dois anos de funcionamento, já são 22 mil pessoas cadastradas e mais de 200 mil visitantes diferentes ao mês. Perto de 250 mil looks já foram montados. 96% dos usuários são mulheres, 76% entre 15 e 30 anos. E elas ficam em média 30 minutos à frente do computador, montando looks.  

O negócio surgiu, segundo os sócios Renato Steinberg e Flavio Pripas, por acaso. Amigos e ex-diretores da área de TI em bancos, eles construíram nos finais de semana uma plataforma que pudesse ser usada pelas esposas, ambas da área de moda, Karen Steinberg e Marcela Pripas (de onde surgiu o nome byMK). Com o tempo, a dupla se deu conta de que a rede social poderia dar dinheiro e decidiu deixar a vida de executivo para abraçar a de empreendedor. Como a rede gera receita? Através de anúncios e promoções. 

Ali, há algo como 250 mil produtos, de 900 marcas diferentes. Se alguém procura por um vestido para montar um look, o software apresenta randomicamente as opções. Então, se uma confecção quer que seus vestidos apareçam na pesquisa, ela pode pagar para que isso aconteça. Tal qual faz o Google, o byMK cobra por click sobre as imagens e o custo depende do valor a ser investido, variando de R$ 0,84 a R$ 1,20 por click (sim, se você tem produtos na área de moda, a rede pode ser uma boa ferramenta de divulgação, com valores acessíveis e você só paga se alguém clicar no seu produto).

Há outras modalidades de publicidade e também é possível bancar concursos, onde o melhor look ganha um prêmio. A empresa tem pelo menos um equivalente internacional,  a Polyvore. Mas, estando no Brasil, consegue arregimentar as empresas de moda e lojas brasileiras. Até já promoveu um encontro de usuárias e reuniu, segundo Renato, 80 delas numa loja de sapatos em São Paulo. O negócio ainda está nos primórdios, mas Renato e Flavio estão confiantes. O byMK promete.

Abaixo, o look criado pela usuária N@nda.

byMK - Comunidade de Moda: Aniversário byMK

Transforme seu livro independente em um grande negócio

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Quem gosta de escrever – e tem algo escrito – sempre acaba esbarrando em um problema essencial na realização do sonho de ser um escritor: ser publicado. Ser iniciante pode prejudicar a aceitação por uma grande editora – a recente crise econômica também desestimula a contratação de novos talentos  - e custear uma impressão independente pode ser dispendioso.

Para salvar os escritores diletantes de uma morte na frustração, surge o site Clube dos Autores, uma parceria I-Group, empresa especializada em planejamento estratégico digital, e o A2C, empresa de tecnologia e design digital. O utilitário online proporciona que qualquer pessoa disponibilize suas criações literárias para compra em demanda: exemplares só são impressos de acordo com o número de pedidos.
No próprio site o autor pode fazer sua capa e determinar quanto quer ganhar de direitos autorais sobre cada cópia.

Mas ter uma obra disponível não significa que ela será comprada. “O erro do escritor é achar que é só escrever o livro e esperar a fama”, afirma Ricardo Almeida, um dos criadores do site e diretor da I-Group.

O próprio Clube oferece dicas de como tornar seu livro um bestseller – ou quase isso. E não pense, empreendedor, que só os amantes da literatura têm espaço nele. Muitos dos livros mais vendidos são técnicos – como administração e economia. Então, se você tem boas teorias, histórias de vida, do seu negócio, é um bom momento para testar seu lado escritor sem prejuízo.

Abaixo, nós listamos algumas dicas para tornar seu livro um bom negócio – depois de escrito, claro.

1) Crie uma audiência: Sendo um livro independente, dificilmente você conseguirá um espaço nobre nas vitrines das livrarias. Com a internet, fica mais fácil divulgar seu título. Crie um blog e inicie uma rede de contatos. Utilize redes sociais – como Orkut e Facebook – para tornar seu livro conhecido. E cative sua audiência: responda a comentários e e-mails. Evite ser chato e insistente demais.

2) Seja criticado: É bom que pessoas tenham lido seu livro e falem a respeito na internet ou em outros veículos. Obviamente é melhor se essas críticas forem positivas, mas ainda assim alguma resenha “mais ou menos” ajuda a criar um burburinho a respeito do livro. Convença amigos blogueiros conhecidos a fazer críticas sobre sua obra e dar entrevistas também ajuda.

3) Divulgação indireta:
Use o seu livro como parte de sua assinatura no e-mail. Presenteie ou sorteie exemplares para sua audiência.

4) Faça um lançamento oficial:
Mesmo que você não queira gastar dinheiro, fazer um lançamento oficial de sua obra pode dar uma guinada nas vendas iniciais. Almeida disponibiliza uma apresentação no site do Clube de como encontrar o formato ideal do seu evento.

Todas essas dicas estão organizadas no próprio site do Clube dos Autores. Mas mesmo que você se torne o livro de cabeceira de muitos brasileiros, lembre-se que é necessário um esforço constante para manter seu nome e obra conhecidos.

O que não fazer em uma apresentação

Causar uma boa impressão pode garantir ótimos negócios. Preparação e prática são fundamentais na hora de apresentar suas ideias para empresários e executivos, e organizá-las num arquivo de PowerPoint é tão comum quanto eficiente se for bem feito.

Em recente coluna no site Business Week, o coach em comunicação para empresas Carmine Gallo deu dicas bem humoradas de como causar uma má impressão fazendo uma péssima apresentação. Se quiser impressionar, não cometa nenhum dos 15 erros que ele descreve.

Como fazer uma péssima apresentação

1. Cometa erros de ortografia: Não checar a escrita das palavras demonstra completa falta de cuidado e atenção. Se você não se importa o suficiente para por à prova a sua apresentação, sua audiência vai ficar menos interessada em você e na sua mensagem. É a forma mais fácil de parecer amador.

2. Crie combinações de cores que causem distração: Azul e verde são as mais difíceis de ler.

3. Use fontes inconsistentes: Designers profissionais de PowerPoint usam duas, no máximo três, estilos de fontes numa apresentação inteira. Mas porque parar por aí? Há centenas de tipografias disponíveis, mas usar várias no mesmo slide pode prejudicar o entendimento da mensagem.

4. Use uma fonte muito pequena: Se você quer deixar as pessoas malucas, diga algo como: “Eu sei que vocês não conseguem ler isso, mas se conseguissem eis o que diria…”

5. Insira fotos distorcidas esticadas para caber no tamanho do slide: Imagens usadas em PowerPoint devem ter pelo menos 900×720 pixels. Designers começam com imagens maiores e diminuem seu tamanho para caber no slide. Se você quer parecer ruim, encontre imagens de tamanho 200×300 pixels e estique-as para caber no slide. Sua qualidade ficará péssima.

6. Pareça completamente e totalmente desinteressado: Carmine Gallo comenta uma conferência da qual participou em que o palestrante não havia sequer preparado uma apresentação e tinha apenas algumas anotações escritas à mão. O maior problema foi que ele se perdia no meio das notas, remexendo nos papéis, e perguntou duas vezes ao mediador: “Quanto tempo ainda me resta?”. As pessoas na plateia acharam tão terrível que começaram a se entreolhar e rir.

7. Pareça desarrumado: Se quiser causar uma péssima impressão, use uma calça jeans desbotada, sapatos gastos e sujos e uma camisa manchada.

8. Leia todas as palavras de cada slide: Melhor ainda, vire as costas pra o público e leia  seus slides palavra por palavra.  Não tem coisa melhor para entendiar  a plateia.

9. Não se importe com um plano B: Se você precisa usar a internet para mostrar um site, não se preocupe em capturar uma imagem da página para caso a conexão não funcione. Assim, você não saberá o que dizer quando a internet falhar. Já imaginou que situação chata?

10. Não pratique: Nem um pouco. Praticar uma apresentação em voz alta dá trabalho e faz com que você pareça polido, mas é garantia de que o assunto vai fluir melhor e no tempo certo.

11. Chame atenção para os seus erros: Se você quer mostrar total falta de preparo, diga algo como: “Ops, não tenho ideia de como este slide veio parar aqui”.

12. Comece com uma piada ofensiva e sem graça: Metade das pessoas vai sair da apresentação imediatamente e você terá conseguido causar uma péssima impressão logo de cara.

13. Use animações doidas: Deixar o texto simplesmente desaparecer gradualmente é muito simplista. Especialmente quando o PowerPoint oferece as funções “saltar”, “bumerangue” e a temida “nêutrons”, que faz as letras circularem descontroladas.  Todas farão a plateia ficar com dor de cabeça.  A simplicidade, muitas vezes, é a melhor opção.

14. Use desenhos de clip art: Por  que gastar dinheiro com fotos de alta-resolução de um serviço de banco de imagens quando há muitos desenhos ordinários e sem custo que farão sua apresentação parecer um projeto de escola?  O acabamento - até em uma apresentação - faz toda a diferença.

15. Use softwares de apresentação antigos: PowerPoint 2003 serviu seu propósito (foi usado por anos). Mas não há comparação com o PowerPoint 2007, que é uma ferramenta simplesmente melhor e mais robusta. Darla Wigginton, uma designer expert em PowerPoint e diretora de criação da eVision Design em São Francisco, diz: “Quando o [PowerPoint] 2007 foi lançado, ele assustou o mundo do design, pois o usuário comum poderia criar coisas realmente impressionantes”. Por que assustar os designers profissionais?  Fique com as versões mais antigas e  perca a atenção da sua plateia.

Dez dicas para não tornar o almoço de negócios indigesto

Seja para fechar acordos ou estreitar laços, o almoço de negócios é prática comum entre empreendedores, embora nem todos saibam como se portar durante a ocasião.  Abusar do consumo de álcool, deixar o convidado pagar a conta, falar sem descanso e escolher restaurantes de comidas exóticas são apenas algumas das gafes que podem colocar tudo a perder. Por isso, se você acha que etiqueta empresarial é sinônimo de frescura, é melhor rever seus conceitos. Com bom senso e atitudes simples é possível causar boa impressão. Abaixo estão dez dicas para que você se saia bem e tire de letra o encontro.

1) O convite
O ideal é propor o almoço com, no mínimo, três dias de antecedência. Quando o convite é feito em cima da hora, as chances de não ser aceito aumentam.  Ao invés de convidar por e-mail ou por terceiros, telefone. É mais simpático. Ao ligar, diga qual será o motivo do encontro. Pergunte também se o convidado tem preferência por algum tipo de culinária ou alguma restrição alimentar.

2) O restaurante
Fuja de restaurantes exóticos ou que não conhece. Prefira um ambiente tranquilo e que não seja barulhento. A localização também é importante e deve ser de fácil acesso.

3) Chegue no horário
Saia com antecedência do escritório. Leve algo para ler, caso tenha que esperar pelo convidado. Se isso acontecer, não demonstre imapaciência. Lembre-se que seu papel é deixar o convidado confortável.

4) Mulheres
Elas devem tomar cuidado redobrado.  Ao cumprimentar o outro, beijo e abraço estão vetados. O aconselhável é dar um aperto de mão. O visual deve ser sóbrio. Nada de decotes generosos, saias muito curtas e maquiagem carregada.

5) Celular
Se você é do tipo que mantém o telefone 24 horas ligado, faça um esforço e desligue-o. Não há nada mais desagradável do que falar no celular enquanto o convidado olha com cara de paisagem. Se está esperando uma ligação importante, avise antes para a outra pessoa. Deixe o aparelho no vibracall e  jamais coloque-o em cima da mesa.

6) Boas maneiras
Se não sabe enrolar spaghetti com a colher, não importa o quanto seja fã da massa, peça outro prato. Assim não correrá o risco de passar por constrangimentos como, por exemplo, derramar molho na roupa ou ter que cortar a pasta com o garfo ou dentes. Fique atento às boas maneiras. Não fale de boca de cheia.  A ordem de uso dos talheres é de fora para dentro e o guardanapo deve ficar no colo. Se houver algo errado com os pratos, reclame discretamente para o maitre. Ao reconhecer um amigo, não vá até a mesa dele para conversar. Faça um aceno ou aproxime-se quando estiver de saída.

7) Bebidas
Evite álcool. Geralmente, ele deixa as pessoas mais desinibidas e o risco de falar bobagem aumenta. Entretanto, se o convidado quiser, por exemplo, beber um vinho, fica feio não acompanhá-lo. Nesse caso, tome até duas taças, intercaladas com a ingestão de água.

8) Negócios
Não fale  de negócios enquanto almoçam. O ideal é tratar sobre o assunto na hora de pedir a sobremesa ou o cafezinho. Durante o almoço, o papo deve ser leve. Alterne a conversa e permita que o acompanhante fale. Pergunte o que ele está lendo ou o que gosta de fazer. Não faça perguntas sobre a vida pessoal.

9) Conta
Quem convidou paga a conta . A regra serve também para as mulheres. Caso o acompanhante peça para dividr, recuse educadamente. É deselegante fazer comentários a respeito do valor cobrado.

10) Duração
Para não cansar o convidado, o encontro não deve ultrapassar duas horas. O anfitrião indica o término.

E você leitor, acha bobagem se preocupar com etiqueta empresarial? Já passou por alguma saia justa durante um almoço de negócios? Dê a sua opinião!

Excesso de confiança pode inibir novas ideias

Em sua última coluna na revista The New Yorker, o jornalista britânico Malcolm Gladwell discute a “crise do excesso de confiança” (crisis of overconfidence, em inglês). Entitulado “Cocksure: The Psychology of Overconfidence” (Pretencioso: A Psicologia do Excesso de Confiança), o texto analisa como o cérebro administra as decisões e identifica o papel da dimensão psicológica nas escolhas que fazemos, usando como exemplo a guerra e a crise financeira mundial.

Para Gladwell, o excesso de confiança é apenas uma das causas de insucesso. Um outro ponto seria o fato de que líderes costumam basear seu comportamento em tomadas de decisões que tiveram sucesso no passado. O resultado costuma ser ideias repetidas, que não evoluem e não se modificam através dos tempos. O processo de criação fica comprometido e os líderes acabam não se adaptando aos novos cenários de mercado.

Valerie Casey, conceituada designer da IDEO, observou um exemplo claro desta situação no texto “Why Does the Best Design of 2009 Still Look Like 2000?” (Porque o melhor do design de 2009 ainda se parece com o de 2000?), publicado no site Fast Company.

Casey põe em xeque a função do design, sempre a frente das inovações e adaptações, ao expor a semelhança dos objetos premiados pelo IDSA no Prêmio Internacional de Excelência em Design, IDEA  na sigla em inglês (International Design Excellence Awards), com antigos ganhadores do mesmo prêmio. Veja as comparações feitas por ela:

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View-Master Virtual Viewer (2000) e Argus Bean Children's Digital Camera (2009)

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Diante desta realidade, Casey questiona se, com todas as mudanças sociais e econômicas dos últimos dez anos, o design atual não deveria ser muito diferente do de 2000. Ela sugere que a razão para tais semelhanças faz parte da dificuldade de adaptação que o excesso de confiança pode causar.

Ela cita Gladwell e compara este cenário ao que o jornalista britânico identifica como “ilusão de controle”, na qual acreditamos tanto em nossas decisões anteriores que “superestimamos a precisão de nosso discernimento” e repetimos aquilo que consideramos bom. No entanto, algo que foi bom no passado pode não se encaixar na realidade atual, caindo no anacronismo.

A preocupação de Valerie Casey se estende à área de negócios devido ao importante papel do design no mundo corporativo. “Designers regularmente trabalham com líderes de empresas, levando fundações e governos ao redor do mundo a resolver os mais complexos problemas do nosso tempo”, afirma.

É o momento de refletirmos sobre uma revisão de conceitos, cujo ponto crítico seria repensar nossas decisões para criar produtos diferenciados, que acompanhem as modificações do mercado. Produzir novos sucessos é muito melhor do que repaginar os antigos, o que explica a atual valorização de ideias inovadoras, habituais nas páginas da Pequenas Empresas e Grandes Negócios. O que vemos hoje é uma continuidade de tudo aquilo que já foi visto e feito. O mais difícil - e igualmente necessário - é quebrar este ciclo com novas e surpreendentes ideias.

A busca pela perfeição

Muito se diz que a pressa é inimiga da perfeição. Mas e a perfeição? Do que ela é inimiga? Zeke Camusio, empreendedor em série e dono da The Outsourcing Company (agência de marketing online), diz que a perfeição - ou a busca por ela - pode ser inimiga do seu negócio e da sua atuação como líder.

No blog do livro Toilet Paper Entrepreneur, ele afirma que o perfeccionismo excessivo nos negócios pode fazer você deixar de enxergar seus bons resultados e criar um ambiente de tensão na empresa.

Confira as dicas de Zeke Camusio para desbancar o mito do perfeccionismo e melhorar as qualidades que vão te levar ao sucesso:

Aprenda com seus erros e seja honesto sempre

Se você cometer um erro, seja honesto com seu cliente e mantenha a comunicação aberta.

Dê risada de si e seja flexível

O humor ajuda a relaxar em situações tensas.

Não menospreze talentos e conquistas

Lembre-se que seu maior crítico é você mesmo. Segundo Camusio, empreendedores que tentam ser perfeitos 24 horas por dia, sete dias por semana, não dão o devido crédito para os resultados próprios nem da equipe.

Você concorda com Camusio? A busca pela perfeição é inimiga dos negócios ou é um incentivo rumo ao sucesso?

Copa de 2014: oportunidade para empreender

Às vezes é necessário apenas um bom e inspirador sonho para mudar a vida de um empreendedor! A história de Robson Melo e Rodrio Calomeno, empreendedores da Outplan, pode exemplificar muito bem essa teoria e mostrar que as inovações mais simples são aquelas que podem trazer o maior retorno.

A Outplan é uma empresa catarinense que nasceu na década de 90 junto com a disseminação da internet e cuja missão era desenvolver softwares e websites. Porém, foi impulsionado por um sonho em uma madrugada de 2003 que Robson teve a ideia de ampliar seu escopo de atuação e atacar um mercado promissor e diferenciado: o de futebol. O que a Outplan propôs na época e hoje já implementa é um sistema de vendas online de ingressos para jogos de futebol que permite a utilização do cartão de crédito VISA, tanto para o momento da compra, quanto como meio de acesso. Ou seja, o seu ingresso não precisa mais ser impresso, o torcedor precisa apenas passar o cartão de crédito em uma catraca especial que já libera o acesso. Além de promover facilidade e agilidade a seus clientes, em alguns casos como no Palestra Itália e no Morumbi, o torcedor tem acesso a uma ala reformada do estádio com cadeiras numeradas que garante segurança, comodidade e oferece serviços diferenciados.

Todo esse conceito criado chegou a ser considerado umas das maiores inovações mundiais da Visa, além de ajudar o mercado brasileiro de futebol que apesar de possuir um enorme potencial, até então vinha sendo muito mal explorado.

Com a Copa de 2014 se aproximando, todos os empreendedores e aqueles interessados na prática devem estar atentos para grandes oportunidades de inovação que surgirão até lá. Tudo para preparar muito bem nosso país para receber milhares de torcedores, como já vem fazendo a Outplan.

Este post foi escrito por Fernanda Antunes, da área de Busca & Seleção do Instituto Endeavor, organização que apoia PMEs a maximizar seu potencial de crescimento


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