Papo de Empreendedor

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Coisas que compramos mais durante uma recessão

672133_54557551“Você não é páreo para mim”, disse um setor para a recessão. É que durante uma crise, alguns produtos tendem a aumentar as vendas.

O blog Cheapskate decidiu listar alguns destes campeões de venda.

Conheça alguns deles:

1 – Sementes

Segundo o blog, a jardinagem é uma boa maneira de aliviar o stress e, se você plantar vegetais, ainda é uma maneira de economizar dinheiro com as compras. As vendas de sementes cresceram 75% em algumas lojas durante a recessão, diz o blog.

2 - Livros de ficção

Segundo o blog, os leitores estão se afundando em histórias que, geralmente, têm um final feliz. Um levantamento da Times mostrou que, enquanto a venda geral de livros caiu, as de literatura deste tipo cresceram 13,5% no primeiro semestre do ano.

3 - Bilhetes de loteria ou jogos de sorte dos mais baratinhos também estão sendo mais vendidos desde o final de 2008. Parece que as pessoas acreditam que a recessão é uma boa hora para tentar a sorte.

4 - Ingressos de cinema

Diversão barata por pelo menos duas horas. Os filmes têm alcançado recorde de vendas.

5 - Aulas de  yoga

Segundo o blog, promoções para a prática do exercício são cada vez mais aproveitadas. É uma maneira mais barata de relaxar e aliviar o stress.

6 - Smartphones

As vendas de computadores e itens grandes de tecnologia caem, mas a de aparelhos como iPhone, Blackberry e netbooks, que são menores e mais baratos que os PCs, continuam fortes.

7- Rosquinhas

O alimento é bem popular entre os americanos e esta e outras guloseimas tem vendido mais, já que são uma alternativa de alimentação mais barata. Por causa do sucesso de vendas, uma das empresas que trabalha no setor, a Krispy Kreme, viu o preço de suas ações crescerem 56% em um único mês durante este ano.

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Crédito - Philip Brown / Corbis

8- Animais

Não há economia quando o assunto são os animaizinhos. Segundo o blog, a expectativa é que está industria fature US$ 51,6 bilhões este ano, aumento de 1,3% ante 2008. A foto ao lado é de um porquinho-da-índia de pelo longo, uma alternativa mais barata aos cães de raça. No Brasil, por exemplo, enquanto um Yorkshire pode custar até R$ 2 mil, o pequeno roedor custa em torno de R$ 70.

9 – Lanches no McDonald’s

A lógica é a mesma das rosquinhas: comida mais barata na hora do almoço.

10 - Camisinhas

Parece que ficar em casa para economizar virou uma tendência. Segundo o blog, prova disto é o aumento na venda de preservativos.

E você? Começou a comprar alguma coisa desde a recessão? E  sua empresa? Aumentou a venda de algum produto nestes tempos mais difíceis?

Nem sempre preço baixo vende mais

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Derrubar a qualidade do produto para manter preços competitivos é uma estratégia adotada por muitas empresas, eu arriscaria dizer que pela maioria, até por uma questão de sobrevivência neste país.

Foi isso que aconteceu com o pão de queijo Forno de Minas, que após ser vendido para duas empresas americanas, a princípio a Pilsbury Company e depois a General Mills, teve sua receita alterada. No entanto,  o preço menor comprometeu a qualidade do alimento e uma das marcas mais famosas da iguaria mineira viu seu mercado reduzir cerca de 50%.

Então, o pão de queijo Forno de Minas voltou para onde ele jamais deveria ter saído: para Belo Horizonte, local em que vive e ainda empreende a família Mendonça, criadora da marca e da receita. Ora, se nem paulistas, que estão logo abaixo no mapa,  conseguem fazer um pão de queijo tão gostoso quanto os mineiros, era de se imaginar que norte-americanos não conseguiriam.

Agora, a família garante que nem que fique mais caro, o pão de queijo vai voltar a sua receita original: com ovos pasteurizados, para ficarem mais amarelados, com polvilho doce, leite integral líquido e queijo! Queijo o suficiente para dar sabor de pão de queijo.

O produto reformulado deve chegar ao mercado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ainda neste mês. Nos outros estados não há previsão.

Ficamos na expectativa de um lanche da tarde mais saboroso, mas a lição já saiu do forno.

Doces negócios

Feira em Chicago traz invenções no setor de guloseimas para impulsionar lucros

Uma feira em Chicago apresentou novidades no setor de doces e guloseimas. O número de compradores na “All Candy Expo” aumentou 7% em relação a 2009. Mais de 14 mil pessoas estiveram envolvidas nos negócios da feira e 450 empresas montaram seus stands.

Durante o evento, também aconteceram várias palestras para discutir o mercado de doces. O analista do JP Morgan Jason English disse em sua apresentação que o gasto de consumidores nos Estados Unidos deve voltar aos níveis de antes da crise apenas na segunda metade de 2010, mas que o mercado deve se preparar até lá.

Para bons resultados neste período menos favorável para os negócios, o analista sugeriu que as empresas do setor reforcem os principais produtos de seu portfolio, mas que apostem em inovações.

É pensando em lançamentos inovadores que até doces para quem pratica yoga foram apresentados na feira. Confira algumas destas invenções:

 

Classy Yoga Candy

A ideia desta empresa foi inventar um doce para o público que pratica Yoga. “Assim como uma aula de yoga, este doce é cheio de bondade”. Este é o lema do fabricante, que usou na fórmula da novidade açúcar, xarope de milho, frutas indianas e especiarias (gengibre, pimenta e canela).

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Trufa de champanhe e conhaque

A aposta desta empresa foi em doces de luxo. A Anthon Berg lançou trufas recheadas de Piper-Heidsieck Champagne ou Rémy Martin Cognac. Cada sabor vem em uma caixa refinada com 12 trufas.

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Chiclete de “alta voltagem”

O chiclete da Candy Dynamics tem componentes que prometem causar uma sensação de choque na boca do consumidor. Até a embalagem incorpora o espírito “elétrico” e vem com uma grande aviso de PERIGO estampado.

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Prato antidengue


Vídeo mostra como funciona o vaso antidengue

Uma frase recorrente no mundo dos negócios é: “empreendedor é aquele que, em tempos difíceis, vende lenço enquanto todo mundo chora.”  Pois foi seguindo essa linha que o restaurador Roberto Luiz de Lima, de Belo Horizonte, criou um prato antidengue para plantas. Feito de plástico, o  produto possui uma gaveta onde a água que escorre do vaso fica armazenada e fechada. Nada de água parada dando sopa para o Aedes Aegypti. O prato é também ecologicamente correto, segundo o inventor. “Quando for regar novamente a planta, a pessoa pode utilizar essa mesma água que fica na gaveta”, diz Lima. Os pratos começaram a ser vendidos em março em floriculturas da capital mineira a preços que variam entre R$ 3 e R$ 4 a unidade. Atualmente, a produção está em  150 mil peças por mês, segundo Lima, o que dá um faturamento bruto de até R$ 600 mil mensais. Uma ideia dessas é a chamada bola pingando na área que ninguém tinha pensado em chutar para o gol. Já imaginou quantos problemas que nos rodeiam poderiam servir de inspiração para ótimos negócios como esse?

Crise: oportunidade para quem quer inovar

Joseph Schumpeter, um dos maiores economistas do século 20 e defensor da prática do empreendedorismo, já definia o empreendedor como alguém que realiza coisas novas e não necessariamente aquele que inventa. Atualmente, uma das definições mais aceitas é a de Robert Hirsch. Segundo ele, empreendedorismo “é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes…”

De forma geral, fica claro o quanto o conceito de inovação para o empreendedorismo é algo crucial. Essa inovação pode ser traduzida em novos produtos ou processos que garantem vantagens competitivas e assim, atraem novos clientes e talentos. No momento atual de crise, inovar torna-se ainda mais decisivo para o sucesso de uma empresa, esteja ela já estabelecida no mercado ou sendo criada neste exato momento.

A verdade é que ao contrário do que muitos pensam, a crise pode se tornar uma grande oportunidade para aqueles que querem criar um negócio inovador. E não faltam exemplos históricos para comprovar essa oportunidade. A Procter & Gamble, gigante multinacional com faturamento de US$ 83 bilhões em 2008 e detentora de algumas das marcas mais famosas do mundo como Pampers, Oral-b e Duracell, foi criada em 1837, ano em que estourou a bolha bancária americana. Outras empresas como HP, Polaroid, GE e Fedex também nasceram em momentos de crise econômica. Todos esses são exemplos de negócios cujos empreendedores souberam aproveitar com inteligência as oportunidades do mercado, criaram uma proposta de valor diferenciada e realmente botaram pra fazer. Para tanto, eles também foram capazes de reunir uma equipe de profissionais muito qualificada, o que pode ser uma tarefa mais fácil em momentos de crise e altas taxas de desemprego.

Portanto, sejam vocês empreendedores ou aspirantes dessa prática, saibam que mais uma vez a prosperidade econômica precisa de pessoas que sonham grande, que inovam e sabem aproveitar bem as oportunidades, mesmo que essas venham com a crise.

Este post foi escrito por Fernanda Antunes, assistente de Busca & Seleção de empreendedores da Endeavor

Spa para mães após o parto

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A empresária americana Rachel Swardson Wenham encontrou um nicho de mercado pouco explorado. Ela observou que no mercado havia inúmeros serviços e produtos para grávidas e bebês, mas não havia nada para as mamães que querem recuperar o corpo rapidamente após o parto. Por isso, ela criou a Go Home Gorgeous Postnatal Body Therapy. Durante o tratamento, feito ainda no hospital, logo depois que as mães dão à luz, Rachel usa ervas, aromaterapia e massagens. Segundo o site da empresa, o resultado são mamães mais relaxadas e que vão para casa mais bonitas. Na oferta de serviços também estão incluídas babás para cuidar dos recém-nascidos durante algumas noites, o que permite às mães descansar e se restabelecer.

Crise nas exportações abre oportunidade

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Com as exportações brasileiras caindo (leia aqui), seguindo o comportamento de outros países, as micro e pequenas empresas podem surpreender. Essa é a avaliação do analista de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) Carlos Tavares.

O ministério, em parceria com o Sebrae e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, ministrou na semana passada um curso de capacitação em exportação voltado a micro e pequenos empresários de diversos setores, em Nova Iguaçu, RJ. Tavares acredita que muitos negócios de menor porte podem alavancar seus rendimentos se conhecerem os procedimentos necessários para entrar no mercado internacional.

“O Brasil não está sendo tão atingido pela crise como diversos países (…) A pequena empresa tem maior mobilidade [que as grandes] e, conseguindo pequeno volume de crédito, pode aproveitar essa fase para conquistar novos mercados. (…) O mercado internacional tem espaço para diversos setores (…). Mas existe uma série de normas e regras que os exportadores precisam conhecer. É possível exportar tudo, basta estar preparado para cumprir as exigências do mercado internacional”.

Dados de 2007 do MDIC apontam que aproximadamente 20 mil empresas exportam, e cerca de metade são micro e pequenos empreendimentos. Contudo, suas exportações representam apenas 1,5% do volume financeiro total exportado (R$197 bi), o que Tavares considera pouco. Com esse quadro, há bom espaço para as pequenas crescerem para fora do país. Confira informações sobre os procedimentos para exportar seus produtos neste site do governo.

Uma saída mais barata para a informática

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Para as pequenas empresas que estão apostando em  informatização e querem reduzir custos, uma boa alternativa é comprar equipamentos usados ou recondicionados de grandes marcas. Além do preço reduzido, produtos de segunda mão têm garantia e suporte, que variam de acordo com a loja que os comercializa. Podem ser classificados em usados ou recondicionados.
 
Produtos usados realmente foram usados, por meses ou até anos, e estão funcionando. Quem usou geralmente troca para se modernizar, e as máquinas são vendidas do jeito que estão, com garantia relativamente curta. Os produtos recondicionados são aqueles que por alguma razão voltaram ao fabricante (o cliente não gostou, não funcionou etc.), são consertados por ele e vendidos por preço abaixo dos novos, com garantia maior.
 
O mercado tem bastante espaço para peças seminovas e em bom funcionamento, em geral retiradas de computadores que não tinham mais como serem consertados. HDs, placas gráficas, drives ópticos, impressoras, no breaks, todos com boa diferença de preço. É possível achar um monitor usado a partir de R$ 100, enquanto um novo custa no mínimo R$ 300. A IBM, por exemplo, tem uma página de internet que é exclusiva para anunciar seus equipamentos usados.
 
O maior problema desse ramo é que muitos não depositam confiança em produtos usados ou recondicionados, e acham que não vale a pena o risco. Você apostaria nessa saída?

Maridos e esposas

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Você já ouviu as expressões “marido de aluguel” ou “esposa de aluguel”? Os títulos bem humorados referem-se a profissionais que se propõem a oferecer soluções para diferentes problemas domésticos.
Os “maridos” são homens que resolvem problemas de manutenção doméstica, como encanamentos entupidos, consertos de móveis (na edição de março da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios há uma reportagem sobre um empreendedor que criou a empresa “Pra que marido?“). Não menos nobre, o trabalho das “esposas” consiste em oferecer serviços equivalentes ao de uma
governantas. Elas administram, por exemplo, o abastecimento da dispensa ou a compra de utensílios de cama, mesa e banho. Diante das inúmeras piadinhas e insinuações que ouvem, esses profissionais deixam claro que a lista de serviços oferecidos não inclui TODOS os papéis de um marido ou de uma esposa. Mas isso não chega a incomodá-los. Ao contrário, funciona como uma bela estratégia de marketing para seus negócios.

Lucrando com a crise

Outro dia, assistindo à palestra dos colegas Kátia Simões e Wagner Roque, sobre empreendedorismo na FAAP, fiquei intrigado com a seguinte frase da Kátia: “muitos dos grandes empreendedores começaram seus negócios ou lucraram muito durante uma crise”. Ela até lembrou as palavras de Sam Walton, fundador do Walmart, sobre a crise de 1991: “eu pensei e tenho certeza que eu não vou participar dela”.

Assistindo alguns vídeos engraçados no Youtube encontrei um vídeo da Snuggie (que pode ser visto logo acima), uma empresa que vende manta com mangas. Isso mesmo, uma manta com mangas! Esse vídeo confirmou a teoria que mesmo nos períodos de crise as empresas podem lucrar. A Snuggie está usando a crise como um meio de lucrar, pois seu slogan é “ficar aquecido sem gastar”. A empresa já lucrou US$ 60 milhões e com um pouco de criatividade e senso de oportunismo encontrou seu lugar ao sol. O vídeo que a Snuggie divulga seu produto virou febre no Youtube e usuários fazem suas próprias versões do vídeo.

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