Papo de Empreendedor

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Empresa amplia licença-paternidade por conta própria

Depois da ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses a partir de 2010 - que não é válida para as empresas optantes do Simples Nacional -, tramitam no Congresso quatro projetos de lei que prevêem mais dias de folga também para os papais. Se o tema vai ser aprovado é difícil saber, mas uma empresa já se adiantou. A consultoria e prestadora de serviços em engenharia e TI Chemtec, fundada com capital nacional em 1989 e vendida ao grupo Siemens em 2001, oferece licença-paternidade de 15 dias aos seus colaboradores desde 1º de outubro. O praxe é oferecer apenas cinco dias corridos. A folga ampliada vale tanto para pais biológicos quanto adotivos, segundo a empresa. Com a licença-maternidade, a Chemtec fez a mesma coisa. Desde maio de 2007 as funcionárias da empresa podem se ausentar por seis meses após o nascimento de seus filhos. E você, é a favor da ampliação da licença-paternidade ou acha que os custos de uma ação como a da Chemtec são muito elevados para uma pequena empresa?

O que motiva um empreendedor?

Eis uma pergunta com muitas respostas. Mas vamos procurar uma que tenha algum embasamento, buscando a famosa pirâmide de Maslow como referência. Abrahan Maslow propôs, em 1943, a Teoria da Motivação Humana, uma obra que virou referência no mundo da psicologia. Segundo ele, há uma hierarquia de necessidades a serem preenchidas e, conforme a pessoa satisfaz uma delas, tenta alcançar outra e mais outra.

Então, assim que supre suas necessidades fisiológicas (ter o que comer, onde dormir e com quem fazer sexo), a pessoa parte para a conquista da segurança (física, financeira, de saúde). Quando isso é satisfeito, surge um buraco a ser preenchido: a necessidade de ser amado (por amigos, por um companheiro, pelos filhos). Depois, vem a auto-estima e a vontade de conquistar o respeito e a confiança dos demais. Por fim, a auto-realização, a busca por um conhecimento maior sobre si e o mundo.

Que tal transportar essa mesma pirâmide para o mundo empreendedor? Foi o que eu fiz. Na base, teríamos as necessidades de sobrevivência do negócio (pagar as contas, gerar dinheiro). No patamar seguinte, viria a necessidade da empresa ter identidade própria, de fincar bases sólidas no mercado. Depois, a vontade de que o negócio tenha visibilidade social e seja identificado como algo de valor pelo mercado. Conseguido isso, surgiria a questão: qual o meu papel de empresa cidadã junto à comunidade? O que posso fazer para devolver um pouco do que conquistei para a sociedade? Por fim, no estágio final, o empreendedor seria tomado por uma vontade enorme de deixar um legado, de deixar algo positivo e importante como saldo de sua passagem pelo mundo. Alguns, por exemplo, abraçam a sustentabilidade como bandeira. Outros, a política e as entidades de classe.

Diariamente encontro empreendedores motivados em diferentes estágios dessa pirâmide, que acabei adaptando das teorias de Maslow. Qual o seu estágio?

Você sabe delegar?

Você sabe delegar?

Você anda sem tempo para planejar o futuro da empresa, rever estratégias ou garimpar novos clientes? Então pode estar sofrendo de um mau crônico entre muitos empreendedores: dificuldade na delegação. Com a centralização excessiva, muitas empresas patinam, patinam, e mal saem do lugar. Culpa de empresários que, em vez de se dedicar às estratégias do negócio, dedicam quase todo tempo às picuinhas do dia-a-dia. Um teste elaborado pelo RH Portal ajuda identificar se esse é seu caso. Descobriu que seu desempenho deixa a desejar? Abaixo, algumas dicas para delegar mais e melhor.

  • Delegue tarefas completas

É muito mais prazeroso completar uma tarefa por inteiro do que se incumbir de pedaços de diferentes tarefas. Trocando em miúdos: com a delegação de processos completos, crescem as chances de o trabalho sair bem feito.

  • Esclareça suas expectativas

Ao delegar uma tarefa, deixe clara sua importância e quais são os resultados esperados, as eventuais dificuldades previstas e os prazos envolvidos nas diferentes etapas do trabalho.

  • Capriche no treinamento

Treine os funcionários para que dêem conta das novas tarefas. Depois não se esqueça de dar apoio nos momentos de dificuldade. Só não vale cair na tentação de, para poupar tempo ou evitar erros, fazer o trabalho no lugar deles. É importante reconhecer que tropeços são muitas vezes essenciais para o processo de aprendizado.

  • Seja flexível

Reconheça que seus funcionários podem dar conta de suas tarefas de formas diferentes ou até melhores que as suas..

  • Reconheça o trabalho alheio

Ao elogiar em alto e bom tom o trabalho bem feito, você não só motiva o autor da tarefa como ajuda a criar bons padrões de desempenho entre outros empregados.

Apostila para os doentes

Entende-se que a área de Recursos Humanos das empresas serve, entre outras coisas, para cuidar do bem estar dos funcionários. Mas nem sempre é assim. Uma amiga me contou recentemente que a companhia onde trabalha, um escritório de pequeno porte, distribuiu entre os funcionários uma apostila de seis páginas para impor regras aos doentes.

Veja só: quem não puder ir trabalhar, deve ligar para a empresa até as 9h30 no máximo e falar com o chefe imediato ou com alguém do RH, para explicar a natureza da doença. Os recados não podem ser transmitidos a colegas. Assim, se o doente ligar e seu chefe ainda não tiver chegado, deve deixar um recado em sua caixa postal. Ah, recados deixados por familiares também não valem. E caso o mal-estar dure mais de um dia relatórios telefônicos sobre o desenvolvimento da doença são obrigatórios. Ao regressar ao trabalho, o empregado terá que preencher um formulário explicando detalhadamente a doença e submeter-se a uma entrevista com seu chefe direto sobre o tema.

Não preciso nem dizer que os funcionários estão falando mal desse RH para todos os seus conhecidos. Me parece senso comum que funcionários impossibilitados de trabalhar avisem seus superiores de suas ausências. Será mesmo necessário fazer uma apostila para isso? Acho que a medida causou mais insatisfação do que qualquer outra coisa.

Jornada de trabalho intensiva

É verão no hemisfério norte e para que as pessoas possam aproveitar melhor os dias quentes e ensolarados algumas empresas espanholas passaram a adotar o que chamam de jornada intensiva. Adeus à siesta. Em vez de pegar no batente às 10h, fazer uma pausa entre 14h e 17h para comer e dormir e trabalhar novamente até as 20h ou 21h, alguns espanhóis vão trabalhar das 7h/7h30 até às 15h/15h30 durante os próximos meses. Segundo reportagem do jornal El Economista, 40% das empresas na Espanha adotam a jornada intensiva no verão. Não há dados que mostram se a produtividade se mantém, aumenta ou diminui, mas que muita gente vai ficar feliz ao sair do trabalho ainda com o sol alto, isso vai. Difícil dizer se medida semelhante funcionaria no Brasil, até porque na maior parte do território brasileiro é verão o ano inteiro, mas fica a idéia. Mais uma sugestão: há empresas grandes, como a Microsoft, que dão meio dia de folga para seus funcionários no dia do aniversário. Quem não ficaria feliz em poder aproveitar o dia do próprio nascimento de uma forma diferente?

Balada verde

O primeiro clube noturno ecologicamente correto do Reino Unido abrirá as portas no próximo dia 10, no Bar Surya, em Londres. A notícia é do tablóide britânico Daily Mail. A maior atração da casa é a pista de dança, que, embalada pelo bate-pé dos baladeiros, ativa geradores capazes de fornecer 60% da energia elétrica do local. O clube também vai reciclar a água utilizada e servir drinks orgânicos. A entrada vai custar 10 libras (R$ 31,60), mas quem chegar a pé, de bicicleta ou transporte público entra de graça.
Novidade? Nem tanto. Em setembro, Roterdam, na Holanda, também terá seu clube com pista geradora de energia elétrica. Mais um sinal de que iniciativas verdes podem ajudar muitas empresas a ganhar visibilidade e se diferenciar da concorrência.

O Dia do Manto Sagrado

Equipe motivada

Quer uma idéia para animar o pessoal? Veja essa da Ci&T, empresa de tecnologia de Campinas que retratamos na edição de agosto de 2007 da Pequenas Empresas & Grandes Negócios. A Ci&T é especializada em desenvolvimento de softwares e é a única empresa brasileira a constar entre as 100 melhores de tecnologia da revista americana Fortune.

Celeiro de novidades, a Ci&T criou o Dia do Manto Sagrado. Todo dia 15 os funcionários, tanto homens quanto mulheres, são convidados a trabalhar com a camisa do seu time do coração. A idéia para descontrair o ambiente foi de um dos sócios, César Gon. E a coisa pegou. Além de camisas dos grandes times, há quem use aquela velhinha, do time da escola, do Tabajara Futebol Clube, da seleção canarinho, da Argentina e por aí vai. E, claro, tem quem leve bandeira, urso verde…. uma festa. Bacana, né?

Não se trata só de dinheiro

O salário não é o único argumento para reter talentos. Uma pesquisa realizada pela empresa inglesa City and Guilds mostra que os funcionários levam em conta outros aspectos além do dinheiro. De mil entrevistados, 57% disseram que continuam no emprego porque têm grande interesse pelo que fazem, 56% ficam onde estão porque têm bom relacionamento com os colegas de trabalho e 48% valorizam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Uma parcela também razoável, de 44%, diz que o dinheiro as mantêm na atual função. Fica a dica. Para reter os profissionais talentosos vale a pena investir em bom ambiente de trabalho e não só em salários altos. Na página que apresenta os resultados da pesquisa há alguns conselhos para os empregadores (em inglês). Confira!

Benefícios em alta

Competir com empresas maiores na busca de bons funcionários nunca foi fácil.E prepare-se: a situação está ainda mais difícil. Estudo divulgado neste mês pela consultoria Hay Group, realizado com 113 grandes companhias, mostra que os peixões do mercado estão apostando cada vez mais alto na concessão de benefícios. Alguns exemplos: entre 2004 e 2007, cresceu de 89% para 93% a quantidade de empresas que oferece planos de previdência privada aos empregados. No mesmo período, aumentou de 31% para 45% a parcela que concede mensalmente o auxílio alimentação, com a distribuição de cestas básicas ou vales para compras. A parcela que custeia parte da educação de dependentes dos funcionários subiu de 8% para 11%. Além disso, atualmente, 68% das empresas bancam parte dos cursos de idiomas, graduação ou MBAs de seu time (não há dados anteriores para comparação).
No universo pesquisado, 80% complementam os benefícios concedidos pelo INSS em caso de afastamento por doença. Dessa forma, não há redução na renda do empregado afastado. Três anos antes, somente 73% faziam o mesmo. Outro dado: 88% oferecem celulares a seus funcionários com cargo de gerência para cima, em comparação com 73% em 2004. Conclusão: talvez esteja na hora de você também caprichar mais para os benefícios para não perder funcionários para a concorrência.

Apostila para os doentes

Entende-se que a área de Recursos Humanos das empresas serve, entre outras coisas, para cuidar do bem estar dos funcionários. Mas nem sempre é assim. Uma amiga me contou recentemente que a companhia onde trabalha, um escritório de pequeno porte, distribuiu entre os funcionários uma apostila de seis páginas para impor regras aos doentes. Veja só: quem não puder ir trabalhar, deve ligar para a empresa até as 9h30 no máximo e falar com o chefe imediato ou com alguém do RH, para explicar a natureza da doença. Os recados não podem ser transmitidos a colegas. Assim, se o doente ligar e seu chefe ainda não tiver chegado, deve deixar um recado em sua caixa postal. Ah, recados deixados por familiares também não valem. E caso o mal-estar dure mais de um dia relatórios telefônicos sobre o desenvolvimento da doença são obrigatórios. Ao regressar ao trabalho, o empregado terá que preencher um formulário explicando detalhadamente a doença e submeter-se a uma entrevista com seu chefe direto sobre o tema. Não preciso nem dizer que os funcionários estão falando mal desse RH para todos os seus conhecidos. Me parece senso comum que funcionários impossibilitados de trabalhar avisem seus superiores de suas ausências. Será mesmo necessário fazer uma apostila para isso? Acho que a medida causou mais insatisfação do que qualquer outra coisa.