Papo de Empreendedor

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Arquivos da categoria ‘Sustentabilidade’


Cinco minutos para mostrar sua ideia

Como você apresentaria a sua ideia de negócio em apenas cinco minutos? Ontem, 19 de julho, oito empreendedores enfrentaram esse desafio durante a 3ª edição do Start-up Lab, um evento organizado pela Artemisia, entidade que apoia negócios sociais, em conjunto com o The Hub, um espaço dedicado ao trabalho coletivo (coworking). Não eram projetos convencionais. Todos buscavam um modelo lucrativo que pudesse ao mesmo tempo ter como pilar a inclusão social ou a preservação do meio-ambiente. Ou ambos. Fiz parte da banca avaliadora, ao lado de empreendedores experientes, investidores e acadêmicos de algumas das melhores universidades do país. (mais…)

Erros comuns ao tentar fazer um negócio ecossustentável

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Esses dias li no Twitter a seguinte frase: “Sustentabilidade é a nova paz”. O autor da frase fazia referência à crescente busca pelo substantivo mas que, em não poucas vezes, é uma demanda fadada ao erro. Fiquei com isso na cabeça, afinal, depois dessa frase eu não pude deixar de imaginar as misses ao redor do globo discursando seus desejos de sustentabilidade, entre a enumeração de suas habilidades cujas utilidades são questionáveis ao levá-las ao status de misses.

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Vale a pena ser sustentável

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Há dez anos, adotar práticas voltadas à preservação do meio ambiente era algo impensável para muitos empreendedores. Porém, a escassez de recursos naturais fez com que as empresas passassem a levar a sério questões ligadas à sustentabilidade. Hoje, o tema tem sido debatido em companhias de todos os portes e é possível encontrar soluções inteligentes sem aumentar as despesas e nem diminuir os lucros. Quem ainda insiste em ignorar a questão pode vir a ter problemas, já que a tendência é o surgimento de leis cada vez mais rigorosas. (mais…)

Sustentabilidade de ponta a ponta

O Walmart Brasil lançou um desafio a alguns de seus fornecedores: tornar seus produtos sustentáveis de ponta a ponta, desde a fabricação até o momento do descarte. Todos os participantes foram grandes empresas, porque a ideia era trabalhar com marcas conhecidas pelo grande público, mas as ações podem servir de inspiração para pequenos negócios. Segundo o presidente da rede de hipermercados, Héctor Nuñez, as alterações dos produtos vão desde redução ou alteração do tipo de embalagem e matéria-prima utilizada, optando por opções recicláveis ou certificadas, à diminuição no consumo de energia, água e dos resíduos sólidos gerados. Para o desenvolvimento dos produtos sustentáveis, o Walmart ofereceu suporte técnico aos fabricantes, por meio do Centro de Tecnologia de Embalagens (Cetea), ligado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), do governo de São Paulo.

Conheça os produtos que surgiram com essa iniciativa: (mais…)

Livro sugere formas de educar as empresas para a sustentabilidade

livro_sustentabilidadeO empresário paranaense Rodrigo da Rocha Loures, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), lança hoje o livro Sustentatibilidade XXI – Educar e inovar sob uma nova consciência. Publicada pela Editora Gente, a obra analisa o atual comportamento das empresas em relação à sustentabilidade e aponta maneiras de educá-las para que incorporem a responsabilidade socio-ambiental aos negócios. No capítulo 5 do livro, Loures detalha as aplicações práticas de sustentabilidade adotadas por sua empresa, a Nutrimental, fabricante de barras de cereais.

Sustentabilidade XXI – Educar e Inovar sob uma nova consciência
Autor: Rodrigo da Rocha Loures
Editora Gente
Preço: R$ 59,90
256 páginas

Tem uma boa ideia na área de tecnologia limpa? Eis a sua chance

Competições de planos negócios são uma forma interessante de viabilizar uma ideia quando não se tem dinheiro. Ali costumam estar reunidos investidores, interessados em apostar nas pessoas e projetos que pareçam mais promissores. Se você tem uma ideia na área de tecnologia limpa, corra para o site da Clean Tech Open e faça sua inscrição.

Podem participar projetos de todo o mundo que envolvam conceitos inovadores de tecnologias, produtos ou sistemas capazes de solucionar problemas energéticos ou ambientais. Para participar, basta preencher um formulário pela internet.

Se aprovada, a ideia passará para a próxima fase e deverá ser apresentada, em 5 minutos, para uma platéia de 3 mil pessoas em São Francisco, Estados Unidos. Estarão presentes juízes e também investidores, comunidade científica e jornalistas.

O vencedor levará U$ 100 mil para viabilizar seu projeto. As inscrições encerram-se em 15 de outubro. Para saber mais e inscrever-se, clique aqui. Boa sorte!

O mercado promissor do 3D

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O site da Entrepreneur publicou este ano uma nota com 10 setores, que apesar de todo o pessimismo da recente crise econômica, estão crescendo de forma impressionante. Entre os citados o setor de serviços, lojas de descontos, redes de fast food e netbooks são alguns deles. O mais interessante nessa lista é o mercado 3D. Isso mesmo! Os filmes, salas e equipamentos para produzir material 3D estão movimentando a economia – com números que saltam ao rosto do espectador.

Segundo matéria da Folha de São Paulo publicada em setembro deste ano, há em torno de 3 mil cinemas americanos com equipamento para projeção 3D. No Brasil, o número ainda é módico, apenas 75 salas até a data de publicação da reportagem. No país, o cinema 3D foi responsável por um crescimento de 55% na bilheteria nacional – que passou de R$108 milhões para R$143 milhões de julho de 2008 para julho de 2009.

Se os lucros são altos, o gasto para se ter uma sala de cinema 3D também é. A instalação de uma sala normal custa em média R$200 mil, enquanto a 3D, R$500 mil.

E engana-se quem pensa que a técnica ficará restrita apenas às salas de projeção. Atualmente já se pensa em usar o 3D em jogos de vídeo-game e transmissões televisivas. O produtor Jerry Bruckheimer, em entrevista para a revista Galileu de setembro, acredita no incrível potencial do 3D. “Sim, o futuro do negócio do cinema passa pelo 3D”, afirma.

E se levarmos em consideração as empresas que trabalham na manufatura e na criação dos equipamentos para uma projeção desse tipo – a câmera, o filme e o projetor são todos diferentes dos aparelhos usados em uma sessão 2D – podemos colocar mais algumas grandes cifras nessa conta. Não precisa nem dos óculos de lentes coloridas para enxergar que os números só tendem a crescer.

Marketing responsável

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Enquanto os bancos no mundo todo encaram o estigma de serem o epicentro da crise econômica internacional, a unidade holandesa do ING criou uma ação de responsabilidade social bastante generosa para a imagem da marca. Os clientes que assinarem contratos de financiamento imobiliário ganham a chance de ajudar famílias de Bangladesh e da Índia a construírem suas casas próprias.

Funciona assim: o cliente doa 300 euros e o banco, outros 300. Para maximizar o impacto do projeto, o ING fez parceria com a ONG holandesa Wereldfoundation. Ao invés de simplesmente dar o dinheiro, a entidade oferece microcrédito a micro e pequenos empreendedores que já tomaram recursos de microcrédito para os negócios antes e mostraram-se financeiramente responsáveis. Como o dinheiro volta para a ONG com os pagamentos, mais pessoas podem ser beneficiadas com novos empréstimos para construir suas casas.

Uma idéia simples e eficiente, tanto para melhorar a imagem da instituição financeira quanto para melhorar a vida das famílias beneficiadas! Você já parou para pensar que ações socioambientais simples e de baixo custo a sua empresa e os seus consumidores poderiam fazer em conjunto?

Eco-cliente é bom?

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Em um artigo publicado na revista eletrônica dedicada à sustentabilidade da Harvard Business School, HBR Green, o professor e consultor Steve Bishop alerta as empresas para o perigo de focar ações de marketing e desenvolvimento de novos produtos na clientela ecologicamente engajada.

Segundo ele, mirar nesse consumidor não funciona por dois principais motivos:
- Companhias já bem estabelecidas podem perder sua base de compradores ao mudar a estratégia. A maior parte dos consumidores quer satisfazer as suas necessidades antes de levar em conta às necessidades do planeta. E, frequentemente, os produtos verdes não atendem às exigências da maioria das pessoas.

- As pequenas marcas segmentadas, que realmente atraem o público ambientalista, dificilmente atingem a grande massa. Essas empresas ficam presas em uma espécie de gueto verde – virtuoso, porém limitado.

Para Bishop, a solução é simples: ao invés de focar em um nicho verde, foque em comportamentos verdes que todas as pessoas comuns podem adotar. Ele acredita que as empresas interessadas na sustentabilidade não devem se preocupar em oferecer produtos verdes, e sim soluções para o cotidiano dos consumidores que também façam sentido para o meio ambiente.

O que você, leitor do nosso Papo de Empreendedor, acha disso tudo? Já pensou em alguma maneira de deixar o seu negócio mais sustentável e ajudar a sua clientela a fazer o mesmo? Conte para a gente!

Hambúrguer sem culpa

Até bem recentemente as redes de fast food iam na contramão da corrente de sustentabilidade e refeições saudáveis. Seja por sorte ou por uma incrível visão de futuro, em 1961, o americano George Propstra inaugurou a rede Burguerville com conceitos bastante atuais: a compra de matéria-prima somente de produtores locais e a formatação do cardápio de acordo com os alimentos da estação.
Hoje com 39 restaurantes, a marca exibe a sustentabilidade como diferencial para atrair a clientela. Além de garantir a compra local de carne e queijo livres de hormônios, a cadeia adotou práticas como a reciclagem do óleo (de canola, que é mais saudável) utilizado nas cozinhas, investimento em um programa de energia eólica, a compostagem dos restos de alimentos e a reciclagem dos demais resíduos.
Para ter a consciência socioambiental limpa, os consumidores da Burguerville aceitam pagar mais por seus hambúrgueres, batatas-doces fritas e milk shakes de abóbora. Se até as cadeias de fast food – historicamente vilãs do meio ambiente e da boa saúde – estão revolucionando seus modelos, o que você poderia fazer para tornar a sua empresa mais sustentável e mais vendedora?

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