Papo de Empreendedor

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Arquivos da categoria ‘Tecnologia’


Pequenos negócios mais informatizados

Eu estava aguardando com certa ansiedade a divulgação, ontem, da pesquisa Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae em São Paulo. O levantamento se propôs a revelar o nível de informatização no segmento. Para mim foi uma grata surpresa saber que 75% dos pequenos negócios possuem computador e 71% usam a internet como ferramenta de gestão. Há dez anos, só 7% acessavam a internet e 16% tinham o equipamento.
A minha ansiedade tinha um claro motivo. É que junto com a repórter Fernanda Tambelini estou preparando uma matéria para a edição de janeiro da revista Pequenas Empresas sobre como os serviços de internet banking podem ser úteis, assim como os cuidados que devem ser tomados com relação à segurança. E os dados do Sebrae mostraram que estamos no caminho certo. A informatização nas micro e pequenas empresas é crescente, o que torna fundamental tirar o melhor proveito possível dos investimentos feitos.
De acordo com a pesquisa, mais da metade dos empresários (54%) ouvidos afirma que pretende investir até R$ 4.000 na área de informática ao longo de 2009. Segundo o estudo, 49% dos entrevistados resolvem atualmente algum tipo de serviço bancário pela web, como acompanhamento de extrato, pagamento de contas e tributos. Na matéria, mostraremos que muitas outras operações podem ser realizadas e o que cada uma das dez maiores instituições financeiras comerciais do Brasil oferece às empresas pelo seu internet banking.
 
 
 

 

Aos desenvolvedores, os sapatos

 

Tem algumas pessoas que acham oportunidades em momentos peculiares. Os desenvolvedores de games, por exemplo, tiveram uma semana bem agitada. Tudo para criar jogos em que era possível acertar um sapato em George W. Bush. Inspirado pelo ataque ao presidente dos Estados Unidos pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi. E foram rápidos, para não perder tempo e nem a piada, que colocaram os jogos logo no dia seguinte. Também apareceram animações, como uma no estilo “Matrix”, em que Bush se movimenta como o personagem Neo para escapar de sapatos. No blog da revista “Wired”, há uma lista de animações e jogos gratuitos que simulam o ataque do jornalista. Há, por exemplo, um vídeo que o jornalista dá lugar a personagens de “Os Três Patetas”, cheio de tortas.
No site Sockandawe.com, o internauta tem 30 segundos para acertar Bush com sapatos o maior número de vezes possível – mesma meta de Bush Shoe Throw. Já Bush´s Boot Camp é um pouco mais agressivo: nele, também é possível atirar no presidente, enquanto ele recebe sapatadas. Mas, mesmo assim, se bater uma crise de consciência dá para o estado de saúde de mr. Presidente na barra no topo da tela. Alguns desses jogos tiveram mais de 20 milhões de usuários. De fato, eles aproveitaram muito bem o momento.

Importação paraguaia legalizada?

Está sendo analisado no Congresso um projeto de lei que regulariza a importação dos produtos eletroeletrônicos vindos do Paraguai. No início do mês, o Senado aprovou um projeto que cria o chamado Regime de Tributação Unificada (RTU) para as mercadorias originárias do país vizinho que entram no Brasil via terrestre.

O projeto prevê a cobrança de um único imposto que pode variar entre 11% e 42,25%, dependendo do produto. A medida visa substituir a cobrança separada de diferentes taxas, como o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e a Contribuição de Integração Social (PIS). Para pequenas e médias empresas, está previsto um volume máximo de importação anual, no valor de R$ 240 mil. Como a votação no Senado alterou o texto, o projeto agora será novamente votado na Câmara.

O governo acredita que assim combaterá o contrabando. As estimativas federais apontam que entram no país produtos que somam sete vezes mais o valor oficialmente declarado. Já os empresários da indústria do setor alegam que a medida só prejudicará a produção nacional, que gera divisas para o país, além de empregos, claro.

Depois de toda essa loooooooonga explicação, vamos ao que realmente interessa: a sua opinião a respeito. Afinal, pequenos e médios varejistas e pequenos e médios fabricantes de eletroeletrônicos serão diretamente afetados caso a lei entre de fato em vigor. Como nenhuma lei é perfeita, você acha que esse projeto pode trazer mais benefícios ou desvantagens ao país?

Crise? Que crise?

 

 Tem gente que enxerga oportunidade em qualquer período. Em meio a turbulência econômica mundial, Gary Cige, 28 anos, criou o site Zilok destinado às pessoas que querem alugar seus itens pessoais para conseguir um dinheirinho extra em caixa. Aí vale tudo: aquela bolsa Prada, a câmara fotográfica ou até mesmo o par de patins que você já acumulou poeira em seu armário.

 Um membro do site que reside em Paris alugou suas lentes para câmara fotográfica algumas vezes e ganhou cerca de 800 euros (R$ 2.700) em nove meses. Outro membro conseguiu em torno de 600 euros (R$ 2.000) em quatro meses ao alugar câmara, patins e videogame. Cige diz que o site fica com cerca de 5% dos negócios e ele afirma ter crescido cerca de 25% ao mês. E espera aumentar ainda mais com a tão famosa-e-assustadora crise.

Eu fiquei pensando que os sites de aluguel de equipamentos, bolsas e até automóveis são uma boa alternativa para quem têm dificuldades de fazer com que as contas fechem no fim do mês. E pode ser uma boa opção para os empreendedores. Será que essa moda pega no Brasil?

 

No ar, mais uma rede social

Esses dias vi que a Air France e a KLM lançaram a rede social para todos os passageiros. E dei uma olhada para ver como funciona. Eu achei bem bacana. Batizada de Bluenity, ela funciona como uma ferramenta para compartilhar dicas sobre hotéis, restaurantes e compras em qualquer parte do mundo. E ainda permite que os viajantes das duas companhias troquem informações sobre os itinerários de viagem e podem receber atualizações sobre os itinerários de outros passageiros. Por exemplo, se é a sua primeira vez que vai para Paris e você não arrumou companhia, pode encontrá-la na rede e acertar detalhes ou, simplesmente, combinar para fazer um passeio, dividir um táxi ou combinar a ida a um restaurante. É uma espécie de Orkut!

A rede também tem um espaço de compartilhamento das dicas de outros viajantes e de funcionários da Air France e da KLM que viajam o mundo. Além disso, é possível fazer reservas on-line diretamente pela rede social. Isso prova a grande influência das redes sociais. Já que um número grande de pessoas confia, cada vez mais, nas experiências dos outros para conseguir informações. Para se inscrever no Bluenity, é gratuito e está disponível em inglês, francês e holandês. Não deixa de ser uma boa idéia para quem tem negócios relacionados a turismo. O que acham?

Empresas usam rede social, tipo Orkut, como ferramenta de RH

Acabo de ler duas reportagens sobre redes sociais, cada uma com um enfoque diferente. A primeira, de Viviane Maia, da revista Pequenas Empresas (edição de novembro/08) mostra que as empresas estão usando as redes como ferramenta de marketing, para se relacionar com clientes, lançar produtos, apaziguar reclamações. Ela juntou dezenas de dicas de especialistas sobre o que fazer e o que não fazer.

A segunda reportagem fala do uso das redes sociais como ferramenta de RH. No texto “Orkut Corporativo”, (pág. 48 da revista B2B de setembro/08), Thiago Borges mostra que empresas como Coca-Cola e Oi têm ferramentas para a criação de blogs e páginas pessoais, tipo Orkut, penduradas em suas intranets. A rede social da Oi, inclusive, chama-se Oikut. Ali os funcionários fazem seu perfil, postam fotos, vídeos e blogam textos. Contam coisas do trabalho e também de suas vidas, hobbies, passeios etc. Mas o que pensar disso? Bobagem? Uma distração que pode minar a produtividade dos funcionários?

Esses pensamentos ocorrem, claro, a qualquer administrador. Mas Thiago apresenta dados estatísticos: segundo ele, um estudo conduzido pela consultoria IDC, feito com 2.400 funcionários de 17 países, mostrou que 16% são jovens hiperativos que usam celular com câmera, telefonia sobre IP e redes sociais. E em cinco anos, eles serão 36% da força de trabalho. Esses jovens não separam a vida pessoal da profissional. Uma rede social interna, teoricamente, poderia ajudá-los na produtividade - não o contrário. Arrisco dizer que talvez ajudasse até a retê-los na empresa, pois é sabido que eles não ficam muito tempo em emprego algum. E aí? Você acha que a moda pega? Será que logo logo muitas empresas terão seus Orkuts internos?

Obama e tecnologia

Ontem, fiquei presa em frente à televisão para ver a apuração das eleições americanas. Queria ver quem ganharia - lógico - mas também fiquei surpresa às novas tecnologias que foram apresentadas na TV americana. A CNN, por exemplo, mostrou a repórter Jessica Yellin diretamente de Chicago para comentar sobre a festa programada para a vitória do democrata Barack Obama, eleito o novo presidente dos EUA. Mas ao invés de mostrar a imagem de Jessica em um telão ou em uma tela dividida como é comum em coberturas do gênero, a CNN “colocou” a repórter ao vivo em pleno estúdio, por meio de um recurso holográfico. Foi surreal. No melhor estilo ficção científica. O efeito é parecido com o da princesa Lea, de Star Wars. Para quem não viu, vale ver.

Aliás, tecnologia foi o forte dessas eleições. Principalmente, quando o assunto é Obama. Ele apostou forte nas redes sociais para dizer as estratégias de campanha. E aí, usou o YouTube, MySpace, Facebook e todos os portais colaborativos. Na noite de domingo, o então candidato democrata colocou um vídeo no YouTube com várias promessas para tecnologia. No discurso, Obama prometeu duplicar fundos federais para pesquisa básica e implementar uma taxa de crédito permanente para pesquisa e desenvolvimento. Ele também discutiu planos para leis antitruste mais severas e propostas como abrir fóruns para comentários públicos, sugestões e perguntas e respostas gerais sobre legislações pendentes; melhorar padrões de velocidade de banda larga; aumentar investimentos em energia renovável e colocar dados governamentais on-line em formatos acessíveis universalmente. Acho que está mais do que na hora dos políticos brasileiros começarem a pensar mais em tecnologia e principalmente em como oferecê-la aos cidadãos.

Wi-Fi nos aeroportos – agora vai?

Demorou, mas chegou. Logo teremos internet gratis nos principais aeroportos do país. Pelo menos é o que a Infraero promete para o próximo ano. Não faz o mínimo sentido não termos livre acesso à web enquanto esperamos os vôos – por sinal, geralmente atrasados. Eu ficava pensando cá com os meus botões: se até em uma simples cafeteria em São Paulo é comum encontrar o serviço de banda larga sem fio, sem pagar nada, por que o mesmo não ocorre ao menos nos aeroportos mais movimentados do Brasil?

A Infraero afirma que investirá cerca de R$ 1 milhão na implantação do sistema Wi-Fi, que inicialmente deve funcionar em 12 aeroportos: Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Brasília (DF), Confins (MG), Santos Dumont (RJ), Congonhas (SP), Salvador (BA), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Curitiba (PR) e Belém (PA). Em alguns desses locais já há internet sem fio, mas é preciso pagar para ter acesso. Acho que pelo menos dessa vez o dinheiro público será bem empregado… Qual a sua opinião?

Entre nuvens e licenças

Ao som de “Eye of the tiger”, trilha sonora do filme Rocky, Steve Ballmer, presidente da Microsoft, sobe ao palco e no melhor estilo ‘showman’. Fez gestos de boxeador e gritou que estava feliz por estar ao lado de seu público predileto: “desenvolvedores, desenvolvedores e desenvolvedores!” Na sua primeira visita ao Brasil, desde que assumiu o cargo máximo na maior desenvolvedora de software, Ballmer falou sobre a estratégia global da Microsoft. A boa nova é que os gigantes do software estão de olho nas pequenas e médias empresas. Como? Com a computação nas nuvens. Ele disse que ao trocar os softwares instalados em cada computador por programas pela internet (pagos por mês ou ano), terá uma particularidade no Brasil: em vez das grandes corporações, a meta no país, “é dominar os computadores de padarias”, afirma Ballmer. “Já que a economia brasileira tem uma participação enorme de empresas de pequeno e médio porte.”

Mas, a Microsoft entra na computação nas nuvens de uma forma diferente. Eles apostam na instalação do software no computador, como é feito normalmente, e usar algumas funções na internet. Ballmer disse que as pessoas gostam de programas instalados em seus computadores, elas gostam do fato de poderem configurar e utilizar da forma que melhor convém. Eu fiquei pensando sobre o assunto. Acho que as empresas ainda estão acostumadas a ter seus dados bem próximos. Porém, isso deve mudar em breve. A internet está mais segura, permite armazenar muito mais dados e o melhor: sem investir muito em equipamentos e softwares. Agora quero ouvir a sua opinião: você aposta na computação nas nuvens? Ou quer continuar a usar o sistema tradicional de licenças?

Temos o iPhone mais caro

 

Yes, nós temos iPhone 3G. Depois de tanto falatório e discussão, ele chegou no Brasil. Ontem depois de todas as notícias sobre o tão esperado smartphone, decidi que iria me dar de presente. Mas, acho que não vou conseguir comprar tão cedo. O motivo: o preço. A Vivo e a Claro, que começaram a oferecer o aparelho, têm os iPhones com preços mais altos entre oito países que vendem o novo celular da Apple na América do Sul. Só para ter uma idéia, pela Vivo, o celular será oferecido com valores que partem de 899 reais (pós-pago de 8GB) e chegam a 2.199 reais (pré-pago de 16GB) com mensalidade a partir de R$ 71 - chegando a R$ 585. Já o iPhone, da Claro, custa de R$ 1.239 (modelo de 8GB para plano pós-pago) a R$ 2.599 (modelo de 16GB pré-pago), com plano mensal mínimo de R$ 151.

Na Argentina, que oferece o segundo plano mais caro entre os países da América do Sul, o iPhone 3G de 8GB sai por R$ 619 e o de 16 GB por R$ 865 com um plano mensal de R$ 134. A diferença de preço no comparativo chega a R$ 2.361 reais em relação ao Equador, que oferece o iPhone 3G pelo valor mais baixo entre os países da América do Sul. Naquele país, por exemplo, o modelo de 8GB é gratuito e o de 16 GB é vendido a R$ 238 com plano mensal de R$ 235. Depois do Equador, os iPhones 3G mais baratos são vendidos na Colômbia e no Uruguai. No entanto, as operadoras destes três países oferecem planos de fidelidade de 24 meses. No Brasil, o prazo máximo permitido para estes planos é de 12 meses, de acordo com as novas regras da telefonia celular.

Imagine, nos Estados Unidos, ele custa o equivalente a R$ 450 mais os planos de mensalidade da operadora. Acho que uns R$ 600, estaria bem pago por aqui. Mas, e aí, quanto você pagaria pelo iPhone?