Com o que sonham os brasileiros
A edição de fevereiro da Pequenas Empresas & Grandes Negócios chega às bancas na quinta-feira com uma pesquisa inédita sobre os “Negócios dos Sonhos” dos brasileiros. Realizado pelo Instituto Qualibest a pedido da revista, o estudo revela perfis dos empreendimentos mais desejados e as crenças que frequentam as cabeças dos aspirantes a empresários. O levantamento tira o véu do que leva as pessoas a abrir seu próprio negócio. Faço aqui um rápido preview do que o leitor vai encontrar.
A pesquisa indica uma mudança de conceito em relação aos motivos para se começar uma empresa. Empreender por necessidade, por exemplo, uma visão aceita pelos especialistas como uma característica partilhada pela maioria dos candidatos a patrão no Brasil, revela-se errônea: 57% dos entrevistados consideram a satisfação pessoal a principal razão para ter um negócio próprio. E 53% apostariam em uma ideia mesmo que todo mundo considerasse uma maluquice.
A mudança na motivação para empreender está ligada diretamente à influência cada vez maior da geração Y, ou seja, dos adultos de até 30 anos. São pessoas que cresceram em um ambiente de intensa mutação sócio-econômica e de maior prosperidade que os mais velhos. Por isso mesmo, os jovens dão mais valor a questões como auto-realização, independência financeira e autonomia para tomar decisões.
A diferença entre gerações também se reflete no nível de preparo para realizar o sonho. Em linhas gerais, quanto mais velhos os empreendedores, maiores as preocupações com questões técnicas, como pesquisas de mercado, planejamento e obtenção de recursos. A geração X, de pessoas entre 31 e 43 anos, apresenta uma relação de 10 para 6 em relação ao grupo dos jovens no percentual de entrevistados que declararam já ter feito um plano de negócios. Entre os baby boomers, indivíduos com mais de 44 anos, o índice é ainda maior: 10 para 5, a favor dos mais velhos.
Além da pesquisa propriamente dita, a revista ainda traz 24 histórias de empresários que conseguiram realizar seu sonho de negócio. Você vai saber o que fizeram gente da estatura empresarial de Edson Bueno, fundador da Amil, Mário Sérgio Moreira, da Runner, e Luiz Nogueira da Gama Neto, da CNA, para chegar lá.














February 2nd, 2010 at 11:27 pm
[...] http://www.papodeempreendedor.com.br/empreendedorismo/com-o-que-sonham-os-brasileiros/A edição de fevereiro da Pequenas Empresas & Grandes Negócios chega às bancas na [...]
February 3rd, 2010 at 7:33 am
Adorei o tema da revista deste mês que condiz bastante com o tema que trabalho. Parabéns! Como já falhei na minha vida de empreendedor, acredito muito que o trabalho principal é alinhar o seu negócio com aquilo que você deseja realmente fazer, ou melhor, que esteja alinhado com a sua essência. Vou comprar logo!
February 3rd, 2010 at 7:59 am
Faço parte da geração X… Quanto ao preparo para realizar o sonho acredito na proporção indicada no post mas acrescento que outro ponto para reflexão observado por Paul Graham em “A Anatomia da Determinação”:
“Como todos os investidores, gastamos bastante tempo aprendendo como prever quais startups terão sucesso.
Nós aprendemos rapidamente que o mais importante preditor do sucesso é a determinação. Em um primeiro instante pensávamos que era a inteligência. Todos gostam de acreditar que é isso que faz os startups ter sucesso. Enquanto é certo que ser inteligente ajuda, não é o fator decisivo. Existem muitas pessoas tão inteligentes quanto Bill Gates e que não alcançam nada.
A forma mais simples de determinação é a pura obstinação. Quando você quer algo, você deve ter isso, não importa como.
Uma razão para que os jovens tenham sucesso onde os mais velhos falharam é que eles não percebem o quanto são incompetentes…”
February 5th, 2010 at 9:52 pm
Escrevi sobre os mitos que o brasileiro tem sobre ser seu próprio patrão. entre eles:
MITOS “EU NÃO QUERO”
“Eu não Quero” nº 1: “Eu não quero um patrão dizendo o que devo fazer”.
“Eu Não Quero nº2: “Eu não quero acordar com barulho de um despertador”.
“Eu Não Quero” nº3: “Eu não quero ter que viajar mais e ficar horas no tráfego”.
“Eu Não Quero” nº4: “Eu não quero gastar mais tempo longe da minha família”.
“Eu Não Quero” nº5: “Eu não quero me preocupar com despesas”.
“Eu Não Quero” nº6: “Eu não quero algo que requeira treinamento ou estudo”.
“Eu Não Quero” nº7: “Eu não quero gastar minha vida trabalhando para outra pessoa”.
“Eu Não Quero” nº8: “Eu não quero que me digam o que fazer”.
“Eu Não Quero” nº9: “Eu não quero que me digam quantos dias posso ter de férias”.
“Eu Não Quero” nº10: “Eu não quero gastar tempo longe da minha família”.
MITOS “EU QUERO”
“Eu Quero” nº1: “Quero um trabalho que me dê todo o tempo livre que eu quiser”.
“Eu Quero” nº2: “Quero um rendimento que dará a minha família mais do que nós necessitamos”.
“Eu Quero” nº3: “Quero ter a liberdade de viajar quando eu quiser”.
“Eu Quero” nº4: “Quero fazer algo que eu goste e tenha prazer em fazer”.
“Eu Quero” nº5: “Quero algo que seja fácil de fazer”.
“Eu Quero” nº6: “Quero trabalhar apenas algumas horas por dia”.
“Eu Quero” nº7: “Quero ser capaz de fazer dinheiro com um negócio, mesmo que eu continue empregado em uma empresa”.
“Eu Quero” nº8: “Quero (e necessito) fazer dinheiro agora: Já!”
Analisei cada um e disse a verdade no link:
http://comunicarevencer.blogspot.com/2009/11/empreendedor-nao-seja-enganado-os-mitos.html
February 8th, 2010 at 10:21 am
Não lí a resvista mas quero ler logo. Como contador há 18 anos, uma crença que me incomoda muito nos novos empreededores é a de que negócios para a classe A significam lucros astrômicos. Até hoje só ví naufrágios e muito arrependimento.