Como incentivar o intra-empreendedorismo em seus funcionários
Muito mais do que receber autonomia e flexibilidade de seus líderes para fazer de uma ideia um produto, o intra-empreendedor precisa ter, para começar, atitude de dono da empresa, com olhos ligados no funcionamento de cada área e em como elas impactam no negócio - este é um dos pontos chaves do perfil do intra-empreendedor, um dos tipos de profissional mais demandados pelo mercado atual. Do termo francês “intrapreneur” (Gifford Pinchot, 1978), o intra-empreendedor traz inovação e reduz custos para dezenas de empresas. Ele busca realizar seu sonho dentro de uma empresa já formatada. Mas, para que isso se torne palpável, o incentivo ao intra-empreendedorismo deve partir das lideranças formais da empresa.
Para incentivar o intra-empreendedorismo, as lideranças precisam libertar as pessoas para que elas possam errar e errar muito; por que o erro vai fazer com que elas questionem os erros e a si próprias. Quando uma empresa dá autonomia ao colaborador, em geral esse colaborador se apaixona pelo negócio, simplesmente porque ganha a oportunidade de colocar ali sua impressão digital, seu DNA. Intra-empreendedor autêntico não pensa em um projeto somente das 9h às 18h, mas 24 horas por dia. Não se trata de obsessão, mas de um saudável prazer que não gera estresse e faz bem para a auto-estima.
A paixão pelo trabalho, que significa acreditar no negócio e ter a sensação de que a experiência está valendo à pena, é outro combustível para mover o intra-empreendedor. Mas de nada vale paixão se não for seguida de persistência, pro-atividade e prazer por ensinar aos outros aquilo que se sabe. Deve-se fazer eticamente de tudo para que o negócio dê certo, transformando iniciativa em “acabativa”, com início, meio e fim, disseminando ideias e sabendo atuar como um líder, ou seja, inspirando quem só pensa em ser um funcionário.
Este post foi escrito por Natasha Hazan, coordenadora regional da Endeavor no Rio de Janeiro.











August 12th, 2009 at 5:27 pm
Muito bem colocado, de forma simples e coerente. Jovens e adultos empreendedores em seu trajeto perdem a inspiração e não conseguem avançar no próprio negócio, se deparando com muitas frustações.
Acredito que o mais importante é ser feliz, e isso inclui a vida profissional também.
September 2nd, 2009 at 9:37 am
A recompensa material, ainda que pequena, também se insere nesse conceito.
February 23rd, 2010 at 11:13 am
Comungo inteiramente com este pensamento. Tentei fazer isso no meu trabalho. Porém as “autoridades superiores”, em ambiente público da área educacional, andavam em outra direção: valorização de rotinas repetitivas, orientações segmentadas sem visão de conjunto, não favorecendo esse tipo de cultura organizacional a que o artigo se refere. De forma que eu era considerada um “ET’.