Lição de casa bem-feita
Há um mês a maior rede de franquias de beleza do país, O Boticário, trocou de presidente. Arthur Grynbaum assumiu o comando no lugar do fundador Miguel Krigsner, que passou a presidir o Conselho de Administração do Grupo G&K, que controla a marca. Mas nem os colaboradores de uma das maiores empresas brasileiras, nem o mercado sentiram a diferença. O que é raro em se tratando de sucessão em uma empresa familiar. A preparação para a troca de bastão levou cinco anos e foi feita com um alto grau de profissionalismo. A expectativa era de que uma das herdeiras diretas de O Boticário, filhas de Krigsner, assumisse o poder. Mas não, a cadeira foi transferida ao cunhado, que ingressou na empresa paranaense ainda muito jovem, em 1986. O que se viu no Boticário deve servir de exemplo para as empresas familiares brasileiras. Poucos são os fundadores que têm o desprendimento de passar o comando ainda se sentindo útil e cheio de vitalidade para o trabalho. A maioria estica a permanência o máximo possível, o que muitas vezes acaba comprometendo o desempenho e o crescimento da empresa. Não temos como não anunciar em alto e bom som a atitude de Krigsner, afinal se 10% das empresas familiares rezassem por essa cartilha, a longevidade de seus negócios com certeza seria muito maior.
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