Liquidações cada vez mais cedo
Quem neste fim de semana deu uma batida de pernas pelos principais shoppings de São Paulo se deparou com vitrines recheadas de promoções. Os descontos, pasmem, chegavam a 70%. Algumas lojas, ainda mais adiantadas, já apresentavam suas prévias da próxima estação, numa prova de que o calendário está definitivamente descontrolado.
É certo que um mês depois da entrada oficial do inverno, o sol insiste em brilhar e os termômetros a subir, mas não dá para o varejo sair queimando tudo o que está na prateleira com tamanha antecedência. Fico me perguntando, será que os pequenos lojistas têm fôlego suficiente para agüentar essa desova de estoque antecipada sem comprometer o fluxo de caixa? Como podem acertar o passo ao longo do ano a fim de não gastar nas compras, o que certamente não arrecadarão nas vendas?
Por outro lado, o consumidor não reclama, já que consegue garimpar peças de qualidade e atemporais pelo preço de custo. O resultado são corredores cheios e um volume de sacolas ainda não vistos desde que o inverno cravou oficialmente sua marca na folhinha.













