Site comete erro, vende produtos a US$ 49,95 e perde US$ 1,6 milhão em seis horas
A história a seguir serve de lição para todos os empreendedores do mundo virtual. O mecanismo de precificação eletrônica do site 6pm.com — pertencente à gigante Zappos — foi atualizado e o programador esqueceu alguns códigos, o que gerou uma nova regra em que os preços máximos de alguns produtos foram fixados em US$ 49,95. A pane durou de meia noite às seis horas da manhã. Quando a empresa descobriu o erro, o site foi tirado do ar para ser consertado. Mas o estrago já estava feito.
Aaron Magness, diretor de marketing e desenvolvimento da Zappos, informou que a empresa honrará todas as compras realizadas no período, o que representará um prejuízo de US$ 1,6 milhão. “Apesar de termos certeza de que foi um grande negócio para os consumidores, foi um acidente, e nós tivemos grandes prejuízos vendendo produtos muito abaixo dos custos reais”, escreveu o executivo em uma nota postada no blog da companhia.
No 6pm.com é possível encontrar roupas, sapatos, acessórios e eletrônicos — como um GPS de US$ 1.857,85, por exemplo.
O presidente da Zappos.com, Tony Hshie, também escreveu uma mensagem sobre o ocorrido. Segundo ele, uma nova estratégia está sendo desenvolvida para que isso não volte a acontecer. “Ninguém foi demitido — isto foi um aprendizado para todos nós”, afirmou.
E você, previne o seu negócio virtual contra erros como esse de alguma maneira?
O que faria se isso acontecesse com a sua loja?











May 24th, 2010 at 6:23 pm
Uma empresa séria é uma empresa séria! Aqui no Brasil o consumidor é tratado como um imbecil. Isso já ocorreu, de panes no sistema e venda a preços baixos, e os consumidores não tiveram a mesma sorte.
Pense bem, a ótima repercurssão que a Zappos teve com essa medida tomada vale muito mais que o dinheiro que informaram ter como “prejuízo”.
Que isso sirva de exemplo para as empresas brasileiras.
May 24th, 2010 at 7:31 pm
Joe, aqui no Brasil prevale-se o principio da boa-fé, ou seja, se o consumidor esperar tirar vantagem de um erro fatidico, ou seja, é publico e notorio que o produto não pode custar aquilo, não tem pq ser a favor do consumidor, tem é que punir ele pela sua ma-fé.
May 24th, 2010 at 7:41 pm
Acidente nada!
O que eles “perderam” em 6 horas, ganharam em triplo em Marketing!
Tá todo o mundo falando do ‘acidente’.
Acho que foi uma ótima estratégia para divulgar o site em tempo recorde…afinal com os preços baixos desse jeito, todo o mundo deve ter acessado e contado pra os amigos.
Para mim, isso foi mas é estratégia.
May 24th, 2010 at 7:59 pm
Concordo com o Joe.
A FNAC não se preocupou em ter este posicionamento firme.
May 24th, 2010 at 8:00 pm
Concordo com o Joe (acima).
O mesmo ocorreu no ecommerce da Dell, na época 2 notebooks pelo preço de 1.
Achei que empresa honraria os pedidos, acreditava que a repercussão negativa iria lhe custar mais, mas não foi o que aconteceu.
Ficamos sem respostas da empresa, sem um feedback e do nada, nossos pedidos foram cancelados automaticamente via email.
May 25th, 2010 at 8:22 am
Isto já aconteceu comigo: abri um belo dia o site Terra e um pop-up do Magazine Luíza aparecia com uma promoção do Playtation II a 400,00 (na época custava 1500,00) tentei comprar e não conseguia acesso pelo site, liguei no televendas e todas as linhas ocupadas. Então gravei a propaganda e liguei posteriormente, a vendedora explicou que foi um erro mas que iria tentar providenciar o produto. Qual não foi minha surpresa qdo a Luíza em pessoa (diretora da rede de lojas) me liga e explica detalhadamente o ocorrido e diz gentilmente que não poderia vender naquele valor, que eu sabia que era muito baixo e me ofereceu um outro valor mas com um desconto bem interessante. Resumindo, não bati o pé pra comprar no valor anunciado pq tinha consciência que não era correto e que o erro lesionaria em muito a empresa. Tem gente que aproveita da situação, não tenho essa índole. Acho que eles tiveram um prejuízo bem grande neste dia.
May 25th, 2010 at 8:38 am
Acima de tudo respeito ao cidadao. Sao milhoes em investimentos para montar um site que deveria ter segurança maxima. O consumidor nao deveria ser penalisado pelo erro do site.
May 25th, 2010 at 9:27 am
Discordo do Marcelo (acima)
O consumidor muitas das vezes não age de boa-fé, mas neste caso não tem nada a ver com o erro do site, pois qq um acessa a internet para buscar o melhor preço em mercadorias e neste caso achou uma grande oportunidade e ágio de boa-fé, pois estava lá o preço fixado do produto.
Quando vamos ao supermercado e o preço fixado de um determinado produto esta x e no sistema y, o que vale é o preço x, preço fixado.
As empresas que cancela a compra é que agem de má-fé com os consumidores.
May 25th, 2010 at 10:09 am
Aqui no brasil existem empresas que honram também, Exemplo a americanas.com.br já cometeu esse erro e HONROU com ela. já tivemos casos da FNAC que NÃO honrou com o anunciado, o último que estou sabendo é das Lojas CityLar (www.citylar.com.br), vendeu TV’s de LED 47″ LG por R$807,00 e NÃO vai honrar também e ao contrário do que o amigo diz não acredito pode ser visto como má fé do consumidor visto que não foi ele que colocou o preço anunciado. como a interpretação da Lei vai do Juiz alguns dão causa favoravel ao consumidor, no exemplo da CityLar no mesmo dia que cometeu o erro, eles estavam com comercial em preço de TV com (80%, 90%) de desconto.
O Problema do Brasileira é que somos de um modo geral acomodados e preferimos continuar com nossa vida do que brigar pelos nossos direitos.
May 25th, 2010 at 11:14 am
Acho que deveria ser como o Joe escreveu. Mas a lei no Brasil sempre protege o grande. O próprio consumidor brasileiro em sua maioria não enfrenta privilegiados como NET, VIVO, Hiper-*. Já o pequeno lojista sofre por não ter como bancar um escritório jurídico e de segurança, não ter tarifas razoáveis das administradoras de cartões de débito, de crédito, de shoppings.
May 26th, 2010 at 10:47 pm
No final do ano passado, um comprei um arcondicionado de 3mil reais por 500. O site da casa e video lançou o preço errado. Ele entregaram numa boa. Depois de comprar 1 pensei em comprar mais, porem em 15 minutos o estoque encerrou. Cheguei a ligar para um amigo, mas o cartao dele nao passou rs q azar hauhuah
May 27th, 2010 at 12:44 am
Nos USA, (pais serio) a lei é clara, se o vendedor anuncia pelo preco, ele tem que cumprir, nao importa se foi erro. La a lei vale, aqui claro, a vitima sempre é culpada, ou seja, uma pessoa pensa que esta fazendo um otimo negocio, e a lei trata ela como uma pessoa de ma fe, ou seja, aqui no brasil (sim b), voce é culpado ate que seja condenado, ou culpado ate que seja solto, porém ainda é considerado culpado. Tambem com tanto babaca burro que quer tirar vantagem de tudo, nao era para ser por menos. Todo mundo culpado ate que se prove o contrario!
May 27th, 2010 at 9:54 am
1,6 milhões eles ganham em duas horas!
Perder esse valor em 6 horas para eles nem faz diferença.
Também acho que foi jogada de marketing! Por isso ninguém foi demitido! o.o
May 29th, 2010 at 1:05 pm
Ninguém pode dizer que o consumidor compra um produto abaixo do preço por ma-fé! Isso é estupidez. E os casos de lojas que vendem panelas de pressão por R$ 9,90 sendo elas valem R$ 39,90? É um caso real que o consumidor consegue comprar. Sendo assim como eu vou saber que aquela Televisão de R$ 2.000 que está anunciada por R$ 500 é um erro do site e não uma campanha de marketing agressiva? A única forma de saber é comprando e isso não é ma-fé e sim oportunidade!!!
No caso da Dell ocorreu que notebook que valiam R$ 3000 estavam sendo oferecidos por R$ 1.300. Tendo em vista que nem todos os compradores tem grande conhecimento da informática é totalmente aceitável que alguém com pouco conhecimento acredite que o valor é o valor justo visto que na mesma época haviam modelo sendo vendidos pelos mesmos R$ 1.300.
Sendo assim não existe como caracterizar ma-fé em casos como estes e o que ocorre é que os juízes não querem ir contra grandes empresas multinacionais para não “sujar” seu nome publicamente com as grandes empresas e com isso os direitos do consumidor ficam a margem da justiça que como dito antes sempre privilegia os mais maiores e mais fortes.
Estas grandes empresas poderiam transformar o problema em marketing divulgando campanhas de promoções relâmpago sem divulgação oferendo novamente produtos com altos descontos por tempo curto porém só quem acessa o site no horário especifico tem acesso. Com isso ela provoca o consumidor a abrir seu site com bastante frequência. Com certeza o retorno seria garantido.
June 11th, 2010 at 3:31 pm
sei la!!!! isso me parece estrategias de marketing, veja os milhoes de pessoas que os conheceram no mundo todo,com isso agora q essa marca ficou bombada!!!!