O estranho negócio da infidelidade
Você, que investe tanto esforço no seu trabalho para construir um negócio de sucesso, conseguiria ganhar dinheiro com o empreendimento que vive de enganar pessoas? Tem gente que faz isso. Em matéria publicada na última semana pelo jornal espanhol El Pais, empresários afirmam que gerenciam empresas álibis para os adúlteros não serem descobertos. Os serviços são os mais distintos, desde de softwares que simulam falsos ruídos de escritórios ou aeroportos para celulares que são ouvidos por alguém que te liga, até congressos imaginários (com folhetos e certificados) para justificar a sua saidinha do fim de semana. As empresas não dão nenhuma garantia, caso você encontre alguém comprometedor durante a tramóia. E depois do serviço acabado, os dados dos clientes são destruídos. As ações desses caras são exatamente opostas àquelas que costumam dar segurança aos clientes que você procura fidelizar. Não há como definir um público alvo. Caso você seja pego, deverá pagar da mesma forma. Onde está a ética desses empresários? Ganhar dinheiro a partir da mentira não me parece nada ético. Eles chamam seus negócios de empresas, mas eu acho que seus empreendimentos são muito parecidos com o estelionato. É um exempo a não ser seguido. Se a infidelidade fosse mesmo algo legal, o governador de um importante estado americano não precisaria renunciar, após o seu envolvimento com prostituição ser descoberto.











