Tudo o que não fazer
Você assistiu “Sangue Negro” (There Will Be Blood), filme que valeu ao ator Daniel Day-Lewis o Oscar de melhor ator de 2008? Trata-se da história do empreendedor de petróleo Daniel Plainview que ergue um império explorando ouro (primeiro) e depois petróleo, na Califórnia do fim do século IXX e começo do XX. São duas horas e meia de desmandos, falta de ética e tudo o que você não deve fazer em termos de empreendedorismo. Uma verdadeira aula às avessas. Plainview pisa em quem está à volta, não confia nem na própria sombra, explora a ignorância dos camponeses e não tem o menor escrúpulo nem em relação a Deus, de quem faz pouco caso e troça. Lá pelas tantas, Plainview entra para a igreja local apenas para fechar negócio com um seguidor fervoroso. Nem precisa dizer que termina seus dias rico, sozinho e louco. Ok, há que se tirar o chapéu para a enorme força de trabalho e a persistência do moço. E é só. Em matéria de ganância sem medidas, Plainview superou todos os mafiosos do cinema. E em matéria de “tem tudo e não tem nada ao mesmo tempo”, disputa de igual para igual com um milionário clássico, Charles Foster Kane, do filme Cidadão Kane, de Orson Welles. Concorda?



















