Você ressuscitaria um produto morto? Pois um empresário está apostando nas fotos Polaroid

O empresário e artista Florian Kaps
O tempo tem criado e enterrado várias tecnologias: a máquina de escrever, o papel carbono, as fitas cassetes, os vídeos VHS e por aí vai. Você montaria um negócio em torno de um defunto desses? É o que está fazendo o artista austríaco Florian Kaps, que está ressuscitando os filmes instantâneos Polaroid. As fotos “Pola” foram o fascínio de várias gerações desde sua criação, em 1948: como num passe de mágica, elas podiam ser vistas minutos depois de terem sido tiradas.
Com o crescimento do mercado de máquinas digitais, era de se esperar que a Polaroid anunciasse o fim dos filmes instantâneos, o que aconteceu em fevereiro de 2008. Kaps, então, entrou em cena. Primeiro, montou uma galeria dedicada apenas às fotos Pola, em Viena, com sua versão virtual, a Polanoid.net. Depois, montou um site para compra e venda de máquinas antigas, bem como dos estoques de filmes ainda disponíveis no mercado – uma iniciativa que fez duplicar o valor desses produtos no último ano. Agora, arrendou uma antiga fábrica de filmes Polaroid, em Amsterdam, chamou de volta 11 ex-funcionários e prometeu retomar a produção ainda este ano.
Kaps acredita que os amantes da Pola são basicamente artistas, portanto faria sentido para uma pequena empresa como a sua galeria de arte investir nesse nicho. “O projeto é mais do que um plano de negócios; é uma batalha contra a ideia de que tudo o que não evolui tem que morrer”, declarou ele ao jornal britânico The Independent. Será que vai dar certo?




















maio 12th, 2009 at 9:34 am
Muito interessante e acredito que pode dar certo. Acredito que o Kaps sabe que o público da Pola será restrito.
[]’s
julho 6th, 2009 at 6:11 pm
Existe uma infinidade de produtos de identificação e segurança que vivem à base de filme polaroide. Ainda que esses produtos possam ser feitos com base em outras tecnologias, qualquer alternativa envolve vários passos, enquanto que o pola fazia tudo de uma tacada só, faltando só plastificar. Havia até mesmo uma interessante impressora fotográfica para computadores, muito usada em equipamento científico, que usada esse filme. Ainda que não seja “tecnologia de ponta”, ainda é uma tecnologia respeitável. Merece o esforço do Kaps.