Abrir uma franquia: liberdade ou fantasia?

Há muitas pessoas que depois de qualquer decepção no mundo corporativo imaginam que abrir seu próprio negócio é a melhor opção para se livrar de todas as amarras e frustrações do mercado de trabalho. Comprar uma franquia, então, parece ainda mais simples. É como tentar se animar em um dia meio cinza com um enorme pote de sorvete, só que você acaba sentindo o peso das calorias no dia seguinte.
É mais ou menos o que diz Mitchell York, empresário, no livro Franchise: Freedom or Fantasy (Franchise: Liberdade ou Fantasia) -, mas obviamente não com essas palavras.
Em entrevista para o site da revista Entrepreneur, York afirma que pessoas que abrem franquias depois de um emprego corporativo que as cansou ou frustrou, ou por um aumento que não foi conseguido ou uma promoção não alcançada, podem estar indo em direção a um problema e não a uma solução. “Suponha que você pudesse achar um emprego incrível que paga o que você merece, que te dá satisfação e você poderia mudar para esse trabalho de forma rápida e eficiente. Você ainda iria querer abrir um negócio? E metade das vezes a pessoa responde, ‘Não, eu só arranjaria outro emprego’.”, afirma.
Segundo York, para quem pensa em abrir uma franquia, a situação é ainda pior, porque diversas pessoas acham que por ser apenas uma filial de uma marca maior, todo o processo será facilitado e uma postura empreendedora, de pessoa de negócios, não será necessária.
Portanto, se você está se sentindo meio frustrado com seu atual emprego, reflita bastante antes de ficar hipnotizado pelo sonho de independência ao abrir uma franquia – ou o próprio negócio. Talvez seja melhor afastar a colher do pote de sorvete e pensar um pouquinho mais.



















