Presidente do Brazil Fast Food, Ricardo Bomeny fala da expansão das marcas de franquias

Com 707 pontos de venda espalhados pelo país, o grupo Brazil Fast Food era conhecido, até pouco tempo, por sua franquia mais famosa, o Bob´s. Só que hoje, o portfólio da empresa também inclui o KFC, a Pizza Hut em São Paulo, a cafeteria In Bocca Al Lupo e a rede de cachorro-quente Doggis, de origem chilena. O faturamento do grupo foi de R$ 709 milhões no ano passado, o que representa um crescimento de 28% em relação a 2008.
Presidente do grupo e também da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Bomeny deu uma entrevista à Rio Bravo Investimentos (ouça a íntegra aqui) e falou sobre os planos de expansão da rede. Confira trechos:
De 2007 para cá, a Brazil Fast Food deixou de ser apenas o Bob’s e passou a ser um portfólio de marcas. Nos próximos anos, vocês pretendem ter novas marcas ou focar no desenvolvimento das franquias atuais?
Os novos projetos - KFC, Doogis e Pizza Hut na cidade de São Paulo - consomem muita energia nossa e da equipe e investimentos. O objetivo é focar nesses projetos nesse momento até que eles ganhem escala antes de pensarmos em outras marcas para o nosso grupo.
Em relação ao Doggis, a ideia é crescer primeiro no Rio de Janeiro, consolidar no Rio, para depois, por exemplo, ir para São Paulo?
Não necessariamente. Nós devemos crescer mais nos grandes centros, como Rio e São Paulo, mas nada nos impede de abrir franquias em outras regiões.
Como é a estratégia de crescimento em relação a lojas próprias e franquias?
A gente precisa separar por marca. Falando do Bob’s, temos uma estratégia de um crescimento orgânico nos próximos anos, predominantemente pelo setor de franchising. No caso da Pizza Hut, não concedemos franquia, pois somos um franqueado na cidade de São Paulo. Com o KFC nós temos o direito de desenvolver franqueados e de prestar toda assessoria aos franqueados do KFC aqui do Brasil. Pretendemos, nesse caso, desenvolver prioritariamente os mercados do Rio de Janeiro e São Paulo e, na sequência, outras grandes capitais. E com o Doggis nós vamos crescer no Rio, São Paulo e demais regiões, predominantemente com franquias.
Vocês estão crescendo principalmente no interior hoje? Mais do que nas grandes metrópoles?
O que acontece no Brasil é que 50% do PIB está no Rio e em São Paulo. O nosso crescimento segue um pouco essa divisão da economia do próprio país. Estamos indo bastante para o interior como uma forma de chegar em locais onde nós não estamos com a marca ainda, procurando, em muitos casos, ser pioneiros nessas áreas. Como recentemente, por exemplo, abrimos uma loja em Rio Branco, no Acre. Foi o último estado onde não estávamos e com um sucesso absoluto, porque tivemos ali a vantagem do pioneirismo.
Em relação ao interior, em que áreas do Brasil vocês têm crescido mais?
O interior de São Paulo é uma área bastante rica, onde a gente já tem uma presença de marca, mas ainda tem espaço para crescer muito. E mesmo em algumas cidades onde já estamos temos condições de colocar a segunda, terceira, quarta loja. No interior do Rio de Janeiro, estamos razoavelmente presentes em quase todos os municípios, mas ainda há alguns em que a gente tem oportunidade para abrir novas unidades. Estamos indo também para o interior de Minas e estamos com presença no interior em alguns estados do Nordeste e do Sul. Nas regiões Centro-Oeste e Norte, ainda estamos mais nos grandes centros.
Qual é o tamanho da cidade alvo para uma franquia do Bob’s hoje?
Se a gente estiver falando fora das grandes metrópoles, cidades que têm acima de 120 mil pessoas.
A empresa tem planos estratégicos de desenvolver o conceito de lojas café, seja através da marca In Bocca al Lupo Cafe ou de outro nome. Existe mesmo mercado para uma rede de cafés no Brasil?
Nós acreditamos que existe mercado para redes formatadas, que é o que estamos habituados a fazer. Nós estamos hoje nos segmentos de hambúrgueres, frango, pizza e agora, mais recentemente, hot dog, e o segmento de café interessa pela escala que pode proporcionar. Para uma empresa como a nossa, que está habituada a desenvolver os pontos de venda com uma velocidade um pouco maior, faz todo sentido ter dentro do nosso guarda-chuva uma marca que complemente as demais e que possamos desenvolver no Brasil inteiro.










