Saudável inquietação

Amir Slama, um dos mais talentosos estilistas do país, acaba de deixar a Rosa Chá, a grife de sucesso internacional criada por ele em 1988 e que hoje tem 25 lojas espalhadas pelo Brasil, além de três no exterior: Nova York, Lisboa e Istambul. Em 2006, Slama vendeu 75% do negócio para a Marisol, agora, os outros 25%. O diretor de criação da marca passa a ser Alexandre Herchcovitch. Mais do que uma empresa mudando de mãos — e ainda que haja boatos sobre um possível desentendimento entre Slama e a Marisol –, o caso revela a saudável inquietação de um artista empresário. Na verdade, Slama está muito longe de se aposentar. Nos últimos anos, ele colocou os pés no mundo da gastronomia e entretenimento. É um dos estilistas contratados para reformular a cada seis meses a decoração do Cafe de la Musique, com matriz em São Paulo, é sócio dos restaurantes 3P4 e Pinotage e da recém-inaugurada Mokai, franquia paulistana da badalada casa noturna de Nova York (veja reportagem sobre as franquias de casas noturnas sofisticadas na edição de abril da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios). Em breve, Slama deve abrir o Club A, outra elegante casa noturna. Sem falar no curso sobre moda brasileira que ele dará na Universidade de Cambridge (Grã Bretanha). Tudo isso não quer dizer que o estilista esteja desencantado com o mundo da moda. Ao contrário, costuma dizer que isso está no seu sangue. Tanto que não descarta criar uma outra marca em breve. Que bom. Eis um típico empreendedor inquieto.












