Alimentos (e lucros) locais
Ganhei de presente de uma amiga jornalista da Globo Rural o inspirador livro O mundo é o que você come (Editora Nova Fronteira). Trata-se da história de uma família norte-americana que deixa a cidade de Tucson, no Arizona, para viver durante um ano inteiro em uma fazenda na costa leste dos Estados Unidos, alimentando-se somente do que eles próprios poderiam produzir ou comprar de fazendeiros locais.
Pois bem, Barbara Kingsolver (a autora) garante que qualquer pessoa com força de vontade pode – mesmo nas cidades – escolher fontes locais para comprar seus alimentos. Além de ficar mais saudável, quem aceitar o desafio estaria também estimulando a economia das pequenas empresas e economizando muitos barris de petróleo, utilizado largamente no transporte de comida pelo mundo.
Simpatizante da idéia, mas ainda um tanto cética quanto ao seu funcionamento nas cidades, vasculhei a internet em busca de indícios de que a prática é mesmo viável. Não apenas tive a confirmação de que os alimentos locais são mesmo uma tendência mundo afora, como descobri iniciativas empreendedoras realmente inovadoras!
No estado norte-americano do Oregon, a pequena Your Backyard Farmer planta e cuida de hortas orgânicas nos quintais de casas genuinamente urbanas desde 2006. Pela lida nas mini-roças nos fundos das residências e seus resultados (verduras e legumes frescos e sem agrotóxico semanalmente), as duas sócias da empresa cobram a partir de US$ 40 por semana!
Do outro lado do mundo, a australiana Rentachook foi ainda mais inovadora. Ela fabrica e vende uma variedade de pequenos galinheiros ecológicos, além de oferecer as galinhas, claro. Mas como nem todos têm um gosto nato pela criação destas aves, a Rentachook facilitou a vida de seus clientes urbanóides: é possível alugar o galinheiro por um período de até seis semanas, para testar a sua aptidão como criador. Se você gostar de ter os bichinhos ciscando no seu quintal e ovos orgânicos frescos diariamente, os 360 dólares australianos pagos pela estrutura com duas galinhas ficam com a empresa. Se você decidir que os ovos do supermercado estão de bom tamanho, a empresa aceita o produto de volta e te devolve 260 dólares australianos.
Em um mundo com consumidores cada vez mais preocupados com a sustentabilidade do que põem no prato, as iniciativas da Your Backyard Farmer e da Rentachook provam que as oportunidades estão por todos os lados! Que tipos de negócios a cultura da comida local poderia alavancar no Brasil? Alguma idéia?












September 19th, 2008 at 2:46 am
Já tive essa idéia uma vez. Só não foi a diante pelo fato de eu morar em uma roça. Mas em cidades maiores, é uma boa alternativa de negócio, fazer um recrutamento com jovens, e estes, trabalhando meio turno,. Seria algo extra e uma forma de educá-los também.
September 19th, 2008 at 8:52 am
Acho difícil em cidades grandes –como São Paulo– essas ideias funcionarem. Aqui, muitos vivem em apartamentos, ou, ainda, em micro-casas. Apertadinhas e sem quintal. Simplesmente impossível de ter uma horta ou mesmo criar certos bichos… Acho essas idéias inviáveis.
No entanto, claro, isso não significa que não deva comer bem, se alimentar com gosto e qualidade. Comer do bom e do melhor. Ser vegetariano.
Grande abraço,
Monthiel
September 22nd, 2008 at 6:17 pm
No Brasil já tem uma iniciativa dessas, sim, amigos. Eu, infelizmente não lembro o nome do grupo, teria que pesquisar na internet. Eles formam um grupo e compram no atacado a preços melhores de produtores locais…
Me inscrevi pra abrir um grupo na minha região mas ainda não tive resposta.
August 18th, 2009 at 8:32 pm
Tenho um terreno de 700 m2 e queria alguem que quisesse comigo abrir um negócio como este, qualquer coisa entrar em contato comigo pelo e mail