As maiores preocupações dos gestores em relação aos recursos humanos das empresas
O desenvolvimento de lideranças é a maior preocupação dos gestores no Brasil e no mundo quando o assunto é recursos humanos. Esse é o resultado de uma pesquisa feita em 41 países com 2.400 executivos citada pelo professor da Fundação Dom Cabral (FDC) Anderson Sant´Anna durante uma palestra na Editora Globo na tarde desta quinta-feira. Segundo ele, o tema é prioritário para 41% dos entrevistados no mundo. No Brasil, o índice é ainda maior: 61%. Em seguida aparecem atração e retenção de talentos, como lidar com as transformações no mundo dos negócios e gestão de competências para impulsionar os resultados das empresas.
A origem da preocupação surge em consequência da diversidade de funcionários e da internacionalização das empresas, cada vez mais comum até entre os pequenos negócios. “A forma de abrir novos mercados é diferente no Brasil e na China. Se uma empresa monta um escritório lá, provavelmente terá que contratar alguém localmente e precisará desenvolver essa liderança para captar novos negócios”, explica Sant´Anna. Também é um grande desafio desenvolver lideranças que saibam gerir pessoas tão diferentes em uma mesma equipe. “Hoje, vemos em algumas empresas quatro gerações trabalhando simultaneamente: geração guerra, pós-guerra, X e Y”, comenta o professor da FDC. Para ele, não há como atuar de forma diferenciada com cada uma dessas pessoas. “Não dá para ter gestões individualizadas”, afirma Sant´Anna. A solução, segundo o professor, pode estar no tão falado feedback. “Ao dar feedback, o gestor também precisa estar preparado para receber feedback e nem todos estão”, diz. O conselho do professor para lidar com essa diversidade de pessoas é investir em um tempo para conversar com os funcionários. “Entre 70% e 80% do tempo de um gestor é dedicado às pessoas, em conversas, mediação de conflitos e de egos. E aí vem outro problema: como lidar com o estresse sendo que grande parte do dia é dedicada a resolver problemas?” Fica a questão para reflexão. Quanto tempo do seu dia é direcionado a resolver questões com a equipe? Você consegue lidar bem com isso?














November 13th, 2009 at 3:55 pm
Na minha opinião, é possível sim gerenciar pessoas de forma individualizada em um ambiente onde as regras gerais sejam uniformes para todos. O próprio feedback pessoal e uma avaliação 360o são práticas que podem fazer parte de uma estratégia de pessoal diferenciada por funcionário. Quanto mais personalizada for a gestão maior a motivação e o retorno para a empresa em termos de produtividade. Entretanto é preciso que se invista em uma estrutura que suporte esse conceito. Em relação à resolução de conflitos, entendo que dois pontos devem ser muito bem monitorados por qualquer gestor antes de se tomar uma decisão. O primeiro é a comunicação entre os membros de cada equipe e entre os diversos departamentos da empresa. Muitos conflitos se originam por comunicação falha… O segundo ponto seria delegar responsabilidades. Ao estabelecer uma meta e deixar os líderes de equipe à vontade para determinarem a maneira como vão atingir essa meta, estamos não só estimulando a criatividade como também criando instâncias decisórias que podem resolver muitos problemas em suas origens. É preciso que se gaste mais tempo criando e produzindo do que resolvendo problemas.
November 19th, 2009 at 4:01 pm
A data de quando foi escrito deve estar errada, porque esta data ainda n~]ao chegou.
November 19th, 2009 at 6:16 pm
Giselle, a data dos posts aparece como mês/dia/ano. Está com problemas. Vamos arrumar para dia/mês/ano.
Obrigada.
December 14th, 2009 at 10:33 am
Na maioria das pequenas e médias empresas o tempo para PLANEJAMENTO, para DESENVOLVIMENTO DE IDÉIAS, para FEED BACK com a equipe são tão desconhecidos como o sentido destas palavras destacadas.
Os empreendedores são extremamente operacionais, dedicando a tarefas do dia a dia, corre corre, o que chamo da “ilusão da ação” ou seja, se estou me movimentando estou fazendo algo. Não que seja totalmente sem sentido, mas na maioria das vezes sao atitudes reativas e não pro-ativas, sendo assim um trabalho mais corretivo do que preventivo.
Então, não é de se estranhar que muitos perdem otimos talentos por falta de uma verdadeira gestao de pessoas. A grande maioria dos funcionarios de pequenas empresas não veem um futuro prospero na propria empresa; Reclamam da falta de critérios para promoções, para remuneração e etc.
Quando os empreendedores começarem a usar as ferramentas de planejamento nas empresas, perceberao que será fundamental planejar o “rendimento” do seu capital humano.