Da cadeira de rodas ao prêmio Empreendedor do Ano nos EUA
Eis a história: Alison Schuback estava parada no sinal vermelho, em Dallas, quando um carro em alta velocidade provoca um acidente que a leva ao hospital. Alison, uma bela garota de 23 anos, que gostava de dançar e estava prestes a tirar o diploma universitário, acorda do coma com graves danos cerebrais e uma paralisia que a prenderá a uma cadeira de rodas para o resto da vida. Meses e meses de fisioterapia, contas médicas na estratosfera, a levam a querer ganhar dinheiro. Como não estava disposta a viver de caridade, Alison trata de empreender. E que tal criar o Invisibib, um babador transparente para adultos, com um bolso para pegar migalhas?
Alison diz ter ido muitas vezes com a família a restaurantes e era sempre embaraçoso. No início, ela precisava ser alimentada por alguém. Depois, conforme foi recuperando alguns movimentos, conseguia erguer a colher, mas os tremores a faziam derrubar a comida, manchando as roupas. “Era constrangedor”, dizia ela.
Protótipos e testes foram feitos até que o Invisibib ganhou as ruas. Alison começou a vender por telefone e internet, quase faliu por falta de capital, arranjou um sócio e no final deu a volta por cima. Assim resumido, parece ter sido fácil, mas a verdade é bem diferente. Alison teve que reaprender a falar, a engolir e mesmo hoje não consegue pegar um lápis e escrever num papel. Seu dia era consumido por 5 horas de terapia e sobrava pouco tempo para os negócios. Ainda assim, foi em frente com a empresa. Hoje, emprega 75 vítimas de traumatismo craniano, seja por atropelamento, por bala perdida ou acidente de carro.
Alison acaba de ganhar o prêmio de Empreendedor do Ano nos Estados Unidos. Sua história foi contada pelo editor Leigh Buchanan em reportagem na revista de empreendedorismo americana Inc (cujo texto de capa é igualmente interessante, sobre um dispositivo que permite movimentar, ligar ou desligar objetos eletrônicos apenas com o pensamento). Ali você poderá conhecer detalhes da trajetória de Alison. Vale a pena. Uma lição de vida.










