Gestão do conhecimento vai muito além da intranet

(Ilustração: Clix)
Toda tarefa realizada em uma empresa gera conhecimento. Ao executar um processo, o trabalhador aprende a melhor forma de realizá-lo. Ele também descobre soluções alternativas e se torna capaz de identificar problemas que possam surgir. Assim como seus funcionários, as empresas também precisam aprender com os acontecimentos diários. Registrar e difundir o que os colaboradores aprendem é vantajoso: a prática constrói um repertório de soluções e melhores práticas que auxilia na gestão do negócio e fomenta a inovação.
As grandes empresas já sabem disso. Há alguns anos elas investem em gestão do conhecimento – nome pomposo para o conjunto de práticas que promove a circulação e consolidação de ideias no ambiente de trabalho. A premissa é de que todo o conhecimento adquirido deve ser compartilhado e debatido pelos profissionais. Além de promover uma compreensão ampla do funcionário sobre toda a cadeia do negócio, esse tipo de gestão garante que o conhecimento não saia da empresa se o trabalhador for embora. Aquilo que ele descobriu com anos de experiência de tentativa e erro foi disseminado para outros colegas. E a empresa não fica refém do expertise de algumas poucas pessoas.
Para fazer o conhecimento ultrapassar o limite dos cubículos e departamentos, é preciso criar plataformas por onde a informação deve transitar. Mas não é uma intranet que irá resolver os problemas. “É preciso criar meios que façam as pessoas se sentirem à vontade no ambiente de trabalho e usarem os canais destinados a oferecer sugestões e ideias”, afirma o professor da Fundação Dom Cabral Rivadávia Alvarenga, especialista no assunto. A plataforma não precisa ser necessariamente cara ou eletrônica. Grupos técnicos de discussão são uma ferramenta barata e providenciada facilmente. Para que essas ferramentas deem certo, porém, a empresa precisa convencer seus funcionários de que o intercâmbio é benéfico não apenas para o negócio, mas para suas próprias carreiras.
O conhecimento pode fluir de diversas maneiras. Uma boa estratégia é montar um banco de dados detalhando os processos e soluções. Sempre que uma dúvida surgir, os trabalhadores podem recorrer ao banco, economizando tempo e recursos. Fóruns virtuais, quando estimulam os funcionários a compartilhar o que sabem, se tornam uma seara de novas ideias. Independentemente da plataforma, o gestor tem de assegurar duas coisas: que os demais funcionários assimilem as informações trocadas e que a empresa armazene todo o conhecimento obtido.
Com esse diálogo, a empresa, como um todo, sai beneficiada. Da gestão estratégica ao marketing, da tecnologia da informação ao comercial, passando pelos recursos humanos, logística e serviços – todos os setores enriquecem com a visão global do negócio, aproveitando sinergias e colhendo sugestões de inovação. As muitas cabeças pensando coletivamente também ajudam na consolidação do conhecimento, refinando o amontoado de informações dispersas em diretrizes e práticas bem definidas. Afinal, conhecimento não é uma simples coleção de dados. É a interpretação crítica e seletiva da informação.











August 15th, 2010 at 8:18 pm
Acredito que a gestão do conhecimento está em tudo que a empresa possa utilizar para se beneficiar, desde o relacionamento entre os funcionários que trocam ideias nos corredores, até sistemas de tomada de decisão que serve ao público tácito e estratégico da empresa em geral.
24 horas, trabalho gerando informação para alimentar o motor da gestão do conhecimento, acredito que quanto mais funcionários e gestores tem acesso a informação , mais a empresa estará à frente de seus problemas chegando ao sucesso.
August 16th, 2010 at 10:29 am
E para pequenas empresas, incentivar a comunicação informal talvez seja ainda mais importante do que documentar de forma estruturada todo esse conhecimento. Pequenos brainstorms ou conversas informais no café são importantes para tornar a comunicação mais fluente entre a equipe.
A constante comunicação entre o time é como água para o corpo humano. Regula o funcionamento e interação das partes, melhora a saúde da empresa, torna o clima mais agradável e, claro, facilita a gestão do conhecimento.
Bom post! Abraço,
Matheus Zeuch