Pequenas editoras de quadrinhos: Elas existem!

Quando o assunto é quadrinhos, até os leigos sabem que em termos de mercado há apenas dois gigantes: Marvel e DC Comics. Juntas, essas empresas representam 72,6% da arrecadação em vendas e 79,9% do número de unidades vendidas apenas nos Estados Unidos, segundo a distribuidora Daimond Comics – os dados são de fevereiro, com a Marvel representando 45,42% e 41,66% dos dois quesitos e a DC com 34,37% e 30,95%.
Um pouco mais de 27,7% da arrecadação fica com outras editoras americanas que brigam pelo seu lugar nas comics shops, quase nunca ganhando as láureas de figurar entre as 10 revistas em quadrinhos mais vendidas.
Entre as pequenas desse mercado, podemos citar a Oni Press, a Top Shelf e a Dark Horse. Seus títulos geralmente passam despercebidos até mesmo pela mídia especializada, mas ainda assim muitas conseguem se manter na linha da sobrevivência.
Uma das estratégias atuais de algumas dessas editoras é tentar atingir o público leigo, que não é nerd ou que nunca leu uma história em quadrinhos na vida – e não sabe, por exemplo, que ela pode ser resumida na sigla HQ.
A editora Bluewater Productions, outro exemplo de uma pequena sobrevivente nesse mercado de poucos, resolveu criar séries em que os personagens principais são caras conhecidas do público geral. Em “Female Force”, contou a história de personalidades femininas como as autoras J.K. Rowling (Harry Potter) e Stepheny Meyer (Crepúsculo), e em “Fame” lançará histórias com as cantoras Lady Gaga e Taylor Swift, o jogador de futebol David Beckham e o ator Robert Pattinson (Crepúsculo).
“Há muitas pessoas que nunca pegaram um graphic novel ou uma revista em quadrinhos mas compraram nossas biografias como Female Force e Political Power”, explica o presidente da Bluewater, Darren G. Davis.
Já a editora Zenescope Entertainment quer pegar os fãs de séries de TV. Eles escolheram reviver o seriado Charmed, que conta as desventuras de um trio de irmãs bruxas, começando a trama do lugar onde o programa parou. “A chave do sucesso da série é alcançar um equilíbrio entre criar uma nova e intrigante trama para fãs da série sem alienar os leitores de quadrinhos e da Zenescope que não a acompanhavam antes”, afirma o editor-chefe Ralph Tedesco.
Ainda não é possível dizer se essas novas séries melhorarão o faturamento das empresas ao tentar alcançar aqueles que só liam quadrinhos nas tirinhas dominicais, já que são muito recentes. Mas como o público leitor vive diminuindo e as vendas caindo, por que não tentar a sorte com aqueles que nunca conheceram esse universo?
E você? Leria alguma dessas séries?











March 22nd, 2010 at 9:51 pm
Eu gosto muito de quadrinhos desde que eu era criança. Pena que é um mercado muito pequeno e pouco apreciado no Brasil. Em um país onde as pessoas não gostam nem de ler livros, quando é que vão prestar atenção em historias em quadrinhos?
April 10th, 2010 at 11:39 am
Sou do tempo dos gibis do TEX, Zagor e Fantasma. As histórias tinham um formato bastante interessante naquela época. Cheguei a colecionar vários títulos de Conan o Bárbaro, Teia do Aranha…(puxa seção nostalgia).
Hoje tenho dedicado pouca atenção a este entretenimento; mas confesso que o despertar da leitura, o gostar de estudar - hábitos saudáveis que desenvolvi e pratico constantemente - devo graças ao gibis. Esta indústria é muito importante no contexto cultural, na minha opinião, em um país em que se lê tão pouco.
CUIABÁ - MT