Sete pecados capitais para evitar na empresa
Elaborar uma receita do que fazer para alcançar sucesso não é simples. Mais fácil do que isso é enumerar o que não fazer para chegar lá. Jay Goltz é consultor de uma galeria de arte e dono de uma loja de molduras em Chicago, e emprega mais de cem pessoas. Ele enumerou, para o site da CNN, o que considera serem os “sete pecados capitais” na gestão de um negócio. Confira.
1- Contabilidade malfeita
A contabilidade, quando bem feita, é um diagnóstico de tudo que está certo ou errado com a empresa. O ideal é você conseguir determinar o fluxo de caixa, quanto saiu e quanto entrou, ter uma ideia correta de seu lucro, e projeções concretas para os períodos futuros. Entender a proporção de gastos e lucro é primordial para conseguir boa rentabilidade. Nada de “Espero conseguir lucrar R$10 mil por dia”, e sim “Para um lucro diário de R$10 mil, precisamos de uma entrada diária de R$80 mil”.
2- Precificação irrealista
Ao estabelecer o preço de algum produto, muitas vezes são esquecidos fatores importantes como produção excedente, frete, danos físicos, risco de roubo, desgaste de máquinas… É só depois de levar em conta esses itens que se deve estabelecer o valor de algum bem. A partir daí, você poderá calcular o número mínimo de itens a serem vendidos para gerar lucro – sem esquecer de levar em conta fatores posteriores, como promoções e descontos.
3- Contratação ingênua
Contratar as pessoas certas requer tempo e habilidade. Gestores muito atarefados podem ficar deslumbrados com aquelas conversas “Eu trabalho duro e aprendo rápido, só não tive a oportunidade certa ainda”. O potencial de um candidato é importante, mas conheça seu passado, peça referências de empregos anteriores. Converse com antigos chefes e colegas de trabalho, fazendo perguntas inteligentes e que possam revelar qualidades e defeitos – não deixe entrar na sua empresa quem você não deixaria entrar em sua casa.
4- Medo de demitir
Ninguém simplesmente gosta de despedir pessoas, mas se você quer que sua empresa cresça, isso será necessário algumas vezes. Em qualquer ambiente competitivo, é essencial ter os melhores empregados. Ter funcionários medianos ao redor de si pode ser confortável, principalmente se eles forem leais, mas isso pode prejudicar seu crescimento. Faça um teste: se tal funcionário se demitisse amanhã, você ficaria aliviado? Se a resposta é sim, você tem um problema.
5- Falta de padrão
Um dos maiores trabalhos de um bom empreendedor é garantir o padrão em áreas como
controle de qualidade, atendimento ao consumidor e imagem institucional. Isso vale tanto para as empresas que possuem franquias quanto para as que não têm; deve haver padrão entre um produto e outro, entre um atendimento e outro. Para ter qualidade semelhante entre os produtos, faça exames atentos, minuciosos e regulares.
6- Descontrole das falhas
São comuns problemas com o serviço de atendimento ao consumidor, com o preço de um produto ou com questões de controle de qualidade. O que não pode ser comum é essas falhas se perderem no meio do caminho. Um bom empreendedor tem de identificá-las e corrigi-las, antes que eles causem problemas maiores. Assim, poderá ter um controle de quantos e quais erros são mais comuns, e consertá-los com mais eficiência.
7- Fixação negativa da marca
Uma marca é fixada no consumidor todos os dias, de maneira positiva ou negativa: desde um bom atendimento ou uma propaganda de bom gosto, até detalhes como retirar lixo pelo centro da loja ou lavar a calçada com mangueira, gastando muita água. É preciso prestar atenção naquelas atitudes que podem, direta ou indiretamente, gerar lucro e melhorar a imagem, desde o uniforme dos funcionários até a localização e sinalização da loja.











January 6th, 2010 at 10:26 am
Apenas uma observação, com relação ao item 1 “Contabilidade malfeita”, quando ele cita que o ideal é conseguir saber quanto entrou e quanto saiu, não podemos deixar também de considerar os demais fatos que não estão registrados no fluxo de caixa, mas que pela sua competência teríamos que reconhecer, ex.: férias, 13º salário, depreciação, etc.
Acredito que o Consultor Jay Goltz comentou de uma maneira tão ampla que juntou o Financeiro com o Contábil.
January 7th, 2010 at 2:39 pm
Quando tem muito cheque devolvido o que fazer, qual seria a outra forma de pagamento pois trabalhamos com deposito de Mármore.
January 20th, 2010 at 11:31 am
Realmente Jorge,
esses fatores devem ter uma atencao especial.
Lembro que demiti 2 funcionarios no primeiro ano da empresa, quase nao pudi viajar de ferias rs….
Como podemos “prever” esses fatores?
Eh comum a empresa ter um caixa para esses imprevistos?
Como por exemplo comecar a juntar os 13º ao deccorrer do ano?
Se alguem puder responder.
Abracao!
January 3rd, 2011 at 10:14 am
valter; não sei se tem mas deveria, quando não sabe-se o que virá, é melhor se previnir antes. ex: aquecimento global. rsrs.