Vá até o seu cliente

Atender o cliente na porta de casa pode ter um custo alto para a empresa, mas às vezes é essencial para conquistar alguns consumidores, especialmente se eles estiverem em locais de difícil acesso. Investindo em uma espécie de comércio porta-a-porta, a Nestlé inaugurou nesta quinta-feira (17) um “supermercado flutuante” para atender comunidades ribeirinhas da Amazônia. O barco é todo coberto por propagandas da empresa, e carrega apenas produtos alimentícios da Nestlé.
Essa foi a estratégia encontrada pela empresa para aumentar o seu público consumidor. A Nestlé investiu cerca de R$ 1 milhão neste projeto, e a expectativa é atingir 800 mil pessoas por mês. O barco vai navegar pelo Rio Pará e passará por 18 cidades, ficando parado um dia em cada uma. De acordo com a empresa, a iniciativa faz parte do programa “Nestlé até você” e tem como objetivo atingir um público de classes C, D e E.
Outro empreendedor que teve iniciativa semelhante foi André Luiz Peres de Araújo, retratado em um ensaio fotográfico no site da revista PEGN.











June 20th, 2010 at 5:57 pm
Concordo e muito !! Atuo em um segmento que o tempo é fator primordial, porém, quando meu cliente me liga e ele toma conhecimento que não precisa de sair de sua empresa para ser atendido, ele fica satisfeito, e alguns até surpresos, já que no meu ramo é pouco utilizado este recurso de atendimento. Assim, visitando o cliente consigo perceber o “clima” da empresa, e qualquer detalhe já serve como um auxílio no meu produto final. Até mesmo a cor que o cliente pintou as paredes de sua empresa me ajudam na criatividade da arte final do serviço solicitado.
July 1st, 2010 at 11:34 am
Parabéns Rivaldo, concordo com vc, atendemos nossos clientes da mesma forma.
July 1st, 2010 at 11:35 am
Nem sempre precisamos ir até o cliente, isso conta muito em questão de tempo, principalmente quando o cliente já conhece nossos serviços e produtos.
July 7th, 2010 at 11:02 pm
Eu tenho que discordar. Será que uma empresa como a Nestlé não percebe que a última coisa que um ribeirinho precisa é um shopping passando por sua porta?
O ribeirinho da Amazônia não tem luz elétirca, esgoto, nem serviços de saúde, vive em condições precárias, esquecido pelo poder público. Sua renda mínima vem da produção da mandioca, e da pesca. E vocês acham que sobra para o yogurte? para a bolachinha? Uma batata frita? Não é isso que o ribeirinho precisa
A Nestlé deveria montar uma balsa com dentista, médico, nutircionista, técnicos agrícolas. Levar educação ou mesmo lazer.
Uma VERGONHA, isso sim.uma multinacional provocar o desejo por produtos de segunda necessidade em uma camada desprotegida da população!
Vá até seu cliente?!?! Ridículo, 100% de falta de ética e respeito humano, isso sim.
E tem mais, e o coitado do dono da vendinha, rrepresentante da própria Nestlé, vai falir. Pensaram nisso? Verdadeiro tiro no pé.
Incrível uma publicação de respeito como esta dar espaço para uma ação destas.
July 12th, 2010 at 12:34 pm
Olá Fernanda, viva!!!
Algumas vezes penso que as empresas tem alguém com titica na cabeça em seu planejamento estratégico. Gastam milhões para desenvolver políticas de sustentabilidade e dão centavos para suas equipes de sustentabilidade realmente trabalhar. Você tem razão, vão matar o negócio do dono da venda e ainda por cima recolher os míseros reais que circulam nesta economia de subsistência.
Gostaria muito de ver a Nestlê apoiando projetos como o Saúde & Alegria, que mantém um barco hospital moderno e equipado percorrendo os rios amazônicos e outros, que trabalham para trazer estas populações para níveis justos de renda e consumo.
July 12th, 2010 at 12:49 pm
Seria bom a Nestlê e outras empresas visitarem antes a Amazônia, acompanhado de quem a conhece e vive a região. A maior parte do público que verá o super-cáries, desculpe-me, o porta-cáries, desculpe-me, digo, o supermercado flutuante, sequer possui escova de dente, aliás, nunca teve acesso a uma escova de dente, quem diria um dentista. A maior parte nunca viu um livro, e ao final, de anos de escola, sua educação equivale a 2 anos de aprendizado, levando a taxa de analfabetismo dos ribeirinhos a 80% de analfabetismo. Enfim, o caminho da sustentabilidade passa por outras águas.
July 13th, 2010 at 5:03 pm
Concordo em genero e grau com a Fernanda e o João. Um grande erro de planejamento estartégico. Uma grande confusão entre oportunidade e OPORTUNISMO!
July 22nd, 2010 at 2:08 pm
Parabéns ao autor da matéria!
Por escrever de forma imparcial e levar o publico a uma reflexão.
Mas as empresas precisam manter suas ações em alta, as comunidades ribeirinhas precisam cuidar dos seus problemas.
É apenas uma questão de quem toma uma atitude primeiro.
August 5th, 2010 at 5:46 pm
Está havendo uma certa confusão em relação à iniciativa da multinacional. Atendimento médico, odontológico e outras benesses devem ser cobrados primeiramente dos governos. Empresas mesmo as mais sustentáveis têm foco no negócio. Levar produtos da Nestlé até a população ribeirinha é interessante sim. Não é porque tenham déficit de infraestrutura que as populações não possam ter acesso a itens “de segunda necessidade” como foi dito nos comentários. Isso seria punir ainda mais quem já tem problemas no dia a dia. O dono da vendinha não vive de comercializar tais produtos. Há “itens de primeira necessidade” para segurar seu negócio. O que seria ainda mais interessante, isso sim, é que a Nestlé oferecesse seu barco para uma parceira com ongs que se dispusessem a oferecer serviços de utilidade.
October 1st, 2010 at 4:55 pm
Caros, há uma desinformação incontrolavel em suas respostas.
Primeiro a Nestlé não vende produtos de primeira necessidade.
Segundo,por acaso vocês acham que o ribeirinho não tem acesso aos produtos Nestlé?
Claro que tem, o dono da vendinha te. Tem Nescau, leito Ninho, bolachinhas. E como fica este comerciante diante de um monstro à sua porta, concorrência desleal….
O ribeirinho vive da venda de farinha e não tem dinheiro para comprar este tipo e produto, a não ser que em troca de comprar arroz, café, feijão..Barco deste tamanho à sua porta não é visão empresarial, é cegueira empresarial e falta de respeito. É valorização do consumismo.
Uma multinaciional como esta que divulga o desaleitamento materno, favorecendo o leite em pó, TEM SIM que atuar colaborando com a melhoria de vida das populações ribeirinha pelas consequências nocivas que causa nas dietas destas populações, regularmente desinformadas e vítimas da propaganda consumista.
Você tem filhos? Toda criança quer uma bolachinha que vê na televisão, o que fazer quando não há como comprar? É o mínimo de responsabilidade social que deveria ter.
Visão é outro departamento,