Você contrataria um funcionário sem função específica?
Benedict Gomes, tanzaniano que cresceu na Índia e estudou nos Estados Unidos, tem o emprego que provavelmente todos gostariam de ter. Ele é contratado do Google para fazer o que quiser. Isso mesmo. Como um dos oito “distinguished engineers” (engenheiros especiais) da empresa no mundo, não tem função específica. Pode se dedicar a qualquer projeto que julgar interessante.
O engenheiro formado pela Universidade de Buckley, na Califórnia, esteve hoje (16/4) na conferência do Google com a imprensa, que acontece desde ontem em Buenos Aires. Em sua apresentação, explicou como as buscas na internet têm evoluído nos últimos anos. Aprimorar esse mecanismo tem sido a prioridade de Gomes desde quando começou no Google, dez anos atrás. “Eu amo buscas e acredito que exercemos melhor a nossa função quando fazemos o que gostamos, com paixão. A paixão é minha maior motivação”, disse ele.
Quando e se esse amor acabar, Gomes pode buscar outra área que o encante dentro da empresa, como o Gmail, Youtube, etc. Mas isso parece não estar nos planos do executivo. “Tenho uma equipe, diversos projetos. Não pretendo mudar de área tão cedo”, disse.
O Google é uma gigante multinacional, mas funcionários motivados são fundamentais para qualquer empresa, independente do tamanho. E você, contrataria um funcionário que pudesse fazer o que quisesse, mas com paixão?











April 19th, 2010 at 9:24 am
Isso é bem relativo, se o mesmo tiver um bom conhecimento técnico do negócio, e uma boa vivência de mercado, por que não, ideias de fora e criatividades são sempre bem vindas. Eu contrataria sim, desde que obedeçam os critérios iniciais que informei no inicio deste texto.
April 19th, 2010 at 10:41 am
Trabalhei em alguns grupos de inovação na Europa e nos EUA. Se a empresa dispõe de um budget destinado à inovação, porque não arriscar e contratar os melhores cérebros e deixá-los relativamente à vontade para buscar desafios e projetos que a empresa nunca conseguiria desenvolver?
Usualmente as empresas tentam desde o primeiro dia moldar o novo funcionário à cultura da empresa, mas e se de repente estas empresas passassem a tentar o contrário, incorporar a cultura de quem acabou de chegar com potencial e gás para revolucionar? Este é o paradigma que ainda é comum no Brasil, não tenho dúvidas que isso irá mudar em breve.
Ah, e se a estratégia falhar, você me pergunta. Te respondo que as chances são grandes. Bem grandes. Mesmo assim sua empresa estará uma falha mais próxima de um breakthrough.
Agora se der certo a iniciativa pode significar não só novas ideias, produtos e serviços, mas garantir a sobrevivência da empresa.
April 19th, 2010 at 2:28 pm
Isso é bem relativo, principalmente num Brasil que está começando a adquirir reconhecimento fora e amadurecimento interno recentemente.
O que vemos “ainda” são empresas que só querem lucro e mais lucro. Acabam cortando funcionários e sobrecarregando os que restam..
..mas isso tende a mudar, se Deus quiser..
April 20th, 2010 at 10:44 am
Talvez isso não funcionasse no Brasil…
April 20th, 2010 at 1:33 pm
Poder trabalhar em projetos que acha interessante, ou mesmo que acredite que irá funcionar, na minha opnião é o melhor para empresa e para o funcionário.
O funcionário fará o melhor, já que gosta do que está fazendo, isso já é muito motivador.
April 20th, 2010 at 4:15 pm
O Brasil esta mais ou menos 100 anos atrasado em relação ao primeiro mundo, com certeza vai chegar ao Brasil tal pensamento e vai ser uma revolução capa de revistas etc.. Porem ainda temos 100 ainda pela frente. Abs
April 21st, 2010 at 9:05 am
[...] Fonte: Papo de Empreendedor [...]
April 21st, 2010 at 10:38 am
Fazer o que se gosta é fundamental para o bom desempenho.
Mas pergunto: nossas lideranças estão prontas para que seus funcionários se libertem e possam criar? E mais: nossos funcionários estão prontos para esta liberdade? A resposta é que no momento ainda não, mas com chegaremos neste patamar ou seja, ter visão de negócio e parar de perguntar o que minha empresa pode fazer por mim e sim o que eu posso fazer por minha empresa.
April 22nd, 2010 at 12:46 pm
No Brasil. E se, já hoje o funcionario mantesse um canal de conversa direto com o seu chefe? isso não resultaria em um círculo de criatividade positiva? e se, ainda hoje, o funcionário ao invés de temer um “não” do chefe, proposse a mudança? mas de tal forma que mostrasse segurança no que está pensando em fazer, isso seria desde já uma liberdade empresarial, e não levaríamos 100 anos, e também teríamos resultados animadores até o fim do ano, cada um por sí dentro da empresa. Até porque é comum, ver alguém dizendo que depende do setor X para terminar o serviço do setor y, talvez ai terminariam as desculpas. Penso eu!
February 26th, 2011 at 7:46 am
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February 28th, 2011 at 9:34 pm
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