Escolas são negócios?
Deveria ser função do governo oferecer ensino de qualidade aos cidadãos, mas sabemos que não é bem isso o que acontece no Brasil. Diante dessa lacuna, empresários identificaram oportunidades de negócios e criaram escolas e faculdades com os mais variados preços. Agora, mais do que nunca, o ensino está sendo visto como um negócio e a escola, como uma empresa. Prova disso é a criação do Cadastro de Informações dos Estudantes Brasileiros (Cineb), uma lista que reúne o nome de alunos devedores e seus pais (quando esses forem os responsáveis). Assim, antes de efetuar uma matrícula a escola pode consultar a lista e rejeitar o aluno caso o nome dele esteja no rol dos inadimplentes. O que as instituições de ensino não poderão fazer é expulsar o aluno por inadimplência durante o ano letivo. A medida é uma forma de evitar calotes, segundo a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), idealizadora do cadastro. De acordo com a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), entidade contrária à criação do Cineb, a taxa de inadimplência nos últimos 12 meses subiu de 9,78% para 11,43% em São Paulo, mas não é criando uma lista que o problema será resolvido. “Queremos, também, deixar bem claro que a inadimplência é a nossa grande preocupação, mas, organizar apenas um cadastro não resolve o problema, pois acaba agravando as relações entre a sociedade e a mídia, sem resultados práticos para as escolas”, diz um comunicado da Fenep. Na sua opinião, é justo esse cadastro de alunos inadimplentes?
Clique aqui para ler reportagem sobre o tema.












November 1st, 2008 at 2:24 pm
O cadastro de alunos inadimplentes, assim como o de consumidores inadimplentes é justo. Assim como também é interecessante cadastrar os adimplentes (cadastro positivo). Quanto mais informações sobre o risco da concessão de crédito estiverem disponíveis, menor será o custo desse crédito. O mesmo vale para a Educação.
As entidades de defesa do consumidor reagiram à essa medida dizendo que educação não é um produto qualquer. Realmente não é, mas a relação de consumo existe. A educação pública é uma alternativa para as pessoas que não tem como pagar os estudos, não é função das escolas particulares promover o acesso de todos à educação.
A escola não pode constranger o aluno, ou impedir a conclusão do ano letivo. Por outro lado, tem o direito de negar a matrícula dos inadimplentes, tendo ou não estudado o período anterior na escola.
November 3rd, 2008 at 7:08 am
E o que não fazem para prejudicar os pobres.. eeeee laiáh
November 10th, 2008 at 11:13 am
Transparência é importante.
Também queremos saber tudo sobre a situação financeira, ética, profissional de todas as escolas e professores em um único cadastro.
November 26th, 2008 at 4:52 pm
ACHO QUE DEVERIA SIM POIS SE VOCE DEVE UMA CONTA DE LUZ SEU FORNECIMENTO SERA SUSPENSO ENTAO A PESSOA DA AQUELE JEITINHO BRASILEIRO E QUITA ESSE DISPENDIO AGORA A ESCOLA VC DEVE E PODE FICAR MESES SEM PAGA. COM ESTA NOVA REGULARMENTAÇAO ISSO VAI MUDAR.
AS PESSOAS DEVEM PENSAR QUE FACULDADE PODE ESPERAR PELO RECEBIMENTO, AGORA COM ESSE CADASTRO AS PESSOAS INADIMPLENTES DEVERAO PENSAR 2 VEZES ANTES DE TORNAREM DEVEDORAS