Governo estuda cortar imposto de salário
Nas últimas semanas, o governo brasileiro retomou o antigo debate sobre a desoneração da folha de pagamentos das empresas. Até o final de 2009, o Ministério da Fazenda estuda propor ao Congresso Nacional uma redução no recolhimento para o INSS, que cairia dos 20% atuais para 14%. Caso seja aprovada, a alíquota diminuirá um ponto percentual ao ano.
Segundo o ministro Guido Mantega, o intuito da medida é tentar reanimar o crescimento do PIB, além de incentivar a formalização trabalhista. Ele afirma também que a diminuição do custo do emprego deve colaborar para o aumento da capacidade produtiva e competitividade das empresas.
Embora a redução na contribuição seja vista com bons olhos pela maioria dos consultores tributários ( eles alegam que, no Brasil, a carga de impostos sobre folha de salários é bastante elevada), cada ponto percentual de corte representa uma queda de cerca de R$ 4 bilhões nas receitas da Previdência. A subtração de 6 pontos geraria uma perda na arrecadação de R$ 24 bilhões. Não se sabe se o governo irá, de fato, abrir mão dessa receita.
Entretanto, os defensores da desoneração dizem que, a médio-prazo, o rombo pode ser minimizado pelo aumento da formalização dos trabalhadores que atualmente não têm carteira assinada e, por isso, não contribuem para Previdência.
E você, caro leitor, acredita que a medida pode ser positiva para a economia do país? Dê a sua opinião!



















