A eficiência da propaganda boca-a-boca

Semana passada, uma amiga me contou que o melhor pastel de feira da cidade não era feito exatamente em uma feira livre, mas na esquina da rua onde fica a escola que nossos filhos estudaram.
Como ela adora superlativos, decidi no sábado à tarde conferir de perto. E não é que o sujeito transformou a entrada da garagem em uma grande banca e ostenta uma faixa de agradecimento à fiel clientela que o elegeu o melhor pastel de feira de São Paulo. O preço e a fartura dos recheios contribuíram muito para a escolha. Independentemente do sabor, cada pastel custa R$ 2,50. Atrás da bancada de madeira, forrada com plástico, no mínimo seis funcionárias se revezam na elaboração e fritura dos pastéis, cujos pedidos são anunciados a altos brados e numa rapidez assustadora. Há fila para tudo: para pedir, para pagar, para comer, para disputar os poucos lugares para sentar. Eu demorei pelo menos dez minutos para conseguir pedir um pastel de palmito com camarão. Mas, ninguém desanima. A banca é um sucesso.
Na verdade, se antes de abrir a banca o empreendedor fizesse um estudo do ponto, com certeza desistiria de abrir um negócio ali. Com exceção das crianças e adolescentes que frequentam a escola em dois períodos, não há mais movimento. Os estabelecimentos comerciais são raros na rua, que funciona como corredor de ônibus. Nem por isso, a pastelaria improvisada assiste a uma queda de movimento nos fins de semana. Uma prova de que um bom produto com uma eficiente propaganda boca-a-boca é capaz de transformar um ponto considerado morto em um endereço bastante lucrativo. Fica o exemplo.














April 27th, 2010 at 11:39 pm
Ótimo exemplo pra quem acha que o ponto onde o estabelecimento será instalado é o fator mais importante do negócio.
April 28th, 2010 at 8:14 am
Oi Katia:
Onde fica esta banca de pastel?
Você p/me dar o endereço.
um abraço.
Edelcio
advogado
(11)9986-7121
April 28th, 2010 at 1:20 pm
Legal ler sobre a força da propaganda boca-a-boca.
April 30th, 2010 at 3:29 pm
Sorte para ele, apoio estas iniciativas e o IFED - http://www.ifed.com.br, também
May 1st, 2010 at 9:47 am
Este texto corrobora com o que costumo passar a meus clientes quando como apresento os conceitos de qualidade. Muitos dos pequenos empresários que mesmo a anos no mercado ficam se perguntando porque meu produto fica ‘encalhado’ e o do concorrente sai mais. Aí, avaliamos a qualidade do produto, do atendimento e o principal… a percepção do cliente a isso tudo pois este boca-a-boca ai de cima pode ser tanto positivo quanto negativo. E na maioria das vezes pior que não ter propaganda é ter a propaganda negativa.
Arilson Mathias
http://www.sgdweb.com.br
O conhecimento das grandes empresas disponível ao seu pequeno negócio.
May 3rd, 2010 at 2:38 am
Legal, uma bibliografia fantástica que li sobre esse tema recentemente foi Buzzmarketing de Ben McConnel e Jack Huba.
O Livro aborda maneiras de como amplificar os resultados do boca a boca, e cita casos de grandes marcas que conseguiram esse feito.
O Título tambem nomeia de uma maneira criativa, nossos bons clientes como evangelistas, que fazem propaganda de graça de nossas marcas.
Fica aí a dica de leitura.
Abs,
May 3rd, 2010 at 9:37 am
Sou prova viva da propaganda boca a boca, meu blog: http://www.coisasde-alice.blogspot.com, foi criado para venda de queijadinhas e cada um que prova repassa para alguém recomendando, com isso minha clientela tem aumentado significativamente.
Ainda nao tenho recursos para investir em propagandas pagas, mas o boca a boca tem sido tão eficiente que até em matéria de jornal famoso elas já apareceram!!!
Desejo sucesso para eles que com certeza prezam pela qualidade nos produtos e com isso vão longeeee!!!