A música que toca na sua loja pode interferir diretamente nas vendas
Outro dia estava em um restaurante e notei que algo estava me irritando no ambiente (e contribuindo para que eu ficasse agitada, impaciente e comesse rápido demais): a música. Na contramão desse acontecimento, em outro momento, em uma loja de roupas femininas, me surpreendi com uma cliente elogiando a música ambiente e perguntando à vendedora se, por acaso, a loja teria outras indicações de trilhas sonoras.
A música ambiente de um estabelecimento comercial é um fator que deve ser levado em consideração e merece uma atenção especial do empresário, pois contribui diretamente para o tempo de permanência do cliente no local, bem como para o seu estado de espírito, o que pode levá-lo a consumir mais, ou menos.
Algumas marcas, como a americana Abercrombie & Fitch, loja de menswear, por exemplo, utilizam a música em suas lojas como principal estratégia de venda. A trilha sonora cuidadosamente escolhida cria um clima de “balada”, o que anima os clientes e os leva a consumir mais e com mais disposição. O mesmo conceito é usado na Gola, loja de roupas masculinas localizada no Shopping Morumbi, em São Paulo.
Entretanto, é preciso ter cuidado no momento de implementar uma estratégia como a usada pela Abercrombie&Fitch e pela Gola. A mesma música pode não ter o mesmo efeito, benéfico, em uma loja de roupas esportivas, em um restaurante japonês ou em uma loja de carpetes, por exemplo. De acordo com Alessandro de Paula, proprietário da AMP Music, consultoria especializada em desenvolver trilhas sonoras específicas para cada marca, serviço chamado de sound branding, “a música ambiente de uma loja, além de fortalecer a identidade da marca, cria um vínculo e uma identificação com o cliente, e por isso é preciso estudar cuidadosamente qual será essa trilha e se ela tem a cara do consumidor da marca”.











August 13th, 2010 at 2:17 pm
Um caso curioso:
Um amigo da minha irmã, estava viajando pelos Estados Unidos, e ele passou por uma loja de roupas onde ele achou interessante as roupas da vitrine e ia entrar para comprar alguma coisa.
E estava tocando musicas eletronicas, o que fez com que ele desiste e saisse da loja. Motivo: Ele costumava usar drogas antigamente em raves, já estava tratado, mas ao entrar na loja, ele começou a passar mal devido as lembranças.
A musica realmente tem um poder muito forte.
August 13th, 2010 at 3:00 pm
Concordo, esses dias estava no supermercado, tinha uma música muito irritante, fiz compras mais rápido, esqueci de levar algumas coisas, só queria sair logo de lá.
August 16th, 2010 at 11:42 am
Olá!
Quem não sabe disso?!
Bem q a matéria podia ser menos superficial!
Aqui no RS gosto do som q rola na Renner e C&A. São embaladas, assim, motivadoras… levantam o astral!
Já vi até consultório de psicologo q tocada Dido.
Escolher o som, não parece ter segredos… só deve ser algo tipo “ambiente”!
August 18th, 2010 at 8:55 am
Não entro em loja nenhuma que tenha caixa de som na porta, aliás, passo longe. Quem quer comprar algo, quer se concentrar na compra e não ficar ouvindo uma musica alta e irritante . Por isso NUNCA compro nas Casas Bahia, pode ser a oferta que for, minha saúde não tem dinheiro que pague. Uma vez cheguei em um famoso depósito de materiais de construção em São Paulo, e colocaram uma caixa tocando pagode bem na entrada, isso em Alphaville, é facil advinhar, a barulheira não funcionou e a loja algum tempo depois FECHOU. Quem gosta de som alto é quem tem a cabeça OCA, não tem cérebro para raciocinar e precisa preencher o espaço vazio com alguma coisa … Já temos barulho SUFICIENTE na cidade …
August 18th, 2010 at 4:37 pm
E como ficam os direitos autorais? Tendo em vista que a música está sendo emitida a um público. Existe alguma lei ou alguma taxa paga ao ministério da cultura que permita ao estabelecimento tocar o repertório tão cuidadosamente selecionado? E se eu tocar apenas músicas sob a licença CC - Creative Commons?
August 31st, 2010 at 3:50 pm
E aí xará!…respondendo a sua pergunta acima, o orgão que fiscaliza essa parada é o ECAD http://www.ecad.org.br/
De fato, o certo seria que todas as lojas que “tocam música” pagassem a taxa para o ecad…mas se isso acontece ou não…aí já é uma ouuuutra história.
abraço
September 20th, 2010 at 1:40 pm
Muito legal este assunto, quero aprofundar um pouco mais.
Parabéns pela inciativa Camila!