Para sua pesquisa não acabar em pizza
Ontem à noite fui comer uma pizza depois de sair da redação. Na hora de pagar a conta, reparei nos cartões numa caixinha no canto da mesa. Eram questionários para avaliação do restaurante em quesitos como atendimento, qualidade da comida, ambiente e por aí vai. À primeira vista, ponto para o dono da pizzaria.Ele sabe como é importante ouvir a clientela para corrigir eventuais falhas ou mesmo dar novos rumos ao negócio. Com o sistema, ele poderia, por exemplo, ter ficado sabendo que o pão que acompanharia a entrada de coração de alcachofra só chegou quando toda porção já havia descido goela abaixo. Mas não soube. Nem disso nem de nada mais que eu pudesse dizer sobre o negócio. Por dois motivos. O primeiro, admito, foi pura preguiça. Para que perder tempo com pesquisas de opinião se não ganho nada com isso? A segunda razão é menos mesquinha. Eu não me sentiria à vontade de entregar na mão do tão simpático garçom a crítica aos serviços dele. Imagino que meu caso não seja único. Então, fica a pergunta: como incentivar a clientela a responder suas perguntas? Oferecer algum brinde ou cupom para sorteios em troca do formulário preenchido pode ajudar na tarefa. Melhor ainda se os papéis forem depositados numa urna para evitar constrangimento na hora de apontar falhas.













