O mercado dos jogos eletrônicos

A indústria dos jogos eletrônicos, que envolve a venda de consoles, hardwares e softwares voltados especificamente para este propósito, chegou a crescer, segundo dados do NPD Group, um dos mais importantes órgãos de pesquisa de mercado dos Estados Unidos, de 1999 até 2009, mais de 400% em faturamento. Para base de comparação, no mesmo período a indústria cinematográfica cresceu por volta de 32%. O ano de 2008, apesar da crise, foi um dos melhores para o setor de jogos, que faturou mais de R$ 37 bilhões somente nos Estados Unidos, o maior mercado, responsável por quase 40% da produção.
Esses valores ajudam a movimentar novas oportunidades de carreira e negócio. No Brasil, o ramo está em expansão. A empresa francesa Ubisoft, responsável por sucessos recentes como Assassin’s Creed e Prince of Persia, inaugurou um escritório em São Paulo em agosto de 2008. Em janeiro de 2009, ela já expandiu e comprou a empresa gaúcha de software Southlogic Studios. Enquanto isso, iniciativas nacionais estão em cursos direcionados à área e há exemplos como da Hoplon Infotainment, empresa 100% brasileira, fundada em 2000 e sediada em Florianópolis, cujo expoente é o jogo de multijogadores online gratuito Taikodom, lançado em 2008.
O mercado atualmente se divide, basicamente, em dois tipos de jogadores. Há os chamados casuais, que procuram jogos mais leves e com enredos mais curtos, com intuito de entretenimento e válvula de escape aos problemas rotineiros. Por outro lado, existem aqueles que foram batizados de hard-core, que procuram adrenalina em jogos mais longos, MMOs (Massive Multiplayers Online) e aqueles com temas mais violentos ou pesados. A propósito, o ramo dos jogos massivos online é um dos que mais cresce dentro do setor, capitaneado pelo World of Warcraft, da norte-americana Blizzard, que fatura até US$ 100 milhões (R$ 176 milhões) por mês com seus mais de 11,5 milhões de assinantes pelo mundo.
As oportunidades de carreira não estão só na programação e computação, como muitos podem pensar. As desenvolvedoras de jogos contratam artistas gráficos, roteiristas e até mesmo músicos e atores, dependendo do título. Só para ter uma ideia, a revista online Business Management divulgou uma comparação entre o filme Avatar e o jogo Modern Warfare 2. Até agora, o filme, a segunda bilheteria da história, já faturou mais de US$ 1,37 bilhão (quase R$ 2,5 bilhões), enquanto o jogo conseguiu US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,7 bilhão). O maior faturamento da indústria dos games é do Guitar Hero III, que atingiu a marca de US$ 2 bilhões (R$ 3,5 bilhões).
Tarqüíneo Teles, fundador e diretor-geral da Hoplon, diz que o ramo no Brasil está em expansão em virtude da grande quantidade de profissionais competentes que estão no país em contraste com a irônica baixa quantidade de empresas, grandes ou pequenas, voltadas para este tipo de empreendimento tecnológico. Atualmente, as pessoas tem menos preconceito com o setor, e conseguir investimentos é bem mais fácil. Ele afirma ser um ramo empreendedor, mas alerta: “desenvolver games dá muito trabalho. É uma indústria muito desafiadora.”




















janeiro 18th, 2010 at 1:21 pm
Aí está uma área mto legal e promissora! Cada vez mais os jogos estão ganhando espaço… e eles puxam junto uma gama inovadora de desenvolvedores e tambem de hardeware. Se os números fornecidos pela NPD são tão animadors lá fora… aqui não é tao diferente, dada nossa capacidade e qualidade!
Ótimo texto e ótimo assunto!
Parabens!
janeiro 18th, 2010 at 4:24 pm
Pois é… acho que a indústria de jogos eletrônicos - tanto a voltada para o público casual quanto para jogadores hardcores - está em franco crescimento… É só ver pelo exemplo dado pela matéria: o guitar hero 3 vendeu o dobro do que o avatar conseguiu nas bilheterias… E no caso do guitar hero tem que levar em conta tb os periféricos, como guitarras e baterias, e o próprio videogame… somando tudo, a cifra deve ser impressionante…
janeiro 20th, 2010 at 10:52 am
É um mercado em crescimento com certeza. Porém analisando as barreiras desse mercado é quase como o mercado cinematográfico americano. Jogos para entrar no circuito mundial e faturar alto exigem um capital grande e captado a custo baixinho o que não existe no nosso país. Restam a nós outras opções como jogos para plataformas móveis a custos mais baixos e lucro também.
janeiro 20th, 2010 at 1:35 pm
Curso Desenvolvimento de Jogos Digitais na Faculdade Integral do Ceará e é realmente um mercado que está em grande aclive(inclusive no Brasil), estou montando uma empresa de jogos no momento, a Full Logic Game Studio, com pessoal do meu curso e de fora da faculdade também.
Espero que grandes empresas desenvolvedoras cheguem ao Brasil e espero também que empresas nacionais se formem.
Só uma objeção, até onde sei, o game que mais rendeu, foi o GTA 4, que rendeu algou aproximadamente a U$ 7 bilhões, onde foram investidos “apenas” U$ 10 milhões.
janeiro 23rd, 2010 at 8:17 pm
Impressionante! Eu sabia que a indústria de jogos era a que mais crescia e tal. Mas não tinha idéia dos números. Quatrocentos por cento é muita coisa.
Seria legal ver uns jogos brasileiros com a qualidade desses jogos de fora. Existe tanta criatividade no Brasil que os jogos seriam fenomenais se recebessem o mesmo incentivo…
O problema é se os “best sellers” brasileiros seguissem o que a gente vê por ai no dia a dia. Embora não tenha nada contra, seria um tanto frustrante ver um “Calypso Hero: The Legend of Chimbinha” (rs).
fevereiro 5th, 2010 at 7:51 pm
É um mercado promissor. Existe espaço tanto para jogos dignos de mega-produção onde centenas de pessoas trabalham para desenvolver o game e milhões de dólares são gastos. E até mesmo para jogos que são frutos do trabalho e uma só pessoa onde você pode jogar na internet ou no seu celular.