O nicho do nicho
Dois salões de cabeleireiro - que em comum têm o fato de que suas donas começaram o negócio em sociedade com membros da família - alcançaram o sucesso após apostarem em apenas um ou dois serviços, dos vários possíveis nesse tipo de empreendimento.
O primeiro, localizado no Rio de Janeiro, viu a chance de crescer com a classe C e investiu nos produtos e cuidados especiais para os cabelos crespos. O outro, em Nova York (fundado e comandado por brasileiras), exportou a depilação nacional, bem cavada, e a maneira de fazer as unhas por aqui: tirando a cutícula.
Esses negócios encontraram na especialização, no investimento no nicho, a fórmula para crescer. Precisavam se destacar dos demais salões, e conseguiram isso.
Para outras empresas que pensam em trilhar o caminho da especialização, uma saída pode ser observar o que falta, ou há muito pouco, no mercado e a partir daí começar a oferecer o seu produto ou serviço. A todo momento, surgem demandas novas e não é de hoje que temas como “personalização” e “feito sob medida” são usados e vistos como tendência.
Às vezes, a boa ideia pode ser a mais simples possível. Nos dois casos mostrados acima, por exemplo, não houve grandes inovações. A dona do primeiro salão, que possui cabelos crespos, investiu nisso porque sentia falta de mais salões dedicados ao seu tipo de madeixa; as donas do empreendimento nos Estados Unidos levaram uma prática muito comum aqui, em que já eram gabaritadas, para outro país. A receita para encontrar o nicho certo e ganhar dinheiro com ele ainda não existe, mas começar a olhar ao redor e ver que tipo de consumidor ainda não está sendo atendido pode ser uma opção.
















