Passeio na favela
Desde que o turismo em favelas surgiu no início dos anos 90 — acredita-se que foi no Rio de Janeiro, mais exatamente na Rocinha –, a atividade conquistou adeptos em diferentes lugares do planeta, como as “townships” de Johannesburgo e os lixões da cidade do México. Mas essa modalidade de passeio também causa muita polêmica. Os críticos dizem que observar os mais pobres entre os pobres não é turismo. É voyeurismo. Não é bem assim, segundo Harold Goodwin, diretor do Centro Internacional de Responsabilidade no Turismo, de Leeds, na Inglaterra. Ele afirma que o turismo é um dos caminhos pelos quais os mais privilegiados podem entender o que realmente significa pobreza. A questão mais importante, diz Goodwin, não é se os passeios nas favelas devem existir ou não, mas sim como devem ser conduzidos. “Os organizadores limitam as excursões a grupos pequenos que interagem respeitosamente com os moradores da comunidade? Ou fazem o passeio de ônibus, com os turistas tirando fotos pelas janelas como se estivessem num safári?”




















