Papo de Empreendedor

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Projeto de lei quer estender direito a férias para demitidos por justa causa

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Está em análise na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pode onerar o caixa das empresas, se aprovado. De autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), o texto estende aos funcionários demitidos por justa causa o direito de receber em dinheiro o valor correspondente às férias não gozadas. Hoje, esse direito é exclusivo dos demitidos sem justa causa. Para Bezerra, o fato de o empregado ter cometido uma falta grave não pode interferir no direito às férias. O projeto 4763/09 tramita em caráter conclusivo.

Adriana Fonseca é editora-assistente e escreve sobre macroeconomia, oportunidades de negócios, exportação e legislação.

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Trabalhe em casa… com um chefe virtual!

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Do suplemento semanal do New York Times

O trabalho executado a partir da própria casa pode ser um antro de tentações . Se o funcionário não tiver disciplina, pode ser enredado em inúmeras outras atividades. Foi com base no aumento dessa prática de trabalhar de casa e no crescente número de gerentes receosos de que sua produção pudesse cair que a LiveOps, empresa americana da Califórnia, bolou um método informatizado, remoto e inteligente de controlar a produção dos “agentes domésticos”.

Existem outras empresas que reúnem força de trabalho para terceirizar o serviço de call center. Mas a diferença da LiveOps é que, se uma empresa usuária do software quer que os agentes de vendas convençam quem já ligou a comprar outros produtos, o software direciona a ligação para os agentes mais produtivos, que vendem melhor. Assim, esses agentes têm mais oportunidades.

O executivo-chefe da empresa, Maynard Webb, responde à primeira questão despertada por esse método: e os agentes que não vendem tão bem? “Ninguém é demitido. Eles simplesmente recebem menos trabalho.” É um sistema que valoriza funcionários mais produtivos, mas pode dificultar a entrada de novos profissionais. Além disso, dá margem a uma corrida frenética pela produtividade e prejudica muito aqueles profissionais que se afastam por algum período do trabalho. O rateio do software guia-se apenas pelos números.

Webb considera que o modelo pode ser expandido para outras áreas de trabalho: varejo, editoras, direito, todas aquelas cuja produção pode ser medida. E defende que o trabalho a partir de casa com medição de produtividade é o precursor de um novo modelo de trabalho. “A economia fica melhor. Sem prédios. Sem benefícios aos funcionários.” Garante, ainda, que não estão tendo dificuldade alguma em encontrar funcionários que queiram trabalhar nesse modelo.

E você, concorda com o executivo-chefe? Usaria esse modelo para seus funcionários?

Ricardo F. Santos é estudante de jornalismo e estagia na revista desde o começo de 2009. Blogueiro há seis anos, analisa o cotidiano através das lentes da economia.

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Você não precisa ser um gênio para inovar

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Quando a gente fala de inovação, a maior parte das pessoas já pensa: mas eu, inovar, como? Não sou cientista, nem expert em coisa alguma, muito menos tenho um monte de dinheiro para investir em pesquisa. O fato é que você não precisa de nada disso para inovar.

Abaixo, algumas dicas mostram para você, que procura ter seu próprio negócio ou já tem o seu e está cansado de bater de frente com a concorrência, que para inovar não é preciso genialidade. É preciso, sim, uma pitada de criatividade e muita, muita vontade de botar pra fazer.

1. Inovar no modelo de negócio (como você cobra, onde e pra quem você vende) é tão ou mais importante que inovar na tecnologia. Só que com um detalhe: não demanda grandes conhecimentos técnicos nem grandes investimentos de capital. O Spoleto, Empreendedor Endeavor desde 2003, não mudou em nada a receita das boas massas italianas nem sequer desenvolveu um processo de fabricação inovador. Foi a forma de vender e de apresentar seu produto, trazendo a cozinha para a frente da loja e deixando o próprio consumidor “cozinhar”, que fez com que a rede se tornasse um dos maiores grupos de franquia do país, atingindo a marca de 200 lojas em 2008.

2. Levar profissionalismo a setores informais: muitos empreendedores ganham muito dinheiro e constroem grandes negócios fazendo direito o que todo mundo acreditava que seria sempre um serviço “mais ou menos”. O Grupo Poit Energia, Empreendedor Endeavor desde 2002, fez exatamente isso: trouxe profissionalismo, seriedade e competência para um setor que até então era dominado por pequenas empresas informais e sem o menor compromisso com o cliente: aluguel de energia. A SEDI, Empreendedor Endeavor 2009, começou como um despachante imobiliário com os mesmos recursos e desafios que qualquer outro. Mas a vontade de fazer a coisa bem feita e o sonho de ver seu negócio crescer o levaram a construir a maior empresa de regularização comercial e imobiliária do país.

3. Importar boas ideias:
outra prática bastante comum e de muito sucesso é importar boas ideias de fora. Mas isso não é copiar? Onde está a inovação? E a gente só consegue fazer isso porque, afinal, ainda somos um país subdesenvolvido? A resposta é não. Por mais que o Brasil se transforme cada vez mais em um centro de tecnologia e pesquisa, boas ideias sempre vão surgir fora do país também. Além disso, um produto ou um serviço desenvolvido para Europa nunca poderá ser o mesmo que para América Latina, Ásia ou EUA. Adaptações são sempre importantes. Entender quais as demandas locais para aquele produto, adaptá-lo e aí, sim, investir para melhorá-lo cada vez mais pode ser um grande diferencial. A grande vantagem é que você pode primeiro importá-lo e vendê-lo igualzinho ao que vem no exterior e, com o dinheiro das vendas, pouco a pouco, melhorar e adaptar o produto à realidade do país.

4. Buscar novas aplicações para tecnologias que já existem: por fim, para você que faz questão de trabalhar com tecnologia, outro jeito de inovar e que pode trazer muitos frutos é buscar novos mercados e aplicações para produtos que já existem. A Outplan, um empresa promissora do setor de entretenimento, percebeu que poderia usar o sistema de catracas com crachás, amplamente usado por prédios comerciais para restringir a entrada somente a funcionários, para criar um sistema inovador de venda de ingressos para estádios. Nos estádios que usam o serviço da Outplan, o cliente, após comprar o ingresso pela internet com seu cartão de crédito, poderia usar o mesmo cartão como ingresso, passando-o diretamente na catraca. Aliado a isso, a empresa trouxe o conceito de salas VIP, tão conhecido das baladas de São Paulo, para os estádios brasileiros. Pronto, estava formada mais uma inovação de grande potencial.

Este post foi escrito por Marcos Simões, da área de Busca e Seleção de Empreendedores do Instituto Empreender Endeavor

Adriana Fonseca é editora-assistente e escreve sobre macroeconomia, oportunidades de negócios, exportação e legislação.

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Um bom exemplo de fidelização do cliente

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Hoje almocei com uma superintendente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e ela me contou uma história de fidelização de cliente que me surpreendeu. Há poucos meses, ela mudou-se para o bairro da Mooca, em São Paulo, e foi jantar em uma pizzaria próxima à sua casa. Após a pizza, foi servido um licor de anis que ela adorou. Chamou o dono do restaurante para elogiar a bebida, que lembrava sua avó, e comentou que morava em um conjunto de prédios recém-construídos perto da pizzaria. Dias depois, a surpresa. O porteiro interfonou em seu apartamento dizendo que havia uma garrafa de licor de anis em nome dela na portaria. O perspicaz empresário anotou o nome da cliente, presente no cheque com o qual ela pagou a conta, foi até o conjunto de edifícios e perguntou ao porteiro onde ela morava. Ali mesmo deixou uma garrafa do elogiado licor de anis, feito de forma caseira por sua mãe. Nem preciso dizer que ela já voltou ao restaurante diversas vezes.

Adriana Fonseca é editora-assistente e escreve sobre macroeconomia, oportunidades de negócios, exportação e legislação.

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As respostas dos gordinhos

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Susan Boyle, uma desengonçada escocesa calou a boca de todo mundo ao cantar de forma brilhante a música “I dreamed a dream” no programa de calouros Britain’s got talent. O “gorducho” Ronaldo, desacreditado por muita gente, também enfrentou desafio parecido. Considerado um ex-jogador em atividade, calou milhões de ”técnicos” com suas jogadas talentosas que contribuiram para um título com o qual o Corinthians sonhou durante anos: campeão paulista invicto. São dois exemplos de força de vontade de personagens que sabem como ninguém tomar as chacotas2susan-boylenovo1 como desafio, estímulo. Entendem que melhor do que qualquer resposta ácida aos críticos, o bom mesmo é mostrar do que se é capaz na prática, comprovando a tese de que contra fatos não há argumentos. Curiosamente, inúmeros críticos de Susan Boyle outrora agora aguardam ansiosos por seu provável primeiro disco ou até por um filme baseado em sua história – que já tem entre os nomes cotados para interpretá-la a curvilínea Demi Moore. Ronaldo, por sua vez, já ouve pedidos para que o técnico Dunga o convoque para a Seleção Brasileira. Certamente os dois gordinhos ainda vão surpreender o mundo novamente, fazendo algo diferente do que esperam deles. Isso é inovação.

Wagner Roque é editor-assistente. Especializou-se em matérias sobre oportunidades de negócios.

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Você ressuscitaria um produto morto? Pois um empresário está apostando nas fotos Polaroid

O empresário e artista Florian Kaps

O empresário e artista Florian Kaps

 

O tempo tem criado e enterrado várias tecnologias:  a máquina de escrever, o papel carbono, as fitas cassetes, os vídeos VHS e por aí vai. Você montaria um negócio em torno de um defunto desses? É o que está fazendo o artista austríaco Florian Kaps, que está ressuscitando os filmes instantâneos Polaroid. As fotos “Pola” foram o fascínio de várias gerações desde sua criação, em 1948: como num passe de mágica, elas podiam ser vistas minutos depois de terem sido tiradas.

Com o crescimento do mercado de máquinas digitais, era de se esperar que a Polaroid anunciasse o fim dos filmes instantâneos, o que aconteceu em fevereiro de 2008. Kaps, então, entrou em cena. Primeiro, montou uma galeria dedicada apenas às fotos Pola, em Viena, com sua versão virtual, a Polanoid.net.  Depois, montou um site para compra e venda de máquinas antigas, bem como dos estoques de filmes ainda disponíveis no mercado – uma iniciativa que fez duplicar o valor desses produtos no último ano. Agora, arrendou uma antiga fábrica de filmes Polaroid, em Amsterdam, chamou de volta 11 ex-funcionários e prometeu retomar a produção ainda este ano. 

Kaps acredita que os amantes da Pola são basicamente artistas, portanto faria sentido para uma pequena empresa como a sua galeria de arte investir nesse nicho. “O projeto é mais do que um plano de negócios; é uma batalha contra a ideia de que tudo o que não evolui tem que morrer”, declarou ele ao jornal britânico The Independent.  Será que vai dar certo?

Roberta Rossetto é jornalista e tem um MBA em gestão. Dirigiu a revista Pequenas Empresas e trabalhou como executiva de comunicações, marketing e RH.

Buscar o funcionário na internet pode causar surpresas

A consciência de que uma pessoa pode ser lida por qualquer outra no mundo inteiro quando posta em um blog ou no Twitter poderia deixá-la mais cautelosa em relação ao que escreve. Ou não.

Muitos funcionários se esquecem desse princípio básico da internet e soltam comentários sobre seus chefes como se estivessem na frente do espelho. Descobrir se um funcionário está fingindo alguma simpatia ou comportamento pode ajudar a definir seu futuro na empresa.

A exemplo, houve um caso de um funcionário que teve uma emergência familiar, saiu do trabalho mais cedo e depois colocou no Facebook fotos dele numa festa de Halloween no mesmo horário.

Não precisa caçar seu funcionário, mas uma ligeira busca pela internet pode revelar muito sobre uma pessoa. Principalmente quando tantas redes de relacionamento e ferramentas publicadoras estão por aí.

Veja alguns exemplos do Twitter de desabafos que podem deixar alguém no olho da rua, ou dificultar bastante conseguir uma vaga em outro lugar.

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Veja mais casos aqui e aqui.

Ricardo F. Santos é estudante de jornalismo e estagia na revista desde o começo de 2009. Blogueiro há seis anos, analisa o cotidiano através das lentes da economia.

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Crise: oportunidade para quem quer inovar

Joseph Schumpeter, um dos maiores economistas do século 20 e defensor da prática do empreendedorismo, já definia o empreendedor como alguém que realiza coisas novas e não necessariamente aquele que inventa. Atualmente, uma das definições mais aceitas é a de Robert Hirsch. Segundo ele, empreendedorismo “é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes…”

De forma geral, fica claro o quanto o conceito de inovação para o empreendedorismo é algo crucial. Essa inovação pode ser traduzida em novos produtos ou processos que garantem vantagens competitivas e assim, atraem novos clientes e talentos. No momento atual de crise, inovar torna-se ainda mais decisivo para o sucesso de uma empresa, esteja ela já estabelecida no mercado ou sendo criada neste exato momento.

A verdade é que ao contrário do que muitos pensam, a crise pode se tornar uma grande oportunidade para aqueles que querem criar um negócio inovador. E não faltam exemplos históricos para comprovar essa oportunidade. A Procter & Gamble, gigante multinacional com faturamento de US$ 83 bilhões em 2008 e detentora de algumas das marcas mais famosas do mundo como Pampers, Oral-b e Duracell, foi criada em 1837, ano em que estourou a bolha bancária americana. Outras empresas como HP, Polaroid, GE e Fedex também nasceram em momentos de crise econômica. Todos esses são exemplos de negócios cujos empreendedores souberam aproveitar com inteligência as oportunidades do mercado, criaram uma proposta de valor diferenciada e realmente botaram pra fazer. Para tanto, eles também foram capazes de reunir uma equipe de profissionais muito qualificada, o que pode ser uma tarefa mais fácil em momentos de crise e altas taxas de desemprego.

Portanto, sejam vocês empreendedores ou aspirantes dessa prática, saibam que mais uma vez a prosperidade econômica precisa de pessoas que sonham grande, que inovam e sabem aproveitar bem as oportunidades, mesmo que essas venham com a crise.

Este post foi escrito por Fernanda Antunes, assistente de Busca & Seleção de empreendedores da Endeavor

Adriana Fonseca é editora-assistente e escreve sobre macroeconomia, oportunidades de negócios, exportação e legislação.

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Autônomos informais poderão pagar impostos

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A Receita Federal regulamentou nesta terça-feira (28) a figura do Microempreendedor Individual (MEI). Com isso, a partir de 1º de julho, cabeleireiros, ambulantes, eletricistas, encanadores e outros autônomos informais que tiverem receita de até R$ 36.000 ao ano poderão pagar impostos e contribuir para a Previdência.

A notícia não parece boa, afinal nenhum brasileiro quer dar ainda mais dinheiro ao erário, no entanto, com a nova regulamentação, essas pessoas terão direitos trabalhistas e previdenciários que antes não tinham, como aposentadoria por idade, licença maternidade e auxílio-doença.

O custo mensal desses benefícios para o MEI será de 11% do salário mínimo (R$ 51,15) para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), R$ 1 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos governos estaduais e R$ 5 de Imposto sobre Serviços (ISS) às prefeituras, com pequenas alterações de acordo com o ramo de atividade.

Você acha que, para o autônomo, o custo-benefício da medida compensa?

Juliana Belda estuda jornalismo e é estagiária da revista e do site Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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Spa para mães após o parto

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A empresária americana Rachel Swardson Wenham encontrou um nicho de mercado pouco explorado. Ela observou que no mercado havia inúmeros serviços e produtos para grávidas e bebês, mas não havia nada para as mamães que querem recuperar o corpo rapidamente após o parto. Por isso, ela criou a Go Home Gorgeous Postnatal Body Therapy. Durante o tratamento, feito ainda no hospital, logo depois que as mães dão à luz, Rachel usa ervas, aromaterapia e massagens. Segundo o site da empresa, o resultado são mamães mais relaxadas e que vão para casa mais bonitas. Na oferta de serviços também estão incluídas babás para cuidar dos recém-nascidos durante algumas noites, o que permite às mães descansar e se restabelecer.

Adriana Fonseca é editora-assistente e escreve sobre macroeconomia, oportunidades de negócios, exportação e legislação.

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