O jeito carioca de administrar os funcionários

Recém-lançado, o livro Jeito Carioca na Gestão de Pessoas, escrito pelo consultor Luiz Moura, com mais de 40 anos de experiência na área de recursos humanos, pretende mostrar como é a forma do carioca de administrar os funcionários em uma empresa. Segundo o autor, a publicação não pretende ser bairrista e nem dizer que o jeito carioca é melhor do que o de paulistanos, potiguares, mineiros ou gaúchos. É apenas diferente.
Moura diz que o fato de o carioca crescer na praia – um dos locais mais democráticos do planeta -, faz com que ele saiba lidar bem com as diferenças de raça e classe social, o que facilita na hora de administrar pessoas. “O carioca vive muito no espaço público e isso favorece a aproximação e a compreensão de seus subordinados quando assume um cargo de supervisão ou gerência”, afirma Moura.
Na prática, o livro apresenta entrevistas com 24 gestores da área de RH que são cariocas da gema. Outras quatro foram feitas com cariocas por adoção. Lendo as histórias de como esses executivos – e o próprio Luiz Moura, também carioca – administram pessoas, não parece que seja algo exclusivo dos nascidos na capital fluminense. Me parece que empresas geridas por pessoas de outros estados têm atitudes semelhantes. As histórias contadas no livro e as dicas de RH dadas ali são boas e servem para qualquer tipo de negócio, mas talvez, se a pesquisa fosse ampliada para outros estados, veríamos que práticas bem semelhantes também acontecem em empresas de outras regiões do país. Basta, para isso, ter um bom gestor de recursos humanos.
O objetivo de Moura é, inclusive, estudar a gestão de RH em outros estados e analisá-las. Quem sabe não surge, mais adiante, o jeito paulistano, mineiro ou capixaba na gestão de pessoas?
E você? Acha que a origem do gerente de RH pode interferir na sua forma de lidar com os funcionários de uma empresa?











May 12th, 2010 at 11:26 am
Por muitos anos tenho visto gerentes e diretores de RH de renomadas empresas serem pegos em falhas imperdoáveis no tocante a rotulação de candidatos às vagas de suas empresas. Criam dinâmicas de grupo, fazem seleção de forma agressiva, se agarram nos “canudos” apresentados pelos candidatos e se esquecem de humanizar o contato, que seria o principal para encontrar talentos para determinadas vagas oferecidas.
Após a seleção, criam setores de pessoas recém contratadas com perfil robotizado, ou seja, falam, agem e até respiram da forma que o profissional de RH queria na hora da contratação, e nisso quem sofre é o cliente, pois a empresa aos poucos perde sua identidade, qualidade e alma.
Não sou carioca e nem mesmo um profissional de RH, mas posso afirmar com toda certeza, baseado em treinamentos recebidos ao longo de empresas fora e dentro do Brasil ao qual trabalhei; que são poucos os departamentos de RH que procuram talentos, que oferecem desafios e acreditam que seus funcionários estão felizes onde trabalham.
O carioca bem como o nordestino, está bem perto deste perfil, são mais humanos e amigáveis, que olham no olho do candidato e conseguem ver onde na empresa o futuro funcionário brilhará.
Ir para o Rio de Janeiro não o ajudará na contratação, acredite! Mas tentar migrar o jeitão carioca em sua região já seria um bom começo!
Pensem nisso como uma forma de melhorar o que já tem sido feito, tenham uma visão geral da máquina empregadora e logo surgirá uma perspectiva de como ter funcionários realmente realizados, ao invés de ter pessoas atrás do balcão atendendo com sorrisos fantasiosos e frustrados a procura constante de outros empregos.
Boa Sorte!
May 13th, 2010 at 2:12 pm
A origem afeta em tudo no modo de vida das pessoas, no trabalho não pode ser diferente. Eu sou Carioca. Já gerenciei em SP. Sem contestar os fatos o fundamental é saber se o cliente também quer ser tratado como o funcionário. A relação do funcionário com a empresa deve estar focada na relação do funcionário com o cliente. Neste caso quem atende cliente de todo o Brasil tem vantagem.
May 13th, 2010 at 3:20 pm
Olá, gostaria de parabenizar pelo blog e de apresentar o blog do Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae : http://mercadoaoseualcance.wordpress.com/
abs,
Pedro Valadares
May 18th, 2010 at 11:14 pm
Sou carioca, profissional de TI há 10 anos. Atualmente trabalho no Rio de Janeiro. Tive experiências profissionais em algumas cidades do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil, além de ter morado e trabalhado em São Paulo. Não creio que o jeito carioca de administrar seja tão tangível assim. Mas relacionamento interpessoal é um dos pontos fortes dos “bons” cariocas.