O que motiva um empreendedor?
Eis uma pergunta com muitas respostas. Mas vamos procurar uma que tenha algum embasamento, buscando a famosa pirâmide de Maslow como referência. Abrahan Maslow propôs, em 1943, a Teoria da Motivação Humana, uma obra que virou referência no mundo da psicologia. Segundo ele, há uma hierarquia de necessidades a serem preenchidas e, conforme a pessoa satisfaz uma delas, tenta alcançar outra e mais outra.
Então, assim que supre suas necessidades fisiológicas (ter o que comer, onde dormir e com quem fazer sexo), a pessoa parte para a conquista da segurança (física, financeira, de saúde). Quando isso é satisfeito, surge um buraco a ser preenchido: a necessidade de ser amado (por amigos, por um companheiro, pelos filhos). Depois, vem a auto-estima e a vontade de conquistar o respeito e a confiança dos demais. Por fim, a auto-realização, a busca por um conhecimento maior sobre si e o mundo.
Que tal transportar essa mesma pirâmide para o mundo empreendedor? Foi o que eu fiz. Na base, teríamos as necessidades de sobrevivência do negócio (pagar as contas, gerar dinheiro). No patamar seguinte, viria a necessidade da empresa ter identidade própria, de fincar bases sólidas no mercado. Depois, a vontade de que o negócio tenha visibilidade social e seja identificado como algo de valor pelo mercado. Conseguido isso, surgiria a questão: qual o meu papel de empresa cidadã junto à comunidade? O que posso fazer para devolver um pouco do que conquistei para a sociedade? Por fim, no estágio final, o empreendedor seria tomado por uma vontade enorme de deixar um legado, de deixar algo positivo e importante como saldo de sua passagem pelo mundo. Alguns, por exemplo, abraçam a sustentabilidade como bandeira. Outros, a política e as entidades de classe.
Diariamente encontro empreendedores motivados em diferentes estágios dessa pirâmide, que acabei adaptando das teorias de Maslow. Qual o seu estágio?


















setembro 23rd, 2008 at 3:15 pm
Acredito que estou na 2ª etapa da pirâmide, que seria criar identidade da empresa no mercado.
Por fim, será que existe um estágio final nessa pirâmide?
setembro 23rd, 2008 at 3:24 pm
Meu estágio é o de Planejador. Digo isso porque ainda não tenho o meu próprio negócio. Mas não deixa de ser um sonho. Tenho certeza plena que um dia atingirei essa meta e, se Deus quiser, o Papo de Empreendedor ainda estará vivo para me ajudar na trilhagem…
Um grande abraço e sucesso!
Monthiel
setembro 23rd, 2008 at 3:45 pm
Oi Gabriel. Olha, eu espero que a pirâmide não tenha fim. Porque, se tivesse, que motivação você teria pra sair da cama todos os dias?
setembro 23rd, 2008 at 5:08 pm
Olha, Roberta, achei interessante sua analogia, da hierarquia das necessidades, da Teoria da Motivação Humana, apontadas por Maslow e a motivação dos empreendedores.
Mas, se aplicável em nossa realidade brasileira, é possível que a base da pirâmide fôsse ter 50% ou mais de altura.
É o que se poderia depreender, do resultado alcançado pelo Brasil, na análise comparativa de ambientes de negócio dentre 181 países, realizada pelo IFC/Banco Mundial. Ficamos na 125ª colocação, um resultado completamente disparatado para uma economia entre as dez maiores do mundo, com recursos naturais quase ilimitados. Mas, não deveria ser uma surpresa assim tão grande, pelo que se conhece amplamente das pesquisas de ‘mortalidade infantil’ de 50%, de empresas que não chegam sequer aos dois anos de existência. Este fato comprovamos diuturnamente, ao circularmos pelos shoppings brasieliros, onde parece que os comerciantes são abatidos como moscas.
O Brasil precisa fazer este dever de casa, de abrir as portas ao empreendedorismo, de escancarar as oportunidades para todos, e criar facilidades para quem quer empreender. Há um enorme manancial de riquezas que precisam ser trabalhadas e agregadas de valor, com isto gerando progresso e prosperidade a sociedade como um todo.
Enquanto isto não ocorrer, é como se nossa pirâmide começasse de dentro de um buraco, onde só a partir de seu segundo ano de trabalho, pela luta de sobreviver num ambiente inóspito, é que se veria o Sol.
Neste cenário, considero que o principal vetor de motivação do empreendedor é o seu instinto de sobrevivência, aí também transposto ao mundo corporativo, ou não.
(Roberta: - desculpe o texto longo, mas o assunto é super instigante, e sou lojista, aqui o Rio, então sinto na pele o que se passa em torno, no cotidiano das ruas e dos shoppings, e o inconformismo é tanto, que tenho alguns textos, além de estar preparando uma exposição sobre o assunto)
Muito legal o espaço, que desde já vou acompanhar já.
Ah, cheguei até aqui por indicação no site de notícias diHITT.
Abraço, Eduardo Buys
setembro 23rd, 2008 at 6:57 pm
Oi Eduardo. Vc tem toda a razão: empreendedorismo é força essencial para promover o desenvolvimento e o crescimento do Brasil. Mas, montar um negócio por aqui é quase um ato heróico, dada a burocracia, a quantidade de impostos e de leis que não facilitam em nada a vida. E, claro, há a falta de dados sobre os mercados, a falta de mão de obra qualificada… e por aí vai numa lista imensa. Mas não desista! Força aí!!
setembro 24th, 2008 at 4:54 pm
Possuo uma empresa a 10 anos e concordo com Eduardo e digo mais, qual o futuro de um pais em que a maioria do seu povo quer passar em concurso público?? O que produz a máquina governamental? Claro que diversos fatores colaboram para essa corrida para “mina” estatal… Quem paga no final todos esses salários???
Setor privado foi feito pra bancar toda essa farra!!! Não quero nem falar do dragão da corrupção…